Atlas anatômico

2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.

Sétima vértebra cervical

Seventh cervical vertebra · FMA12525

Também chamada de: C7 · vértebra proeminente

Em 30 segundos

Alta relevância

A C7 é a última vértebra cervical, marcando a transição cervicotorácica. Seu processo espinhoso longo e não bífido é facilmente palpável, servindo como ponto de referência anatômico clássico (vértebra proeminente). Está entre as vértebras cervicais mais acometidas em traumas de hiperflexão do segmento subaxial (a mais fraturada no conjunto da coluna cervical é C2).

Função

Sustentação da coluna cervical, proteção da medula espinal, inserção muscular e ponto de referência para contagem vertebral no exame físico.

Onde fica e relações

Base do pescoço, entre C6 superiormente e T1 inferiormente. Seu processo espinhoso proeminente é palpável na linha média posterior da base do pescoço.

  • Inserçãomúsculo semiespinal do pescoço
  • Inserçãomúsculo esplênio do pescoço
  • Inserçãomúsculo longuíssimo do pescoço
  • Inserçãomúsculo iliocostal do pescoço
  • Vizinhaartéria vertebral passa pelo forame transverso (quando presente)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias vertebrais e artérias cervicais ascendentes.
Drenagem
Plexo venoso vertebral.
Inervação
Ramo posterior do nervo espinal C7 e C8.
No exame físico
Palpação
Processo espinhoso palpável na linha média posterior da base do pescoço, geralmente a proeminência mais evidente ao fletir o pescoço.
Referência no exame
Vértebra proeminente: ponto de referência para contagem vertebral, localização de níveis neurológicos e procedimentos (ex.: punção lombar, bloqueios). Em alguns indivíduos, C6 ou T1 podem ser mais proeminentes.
Na clínica
  • Vértebra proeminente: ponto de referência clássico para contagem vertebral e localização de níveis neurológicos; em alguns indivíduos C6 ou T1 podem ser mais proeminentes.
  • Fratura de C7: a mais comum das fraturas cervicais em traumas de hiperflexão; risco de lesão medular e radiculopatia C8.
  • Costela cervical: anomalia congênita em que C7 apresenta costela rudimentar; pode comprimir plexo braquial (síndrome do desfiladeiro torácico) ou artéria subclávia.
  • Ausência de forame transverso ou forame transverso pequeno: a artéria vertebral geralmente NÃO passa pelo forame transverso de C7, diferente de C1-C6.
  • Espondilólise de C7: menos comum que em níveis lombares, mas pode ocorrer em atletas com hiperextensão cervical repetitiva.
Cai na prova
  • Processo espinhoso longo, não bífido e facilmente palpável (vértebra proeminente).
  • Artéria vertebral tipicamente NÃO passa pelo forame transverso de C7 (passa de C1 a C6).
  • Vértebra cervical mais frequentemente fraturada em traumas de hiperflexão.
  • Costela cervical em C7: associação com síndrome do desfiladeiro torácico.
  • Transição cervicotorácica: mudança de lordose cervical para cifose torácica.
  • Lesão de C7: déficit motor em C8 (flexores dos dedos, intrínsecos da mão) e possível síndrome de Horner se houver lesão simpática associada.
Teste seu entendimento
  • Por que C7 é chamada de vértebra proeminente?

  • Qual a diferença entre C7 e as outras vértebras cervicais quanto à passagem da artéria vertebral?

  • Qual a importância clínica da costela cervical em C7?

  • Qual raiz nervosa está em risco em uma fratura de C7?

  • Por que C7 é a vértebra cervical mais frequentemente fraturada?

Não confunda

  • FMA12524

    C6 tem processo espinhoso bífido e forame transverso por onde passa a artéria vertebral; C7 tem processo espinhoso não bífido e geralmente a artéria vertebral NÃO passa pelo seu forame transverso.

    Abrir ficha
  • FMA9165

    T1 tem facetas costais completas para articulação com a primeira costela e processo espinhoso longo, espesso e quase horizontal; C7 pode ter facetas costais rudimentares (costela cervical) mas não articula com costela verdadeira.

    Abrir ficha
Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0