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Bioenergética e fosforilação oxidativa

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A energia dos elétrons que percorrem a cadeia respiratória vira ATP por um gradiente de prótons na membrana mitocondrial interna.

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A energia dos elétrons que percorrem a cadeia respiratória vira ATP por um gradiente de prótons na membrana mitocondrial interna. Esta unidade segue o acoplamento quimiosmótico, o bloqueio da cadeia pelo cianeto, o desacoplamento pelo 2,4-dinitrofenol e o lactato como marcador, limitado, de doença mitocondrial.

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Essential

  1. Os elétrons são transferidos pelos complexos da cadeia respiratória, na membrana mitocondrial interna, e chegam ao oxigênio, que forma água.
  2. A transferência de elétrons é acompanhada de fluxo de prótons: os complexos I, III e IV bombeiam prótons para o espaço intermembranas.
  3. O bombeamento estabelece um potencial eletroquímico — o gradiente de prótons — através da membrana interna.
  4. Os prótons voltam à matriz pelo complexo V, a ATP sintase.
  5. A ATP sintase usa o potencial eletroquímico para gerar ATP: é a fosforilação oxidativa.

O gradiente de prótons da membrana mitocondrial interna — dissipado, por exemplo, pela UCP-1 (proteína) ou pelo 2,4-dinitrofenol (agente químico).

Membrana mitocondrial interna.

Os complexos da cadeia respiratória e os dois carreadores de elétrons (coenzima Q10 e citocromo c) ficam na membrana mitocondrial interna, onde, com o complexo V, sintetizam ATP por fosforilação oxidativa.

Quando a mitocôndria está comprometida, o piruvato não é totalmente oxidado para gerar ATP e é reduzido a lactato pelo NADH, em reação catalisada pela lactato desidrogenase. O NADH citosólico tipicamente elevado reflete-se na razão lactato/piruvato (L:P).

In the clinic

Lactato elevado no sangue ou no líquor (a revisão cita > 2,1 mM como indicativo) e L:P elevada (a revisão cita > 25, junto de lactato aumentado) sugerem disfunção da cadeia respiratória — como indício, não como diagnóstico: o diagnóstico exige abordagem multidisciplinar clínica, genética, histológica e bioquímica.

Um lactato dentro da faixa de referência não exclui uma doença da cadeia respiratória mitocondrial.

Open the deeper layer

Going deeper

O cianeto liga-se ao ferro férrico do citocromo a3 no complexo IV (citocromo c oxidase) e impede o oxigênio de acessar o sítio catalítico: há hipóxia histotóxica — o oxigênio está presente, mas não pode ser utilizado — e a fosforilação oxidativa não gera ATP.

A célula passa do metabolismo aeróbio para o anaeróbio: o metabolismo se desloca da fosforilação oxidativa para a glicólise, e o piruvato é fermentado a lactato, o que eleva o lactato tecidual e plasmático e causa acidose. A glicólise sustenta algum ATP, ao custo de lactato e acidose. Existem antídotos específicos aprovados pela FDA (EUA), um deles o tiossulfato de sódio, dados por infusão intravenosa.

Test yourself before moving on

No fim da cadeia respiratória, para onde vão os elétrons? E o que acontece com a geração de ATP por fosforilação oxidativa se eles NÃO puderem ser transferidos para lá?

The answer stays in Assessment, with no spoiler here.

Answer in Assessment
Sources (4)
  1. Turton N, et al. The Biochemical Assessment of Mitochondrial Respiratory Chain Disorders. Int J Mol Sci. 2022;23(13):7487.
    The mitochondrial respiratory chain (MRC; Figure 1 ) is composed of four enzyme complexes: complex I (NADH: ubiquinone reductase; EC 1.6.5.3); complex II (succinate: ubiquinone reductase; EC 1.3.5.1); complex III (ubiquinol: cytochrome c reductase; EC 1.10.2.2) and complex IV (cytochrome c oxidase; …
  2. Demine S, Renard P, Arnould T. Mitochondrial Uncoupling: A Key Controller of Biological Processes in Physiology and Diseases. Cells. 2019;8(8):795.
    Although under normal circumstances, electrons are ultimately transferred to an oxygen to form water, electrons can also leak from the electron transfer chain
  3. Abdelati A, et al. Sublethal toxicities of 2,4-dinitrophenol as inferred from online self-reports. PLoS One. 2023.
    2,4-dinitrophenol (DNP) uncouples oxidative phosphorylation, dissipating the proton gradient by creating holes in the inner mitochondrial membrane
  4. Bebarta VS, et al. Redirecting Intermediary Metabolism to Counteract Cyanide Poisoning. FASEB J. 2025.
    Cyanide inhibits the terminal complex in the electron transport chain, Complex IV, by reversibly binding the ferric ion on cytochrome a 3

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