Atlas anatômico
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Primeira vértebra torácica
First thoracic vertebra · FMA9165
Também chamada de: T1 · Vértebra T1
Em 30 segundos
Alta relevânciaA primeira vértebra torácica (T1) é a vértebra de transição entre a coluna cervical e torácica, localizada no nível da articulação esternoclavicular. Possui características mistas: corpo vertebral pequeno semelhante às cervicais, mas já apresenta fóveas costais completas para articulação com a primeira costela. É ponto de referência anatômico importante e local de compressão neurovascular na síndrome do desfiladeiro torácico.
Função
Sustentação da coluna vertebral, articulação com a primeira costela bilateralmente, proteção da medula espinal torácica alta, ponto de inserção muscular para músculos profundos do dorso
Onde fica e relações
Localizada na transição cervicotorácica, ao nível da articulação esternoclavicular e do manúbrio esternal. Articula-se superiormente com C7 através do disco intervertebral de C7, e inferiormente com T2 através do disco intervertebral de T1. Situa-se posteriormente ao ápice pulmonar e à artéria subclávia.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos espinais das artérias intercostais posteriores superiores e artéria cervical profunda
- Drenagem
- Veias intercostais posteriores e plexo venoso vertebral interno
- Inervação
- Ramo posterior do primeiro nervo espinal torácico (T1)
No exame físico
- Palpação
- O processo espinhoso de T1 é palpável na linha mediana posterior, logo abaixo do processo espinhoso proeminente de C7. É o primeiro processo espinhoso torácico palpável, mais horizontal e menos proeminente que C7
- Referência no exame
- Ponto de referência para contagem de vértebras torácicas na inspeção e palpação da coluna; corresponde anteriormente ao nível do manúbrio esternal e da articulação esternoclavicular
Na clínica
- Síndrome do desfiladeiro torácico: a primeira costela articula-se com T1, e anormalidades dessa articulação (costela cervical acessória articulando-se com T1, por exemplo) podem comprimir o plexo braquial (tronco inferior, fibras de C8-T1) e vasos subclávios
- Lesão de T1 em trauma cervical baixo: pode causar síndrome de Horner (por lesão de fibras simpáticas que emergem de T1) associada a déficit motor de músculos intrínsecos da mão (nervo ulnar, mediano - fibras de T1)
- Fratura de T1: rara isoladamente, mas quando ocorre está associada a trauma de alta energia; risco de lesão medular com paraplegia e de lesão do plexo braquial (raiz T1)
- Metástases vertebrais: T1 é local comum de metástases ósseas (mama, próstata, pulmão) com risco de compressão medular e síndrome de cauda equina torácica
- Tuberculose vertebral (mal de Pott): pode acometer T1, causando cifose e compressão medular; abscesso paravertebral pode ser palpável
Cai na prova
- Nível vertebral de T1: corresponde ao manúbrio esternal e à articulação esternoclavicular (ponto de referência clínico)
- Fóveas costais: T1 possui fóvea costal superior completa (para cabeça da primeira costela) e fóvea costal inferior (hemifóvea) para a segunda costela - diferente de C7 que não tem fóvea costal inferior
- Processo espinhoso de T1: é o primeiro processo espinhoso torácico palpável abaixo do proeminente de C7; é mais horizontal que os de C7
- Síndrome de Horner em lesão de T1: ptose palpebral, miose, anidrose facial ipsilateral por lesão de fibras simpáticas que emergem do corno lateral de T1
- Diferença com C7: T1 tem corpo vertebral maior, fóveas costais completas, processo espinhoso menos proeminente e mais horizontal
- Plexo braquial: fibras de T1 formam o tronco inferior do plexo braquial; lesão de T1 causa paralisia de músculos intrínsecos da mão (garra ulnar)
Teste seu entendimento
Quais são as características das fóveas costais de T1?
Qual a relação anatômica de T1 com o plexo braquial e qual a manifestação clínica de sua lesão?
Qual o ponto de referência anatômico de superfície correspondente ao nível de T1?
Como diferenciar T1 de C7 pela palpação e características anatômicas?
Qual a importância clínica de T1 na síndrome do desfiladeiro torácico?
Não confunda
FMA12525
C7 tem processo espinhoso mais longo e proeminente (vértebra proeminente), não possui fóveas costais completas (pode ter hemifóvea superior pequena), e seu corpo é menor que o de T1
Segunda vértebra torácica
T2 tem corpo vertebral maior, processo espinhoso mais longo e mais inclinado caudalmente, e suas fóveas costais são hemifóveas (superior e inferior) para articulação com segunda e terceira costelas
BodyParts3D, CC BY 4.0