Atlas anatômico

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Segunda costela esquerda

Left second rib · FMA8012

Também chamada de: 2ª costela · II costela

Em 30 segundos

Alta relevância

Costela curta e fortemente curva, a mais curta das costelas verdadeiras. Articula-se com T2 posteriormente e com o esterno através da segunda cartilagem costal. Serve de inserção para músculos respiratórios e do ombro, sendo ponto de referência anatômico importante.

Função

Proteção de estruturas torácicas superiores (ápice pulmonar, grandes vasos), inserção muscular (serrátil anterior, escalenos) e participação na mecânica respiratória.

Onde fica e relações

Tórax superior, articula-se posteriormente com T1 e T2 (articulação costotransversa e costovertebral) e anteriormente com o esterno através da segunda cartilagem costal. Situa-se abaixo da primeira costela e acima da terceira.

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Artéria intercostal posterior (ramo da aorta torácica descendente) e artéria torácica interna.
Drenagem
Veias intercostais posteriores (drenam para veia ázigos ou hemiázigos) e veias torácicas internas.
Inervação
Nervos intercostais (ramos ventrais de T2).
No exame físico
Palpação
Palpável na parede torácica anterior, contando a partir do ângulo esternal (ângulo de Louis), que marca o nível da segunda cartilagem costal.
Referência no exame
Ângulo esternal é o ponto de partida para contagem de costelas e espaços intercostais. A segunda costela situa-se lateralmente a este ponto de referência.
Na clínica
  • Fratura da segunda costela indica trauma torácico de alta energia, com risco de lesão de grandes vasos (subclávia, aorta) e plexo braquial.
  • Ponto de referência para toracocentese e drenagem torácica (conta-se a partir do ângulo esternal).
  • Síndrome do desfiladeiro torácico: costela cervical ou primeira costela anômala pode comprimir plexo braquial e vasos subclávios, mas a segunda costela serve de referência anatômica.
  • Metástases ósseas e mieloma múltiplo frequentemente acometem costelas, sendo a biópsia guiada por imagem comum.
Cai na prova
  • Ângulo esternal (ângulo de Louis) marca a junção manúbrio-esternal ao nível da segunda cartilagem costal — ponto de referência clássico para contagem de costelas.
  • Fratura de segunda costela em trauma fechado indica mecanismo de alta energia e obriga investigação de lesões associadas (aorta, traqueobrônquicas).
  • Inserção do serrátil anterior nas primeiras 8-9 costelas (incluindo a segunda) — lesão do nervo torácico longo causa escápula alada.
  • Diferença entre costelas verdadeiras (1ª a 7ª, articulam-se diretamente com esterno), falsas (8ª a 10ª) e flutuantes (11ª e 12ª).
  • Acesso intercostal para procedimentos: sempre pela borda superior da costela inferior (evita feixe neurovascular que corre na borda inferior de cada costela).
Teste seu entendimento
  • Com quais vértebras a segunda costela se articula?

  • Qual a importância clínica do ângulo esternal em relação à segunda costela?

  • Por que a fratura de segunda costela indica trauma de alta energia?

  • Quais músculos se inserem na segunda costela?

  • Por que o acesso intercostal para procedimentos deve ser feito pela borda superior da costela inferior?

Não confunda

  • FMA7987

    Primeira costela é a mais curta e larga, articula-se apenas com T1, não é palpável e serve de inserção para escalenos anterior e médio (síndrome do desfiladeiro torácico).

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  • FMA8039

    Terceira costela situa-se abaixo da segunda, não serve de referência para o ângulo esternal e é mais longa e menos curva que a segunda.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0