Atlas anatômico

2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.

Tronco da artéria hepática direita

Trunk of right hepatic artery · FMA70456

Também chamada de: Artéria hepática direita · Ramo direito da artéria hepática própria

Em 30 segundos

Alta relevância

Ramo terminal direito da artéria hepática própria que irriga o lobo direito do fígado. Origina-se na bifurcação da artéria hepática própria, geralmente ao nível do hilo hepático. Sua anatomia variável é crucial em transplantes hepáticos e ressecções.

Função

Irrigação arterial do lobo direito do fígado, incluindo os segmentos V, VI, VII e VIII de Couinaud, além de ramos para o lobo caudado e vesícula biliar (artéria cística).

Onde fica e relações

Origina-se da bifurcação da artéria hepática própria, trajeta posteriormente ao ducto hepático comum e anteriormente à veia porta, dirigindo-se ao lobo direito do fígado através do hilo hepático.

  • Irrigalobo direito do fígado
Na clínica
  • Variações anatômicas em 20-45% dos casos: artéria hepática direita pode originar-se da artéria mesentérica superior (hepática direita acessória ou substituída), cruzando posteriormente ao pâncreas e veia porta.
  • Lesão iatrogênica durante colecistectomia (visão crítica de segurança de Strasberg): confusão com artéria cística pode levar a ligadura inadvertida e necrose hepática.
  • Trombose pós-transplante hepático: causa importante de disfunção do enxerto, manifestando-se com elevação de transaminases e colestase.
  • Pseudoaneurisma pós-pancreatite ou trauma: pode romper para via biliar causando hemobilia (tríade de Quincke: dor abdominal, icterícia e hemorragia digestiva).
  • Quimioembolização transarterial (TACE) em hepatocarcinoma: cateterização seletiva para infusão de quimioterápico e agente embolizante.
Cai na prova
  • Relação posterior ao ducto hepático comum na tríade portal (artéria mais posterior, veia porta intermediária, ducto mais anterior).
  • Variação anatômica clássica: artéria hepática direita substituída originando-se da artéria mesentérica superior em 10-15% dos casos.
  • Artéria cística origina-se classicamente do tronco da artéria hepática direita (triângulo de Calot): ponto crítico na colecistectomia.
  • Lesão em colecistectomia laparoscópica: não identificar a visão crítica de segurança pode levar à ligadura da artéria hepática direita confundida com artéria cística.
  • Pegadinha: artéria hepática direita cruza POSTERIOR ao ducto hepático comum, enquanto a esquerda cruza ANTERIOR ao ducto hepático comum.
Teste seu entendimento
  • Qual a relação espacial da artéria hepática direita com o ducto hepático comum?

  • Qual a variação anatômica mais comum da artéria hepática direita e qual sua origem neste caso?

  • Qual ramo importante origina-se classicamente da artéria hepática direita e qual sua importância cirúrgica?

  • Quais segmentos hepáticos de Couinaud são irrigados pela artéria hepática direita?

  • Qual a manifestação clínica de ligadura inadvertida da artéria hepática direita durante colecistectomia?

Não confunda

  • Tronco da artéria hepática esquerda

    A artéria hepática esquerda ascende à esquerda do ducto hepático comum, sem cruzá-lo, enquanto a direita cruza POSTERIOR a ele; a esquerda irriga segmentos II, III, IV e parte do caudado.

    Abrir ficha
  • FMA14772

    A artéria hepática própria é o tronco que se bifurca em artérias hepáticas direita e esquerda, localiza-se mais proximalmente na tríade portal e não tem relação tão íntima com o ducto hepático comum.

    Abrir ficha
  • FMA14771

    A artéria hepática comum origina-se do tronco celíaco e dá origem à gastroduodenal e hepática própria; é mais proximal e não entra no hilo hepático.

    Abrir ficha
Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0