Atlas anatômico
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Aorta abdominal
Abdominal aorta · FMA3789
Também chamada de: Porção abdominal da aorta · Segmento abdominal da aorta
Em 30 segundos
Alta relevânciaQuarto e último segmento nomeado da aorta, continuação da aorta torácica descendente após atravessar o hiato aórtico do diafragma ao nível de T12. Termina em L4 bifurcando-se nas artérias ilíacas comuns. Principal tronco arterial do abdome, irrigando vísceras e parede abdominal.
Função
Distribuir sangue oxigenado para todas as estruturas abdominais (vísceras, parede, retroperitônio) e pelve através de ramos viscerais (tronco celíaco, mesentérica superior, mesentérica inferior, renais) e parietais (frênicas inferiores, lombares, sacral mediana).
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Inervação
- Plexo aórtico abdominal (simpático e parassimpático)
No exame físico
- Palpação
- Massa pulsátil pode ser palpada na linha mediana epigástrica em pacientes magros ou com aneurisma; pulsação normal pode ser sentida profundamente no epigástrio
- Referência no exame
- Ausculta de sopro epigástrico sugere estenose (aterosclerose); massa pulsátil expansível sugere aneurisma; ausência de pulsos femorais indica oclusão distal
Na clínica
- Aneurisma de aorta abdominal (AAA): dilatação >3cm, mais comum infrarrenal; risco de ruptura se >5,5cm; triagem com USG em homens >65 anos tabagistas
- Ruptura de AAA: tríade clássica de dor abdominal/lombar, hipotensão e massa pulsátil; alta mortalidade se não operado emergencialmente
- Dissecção aórtica tipo B (Stanford): pode estender-se para aorta abdominal; dor torácica/abdominal migratória, pulsos assimétricos
- Síndrome de Leriche: oclusão da bifurcação aórtica; claudicação bilateral de glúteos/coxas, impotência, pulsos femorais ausentes
- Aterosclerose: local comum de placas; pode causar isquemia mesentérica crônica (angina abdominal pós-prandial, perda de peso)
- Compressão duodenal (síndrome da artéria mesentérica superior): terceira porção do duodeno entre aorta e mesentérica superior
- Trauma abdominal penetrante: lesão de aorta abdominal é emergência cirúrgica com alta mortalidade
Cai na prova
- Nível vertebral de início (T12, hiato aórtico) e término (L4, bifurcação)
- Ramos viscerais ímpares anteriores: tronco celíaco (T12), mesentérica superior (L1), mesentérica inferior (L3)
- Ramos viscerais pares laterais: frênicas inferiores, suprarrenais médias, renais (L1-L2), gonadais (L2)
- Ramos parietais: lombares (4 pares), sacral mediana
- Relação com veia cava inferior (à direita da aorta)
- Critérios de AAA: diâmetro >3cm; indicação cirúrgica >5,5cm ou crescimento >0,5cm/ano
- Circulação colateral em oclusão: artérias lombares, epigástricas, ilíacas internas
- Diferença entre aorta torácica (ramos viscerais para esôfago, brônquios) e abdominal (ramos para TGI, rins)
Teste seu entendimento
Em que nível vertebral a aorta abdominal se inicia e termina?
Cite os três ramos viscerais ímpares anteriores da aorta abdominal e seus níveis vertebrais.
Quais são os critérios para diagnóstico e indicação cirúrgica de aneurisma de aorta abdominal?
Descreva a tríade clássica da síndrome de Leriche.
Qual a relação anatômica entre aorta abdominal e veia cava inferior?
Não confunda
FMA87217
A aorta torácica descendente termina em T12 ao atravessar o hiato aórtico; a abdominal inicia após o hiato e tem ramos viscerais para TGI e rins (não para esôfago/brônquios).
FMA10951
A veia cava inferior está à direita da aorta abdominal (não à esquerda); drena sangue venoso (não arterial); forma-se em L5 (não termina em L4).
BodyParts3D, CC BY 4.0
The descending thoracic aorta passes through the diaphragm's aortic hiatus at the T12 vertebral level at which point it continues as the abdominal aorta.
White HJ, Bordes SJ, Borger J. Anatomy, Abdomen and Pelvis: Aorta. [Updated 2023 Jul 25]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.