Atlas anatômico
2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.
Segunda costela esquerda
Left second rib · FMA8012
Também chamada de: 2ª costela · II costela
Em 30 segundos
Alta relevânciaCostela curta e fortemente curva, a mais curta das costelas verdadeiras. Articula-se com T2 posteriormente e com o esterno através da segunda cartilagem costal. Serve de inserção para músculos respiratórios e do ombro, sendo ponto de referência anatômico importante.
Função
Proteção de estruturas torácicas superiores (ápice pulmonar, grandes vasos), inserção muscular (serrátil anterior, escalenos) e participação na mecânica respiratória.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria intercostal posterior (ramo da aorta torácica descendente) e artéria torácica interna.
- Drenagem
- Veias intercostais posteriores (drenam para veia ázigos ou hemiázigos) e veias torácicas internas.
- Inervação
- Nervos intercostais (ramos ventrais de T2).
No exame físico
- Palpação
- Palpável na parede torácica anterior, contando a partir do ângulo esternal (ângulo de Louis), que marca o nível da segunda cartilagem costal.
- Referência no exame
- Ângulo esternal é o ponto de partida para contagem de costelas e espaços intercostais. A segunda costela situa-se lateralmente a este ponto de referência.
Na clínica
- Fratura da segunda costela indica trauma torácico de alta energia, com risco de lesão de grandes vasos (subclávia, aorta) e plexo braquial.
- Ponto de referência para toracocentese e drenagem torácica (conta-se a partir do ângulo esternal).
- Síndrome do desfiladeiro torácico: costela cervical ou primeira costela anômala pode comprimir plexo braquial e vasos subclávios, mas a segunda costela serve de referência anatômica.
- Metástases ósseas e mieloma múltiplo frequentemente acometem costelas, sendo a biópsia guiada por imagem comum.
Cai na prova
- Ângulo esternal (ângulo de Louis) marca a junção manúbrio-esternal ao nível da segunda cartilagem costal — ponto de referência clássico para contagem de costelas.
- Fratura de segunda costela em trauma fechado indica mecanismo de alta energia e obriga investigação de lesões associadas (aorta, traqueobrônquicas).
- Inserção do serrátil anterior nas primeiras 8-9 costelas (incluindo a segunda) — lesão do nervo torácico longo causa escápula alada.
- Diferença entre costelas verdadeiras (1ª a 7ª, articulam-se diretamente com esterno), falsas (8ª a 10ª) e flutuantes (11ª e 12ª).
- Acesso intercostal para procedimentos: sempre pela borda superior da costela inferior (evita feixe neurovascular que corre na borda inferior de cada costela).
Teste seu entendimento
Com quais vértebras a segunda costela se articula?
Qual a importância clínica do ângulo esternal em relação à segunda costela?
Por que a fratura de segunda costela indica trauma de alta energia?
Quais músculos se inserem na segunda costela?
Por que o acesso intercostal para procedimentos deve ser feito pela borda superior da costela inferior?
Não confunda
FMA7987
Primeira costela é a mais curta e larga, articula-se apenas com T1, não é palpável e serve de inserção para escalenos anterior e médio (síndrome do desfiladeiro torácico).
FMA8039
Terceira costela situa-se abaixo da segunda, não serve de referência para o ângulo esternal e é mais longa e menos curva que a segunda.
BodyParts3D, CC BY 4.0