Atlas anatômico

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Aorta descendente

Descending aorta · FMA3784

Também chamada de: Aorta torácica e abdominal · Porção descendente da aorta

Em 30 segundos

Alta relevância

A aorta descendente é a continuação do arco aórtico, estendendo-se da quarta vértebra torácica até a quarta vértebra lombar, onde se bifurca nas artérias ilíacas comuns. Divide-se em aorta torácica descendente (acima do diafragma) e aorta abdominal (abaixo do diafragma). É a principal artéria do corpo, irrigando tórax, abdome, pelve e membros inferiores.

Função

Distribuição do sangue oxigenado para todo o corpo abaixo do arco aórtico, através de ramos parietais e viscerais que suprem parede torácica, órgãos torácicos, vísceras abdominais e membros inferiores.

Onde fica e relações

Estende-se anteriormente à coluna vertebral, desde T4 (término do arco aórtico) até L4 (bifurcação aórtica). No tórax, situa-se no mediastino posterior, inicialmente à esquerda da linha média, deslocando-se gradualmente para posição anterior aos corpos vertebrais. Cruza o hiato aórtico do diafragma em T12.

  • Vizinhacoluna vertebral torácica (posteriormente)
  • Irrigaartérias frênicas superiores
  • Irrigaartérias renais
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Recebe sangue do arco aórtico, que por sua vez recebe do ventrículo esquerdo através da aorta ascendente.
Inervação
Plexo aórtico (fibras simpáticas e parassimpáticas), barorreceptores no arco aórtico (nervo vago).
No exame físico
Palpação
Não palpável em condições normais. Em pacientes magros, a aorta abdominal pode ser palpada profundamente na linha média epigástrica, especialmente se houver aneurisma (massa pulsátil expansível).
Referência no exame
Ausculta de sopro abdominal na linha média sugere estenose ou aneurisma de aorta abdominal. Diferença de pressão arterial >15mmHg entre membros superiores sugere coarctação ou síndrome de roubo da subclávia.
Na clínica
  • Aneurisma de aorta torácica descendente: dilatação >5,5cm indica risco de ruptura; sintomas incluem dor torácica posterior, rouquidão (compressão do nervo laríngeo recorrente esquerdo) e disfagia (compressão esofágica)
  • Dissecção aórtica tipo B (Stanford): inicia-se distal à artéria subclávia esquerda, na aorta descendente; dor torácica lancinante irradiada para dorso; tratamento geralmente clínico, cirúrgico se complicações
  • Coarctação da aorta: estreitamento congênito típico após origem da artéria subclávia esquerda; circulação colateral por artérias intercostais causa erosão de bordas inferiores de costelas (sinal de Roesler); hipertensão em membros superiores e hipotensão em inferiores
  • Síndrome de roubo da subclávia: estenose proximal de subclávia causa fluxo reverso na artéria vertebral; pulso radial diminuído e diferença de PA >15mmHg entre braços
  • Trauma aórtico fechado: desaceleração súbita causa ruptura no istmo aórtico (logo após origem da subclávia esquerda, ponto de fixação do ligamento arterioso); alargamento de mediastino na radiografia de tórax
Cai na prova
  • Divisão em aorta torácica descendente (T4-T12) e aorta abdominal (T12-L4); o hiato aórtico do diafragma está em T12
  • Ramos da aorta torácica: intercostais posteriores (9 pares, T3-T11), brônquicas, esofágicas, frênicas superiores, mediastinais e pericárdicas
  • Ramos da aorta abdominal: viscerais ímpares (tronco celíaco T12, mesentérica superior L1, mesentérica inferior L3), viscerais pares (suprarrenais médias, renais L1-L2, gonadais L2), parietais (frênicas inferiores, lombares, sacral mediana)
  • Circulação colateral na coarctação: artérias intercostais posteriores (da aorta) anastomosam-se com artérias intercostais anteriores (da torácica interna, ramo da subclávia), contornando a obstrução
  • Istmo aórtico: segmento entre origem da subclávia esquerda e inserção do ligamento arterioso; local mais comum de ruptura traumática e de coarctação
  • Relação com esôfago: a aorta torácica descendente está posterior ao esôfago no mediastino posterior; compressão por aneurisma causa disfagia
  • Bifurcação aórtica em L4: divide-se em artérias ilíacas comuns direita e esquerda; ponto de referência para punção lombar (abaixo de L4 para evitar cone medular)
Teste seu entendimento
  • Quais são os limites anatômicos superior e inferior da aorta descendente?

  • Cite três ramos viscerais da aorta abdominal e seus níveis vertebrais aproximados.

  • Qual é o mecanismo da circulação colateral na coarctação da aorta e qual o sinal radiográfico resultante?

  • Por que o istmo aórtico é o local mais comum de ruptura traumática da aorta?

  • Quais são as manifestações clínicas de um aneurisma de aorta torácica descendente por compressão de estruturas adjacentes?

Não confunda

  • FMA3768

    O arco aórtico é a porção curva entre aorta ascendente e descendente, de T3-T4, originando tronco braquiocefálico, carótida comum esquerda e subclávia esquerda; a aorta descendente é a continuação reta do arco, de T4 a L4.

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  • FMA3736

    A aorta ascendente vai do ventrículo esquerdo ao arco aórtico (até T4), origina apenas as coronárias e está no mediastino médio; a aorta descendente vai de T4 a L4, origina múltiplos ramos e está no mediastino posterior/retroperitônio.

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  • FMA3789

    A aorta abdominal é a porção da aorta descendente abaixo do diafragma (T12-L4), retroperitoneal; a aorta descendente inclui tanto a porção torácica (T4-T12, intratorácica) quanto a abdominal.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0