Atlas anatômico
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Tronco celíaco
Celiac trunk · FMA14812
Também chamada de: Artéria celíaca · Tripé celíaco
Em 30 segundos
Alta relevânciaPrimeiro ramo ímpar e ventral da aorta abdominal, originando-se imediatamente abaixo do hiato aórtico do diafragma (nível T12-L1). Divide-se em três ramos principais — artéria gástrica esquerda, artéria esplênica e artéria hepática comum — que irrigam estômago, baço, fígado, pâncreas e duodeno proximal. É o vaso de maior relevância em provas sobre irrigação do andar supramesocólico e síndrome de compressão do tronco celíaco.
Função
Irrigação arterial de vísceras derivadas do intestino anterior embrionário: porção abdominal do esôfago, estômago, duodeno (até a papila duodenal maior), fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas e omento maior.
Onde fica e relações
Origina-se da face anterior da aorta abdominal logo abaixo do hiato aórtico (T12-L1), anteriormente ao corpo da primeira vértebra lombar. Trajeto curto (1–2 cm) antes de se dividir nos três ramos terminais. Relação posterior com pilar direito do diafragma e plexo celíaco; relação anterior com omento menor e peritônio parietal posterior.
Na clínica
- Síndrome de compressão do tronco celíaco (ligamento arqueado mediano): dor abdominal pós-prandial, sopro epigástrico, isquemia mesentérica crônica em jovens; diagnóstico por angioTC com manobras respiratórias.
- Aneurisma do tronco celíaco: raro, mas pode romper para retroperitônio ou cavidade peritoneal; associado a aterosclerose, displasia fibromuscular ou pancreatite crônica.
- Dissecção aórtica tipo B com extensão ao tronco celíaco: isquemia visceral aguda (estômago, fígado, baço); dor abdominal súbita, elevação de enzimas hepáticas e pancreáticas.
- Trombose aguda do tronco celíaco: rara, mas catastrófica; infarto esplênico, hepático e gástrico; abdome agudo com choque e acidose metabólica.
- Cirurgia de Whipple e hepatectomia: conhecimento da anatomia do tronco celíaco e variações (artéria hepática acessória, tronco hepatoesplênico) é essencial para evitar lesão vascular.
Cai na prova
- Nível de origem do tronco celíaco: T12-L1, imediatamente abaixo do hiato aórtico (pegadinha: confundir com artéria mesentérica superior, que se origina 1 cm abaixo).
- Três ramos terminais clássicos: artéria gástrica esquerda, artéria esplênica e artéria hepática comum (tripé celíaco).
- Território de irrigação: vísceras do intestino anterior embrionário (até a papila duodenal maior); a partir daí, a artéria mesentérica superior assume.
- Síndrome de compressão do tronco celíaco: dor pós-prandial, sopro epigástrico, piora na expiração (ligamento arqueado mediano comprime o vaso).
- Anastomoses importantes: entre ramos do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior (arcadas pancreaticoduodenais) garantem circulação colateral em caso de oclusão de um dos troncos.
- Variações anatômicas frequentes: artéria hepática esquerda acessória da gástrica esquerda, artéria hepática direita acessória da mesentérica superior, tronco hepatoesplênico (ausência de trifurcação clássica).
Teste seu entendimento
Qual o nível vertebral de origem do tronco celíaco e sua relação com o diafragma?
Quais são os três ramos terminais clássicos do tronco celíaco?
Qual o território embriológico irrigado pelo tronco celíaco e até que ponto anatômico do tubo digestivo ele se estende?
Descreva a síndrome de compressão do tronco celíaco e seu mecanismo fisiopatológico.
Quais são as principais anastomoses entre o território do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior?
Não confunda
FMA14749
A artéria mesentérica superior origina-se 1 cm abaixo do tronco celíaco (nível L1) e irriga intestino médio (duodeno distal até cólon transverso proximal), enquanto o tronco celíaco irriga intestino anterior (estômago, duodeno proximal, fígado, baço, pâncreas).
Artéria hepática comum
A artéria hepática comum é um dos três ramos terminais do tronco celíaco (não a origem dele); segue à direita e se divide em artéria gastroduodenal e artéria hepática própria.
FMA14773
A artéria esplênica é um dos três ramos terminais do tronco celíaco (não o tronco em si); tem trajeto tortuoso ao longo da borda superior do pâncreas até o hilo esplênico.
BodyParts3D, CC BY 4.0