Atlas anatômico

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Longuíssimo do tórax esquerdo

Left longissimus thoracis · FMA22753

Também chamada de: Longissimus dorsi torácico · Longuíssimo torácico

Em 30 segundos

Músculo do sistema eretor da espinha, parte intermediária do grupo longuíssimo. Estende-se dos processos transversos lombares até as costelas e processos transversos torácicos. Essencial para extensão e rotação ipsilateral da coluna torácica.

Função

Extensão da coluna vertebral torácica e rotação ipsilateral; estabilização postural do tronco

Onde fica e relações

Situado lateralmente ao spinalis thoracis e medialmente ao iliocostalis thoracis, na goteira vertebral torácica

  • Origemprocessos transversos das vértebras lombares
  • Inserçãoprocessos transversos das vértebras torácicas e ângulos das costelas
  • Inervaramos dorsais dos nervos espinhais torácicos
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos dorsais das artérias intercostais posteriores e artérias lombares
Drenagem
Veias intercostais posteriores e veias lombares
Inervação
Ramos dorsais (posteriores) dos nervos espinhais torácicos (T1-T12)
Origem, inserção e ação
Origem
Processos transversos das vértebras lombares superiores e processos acessórios das vértebras lombares
Inserção
Processos transversos de todas as vértebras torácicas e ângulos das costelas inferiores (6ª a 12ª costelas)
Ação
Extensão da coluna vertebral torácica; rotação ipsilateral quando contração unilateral; estabilização postural
Inervação
Ramos dorsais dos nervos espinhais torácicos (T1-T12)
No exame físico
Palpação
Palpável como cordão muscular paravertebral, 3-4 cm lateral à linha média torácica, especialmente quando em espasmo
Referência no exame
Ponto de referência para bloqueios de ramos dorsais; palpação de espasmo em lombalgias mecânicas; teste de extensão contra resistência
Na clínica
  • Dor lombar crônica por sobrecarga dos eretores da espinha, especialmente em posturas prolongadas de flexão
  • Espasmo muscular paravertebral em lombalgias mecânicas, palpável como cordão tenso lateral à coluna
  • Fraqueza bilateral causa dificuldade de manter postura ereta e cifose torácica progressiva
  • Lesão de ramos dorsais torácicos (ex.: bloqueio anestésico, trauma) causa déficit de extensão segmentar
Cai na prova
  • Inervação por ramos dorsais (não ventrais) dos nervos espinhais — pegadinha clássica
  • Diferenciação dos três músculos do eretor da espinha: iliocostalis (mais lateral), longissimus (intermediário), spinalis (mais medial)
  • Ação de rotação ipsilateral (não contralateral) na contração unilateral
  • Inserção em processos transversos torácicos e ângulos costais, não em processos espinhosos
  • Origem lombar e inserção torácica — trajeto ascendente
Teste seu entendimento
  • Qual a inervação do longissimus thoracis e por que isso é importante clinicamente?

  • Descreva a origem e inserção do longissimus thoracis.

  • Qual a ação do longissimus thoracis na contração unilateral versus bilateral?

  • Como diferenciar clinicamente os três componentes do eretor da espinha na palpação?

Não confunda

  • FMA22743

    O iliocostalis é mais lateral, insere-se principalmente nos ângulos costais (não processos transversos vertebrais) e origina-se das costelas inferiores.

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  • FMA22780

    O spinalis é mais medial, origina-se e insere-se em processos espinhosos (não transversos), sendo o componente mais medial do eretor da espinha.

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  • FMA22873

    O semispinalis é mais profundo (sistema transversoespinhal), origina-se em processos transversos mas insere-se em processos espinhosos 4-6 níveis acima, com ação de rotação contralateral.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0