Atlas anatômico
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Segunda vértebra torácica
Second thoracic vertebra · FMA9187
Também chamada de: T2 · Vértebra T2 · Segunda vértebra dorsal · D2
Em 30 segundos
Segunda vértebra da coluna torácica, localizada entre T1 e T3. Articula-se com a segunda e terceira costelas. Marca anatômica importante: seu processo espinhoso corresponde aproximadamente ao nível da incisura jugular do esterno na superfície.
Função
Sustentação da coluna torácica, proteção da medula espinal, articulação com costelas para formar a caixa torácica, inserção de músculos do dorso e ponto de ancoragem para movimentos respiratórios.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos espinais das artérias intercostais posteriores do segundo espaço intercostal.
- Drenagem
- Veias intercostais posteriores que drenam para o sistema ázigos.
- Inervação
- Ramo posterior (dorsal) do segundo nervo espinal torácico (T2).
No exame físico
- Palpação
- O processo espinhoso de T2 pode ser palpado na linha média posterior, aproximadamente no nível da incisura jugular do esterno anteriormente. É o segundo processo espinhoso palpável abaixo de C7 (vértebra proeminente).
- Referência no exame
- Referência para contagem vertebral: localizar C7 (vértebra proeminente) e contar dois processos espinhosos inferiormente. O nível de T2 corresponde anteriormente à incisura jugular do esterno, útil para correlação anatômica em exame físico e procedimentos.
Na clínica
- Fratura de T2: rara isoladamente, mais comum em trauma de alta energia; risco de lesão medular pela proximidade com o canal vertebral estreito da região torácica.
- Ponto de referência anatômico: o processo espinhoso de T2 está aproximadamente no nível da incisura jugular do esterno, útil para contagem vertebral em exame físico e imagem.
- Cifose torácica: T2 faz parte da curvatura cifótica normal; cifose excessiva (doença de Scheuermann, fraturas por compressão osteoporóticas) pode envolver este nível.
- Metástases vertebrais: coluna torácica é local comum de metástases ósseas; compressão medular em T2 pode causar paraplegia e nível sensitivo torácico alto.
- Espondilite anquilosante: pode causar fusão vertebral (coluna em bambu) envolvendo T2, com limitação de movimentos e cifose progressiva.
Cai na prova
- Nível vertebral de T2 corresponde à incisura jugular do esterno (referência clássica de anatomia de superfície).
- T2 articula-se com a segunda costela (fóvea costal superior completa) e com a terceira costela (fóvea costal inferior).
- Processo espinhoso de T2 é longo e inclinado inferiormente, como nas demais vértebras torácicas.
- Forame vertebral de T2 é pequeno e circular, característico das vértebras torácicas.
- Fóveas costais no corpo vertebral: superior (para cabeça da segunda costela) e inferior (para cabeça da terceira costela); fóvea costal transversa no processo transverso (para tubérculo da segunda costela).
- Pegadinha: não confundir o nível do processo espinhoso (que está deslocado inferiormente) com o nível do corpo vertebral ao palpar.
Teste seu entendimento
Com quais costelas a segunda vértebra torácica se articula?
Qual é a referência anatômica de superfície do processo espinhoso de T2?
Quais são as características do forame vertebral de T2?
Qual a consequência clínica de uma fratura-luxação de T2 com lesão medular?
Descreva a orientação do processo espinhoso de T2.
Não confunda
FMA9165
T1 tem fóvea costal superior completa para a primeira costela e fóvea inferior para a segunda costela; seu processo espinhoso é mais horizontal e palpável, enquanto T2 tem processo espinhoso mais inclinado.
FMA9209
T3 articula-se com a terceira e quarta costelas; está um nível abaixo de T2 e seu processo espinhoso não corresponde à incisura jugular.
FMA12525
C7 (vértebra proeminente) tem processo espinhoso longo e horizontal, facilmente palpável, sem fóveas costais; T2 tem fóveas costais e processo espinhoso inclinado inferiormente.
BodyParts3D, CC BY 4.0