Atlas anatômico
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Cólon transverso
Transverse colon · FMA14546
Também chamada de: Colo transverso
Em 30 segundos
Alta relevânciaSegmento mais longo e mais móvel do cólon, estendendo-se da flexura hepática à flexura esplênica. Marca a fronteira embriológica entre intestino médio (dois terços proximais) e intestino posterior (terço distal), tornando a flexura esplênica um ponto de watershed vascular vulnerável à isquemia. É suspenso pelo mesocólon transverso e apresenta as três tênias características do cólon.
Função
Absorção de água e eletrólitos; armazenamento temporário e propulsão do conteúdo fecal da flexura hepática para a flexura esplênica; transição funcional e embriológica entre intestino médio e posterior.
Onde fica e relações
Estende-se transversalmente no abdome superior, da flexura hepática (direita) à flexura esplênica (esquerda), passando anteriormente ao duodeno e pâncreas. Suspenso pelo mesocólon transverso, que se insere na borda anterior do pâncreas.
- Vizinhafígado (na flexura hepática)
- Vizinhaalças de jejuno e íleo (inferiormente)
- Irrigaartéria cólica média (ramo da mesentérica superior) para os dois terços proximais
- Irrigaartéria cólica esquerda (ramo da mesentérica inferior) para o terço distal
- Drenaveia mesentérica superior (dois terços proximais) e veia mesentérica inferior (terço distal), ambas tributárias da veia porta
- Inervaplexo mesentérico superior (simpático e parassimpático vagal) para os dois terços proximais
- Inervaplexo mesentérico inferior (simpático e parassimpático pélvico) para o terço distal
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Dois terços proximais: artéria cólica média (ramo da artéria mesentérica superior). Terço distal: artéria cólica esquerda (ramo da artéria mesentérica inferior). A transição vascular na flexura esplênica é sustentada pela artéria marginal de Drummond, tornando essa região um ponto de watershed vulnerável à isquemia quando há hipoperfusão.
- Drenagem
- Dois terços proximais drenam pela veia mesentérica superior; terço distal pela veia mesentérica inferior. Ambas convergem para a veia porta hepática.
- Inervação
- Dois terços proximais: inervação autonômica pelo plexo mesentérico superior (simpático via esplâncnicos torácicos e parassimpático via nervo vago). Terço distal: plexo mesentérico inferior (simpático via esplâncnicos lombares e parassimpático via nervos esplâncnicos pélvicos). Dor visceral referida ao mesogástrio (dois terços proximais) ou hipogástrio (terço distal).
No exame físico
- Palpação
- Geralmente não palpável em condições normais, exceto quando distendido por gases ou fezes, ou em indivíduos muito magros. Quando palpável, apresenta-se como estrutura tubular móvel na região mesogástrica/umbilical, com consistência variável conforme conteúdo.
- Referência no exame
- Projeta-se transversalmente na região mesogástrica, cruzando a linha mediana aproximadamente ao nível da cicatriz umbilical ou discretamente acima dela. Estende-se da flexura cólica direita (hipocôndrio direito) até a flexura cólica esquerda (hipocôndrio esquerdo). Ruídos hidroaéreos podem ser auscultados em todos os quadrantes abdominais, incluindo região periumbilical.
Na clínica
- Isquemia colônica: a flexura esplênica é o ponto de watershed mais vulnerável, especialmente em hipotensão, aterosclerose ou ligadura cirúrgica inadvertida da artéria marginal de Drummond.
- Vólvulo de cólon transverso: raro, mas possível devido à mobilidade conferida pelo mesocólon transverso longo; apresenta-se com obstrução intestinal aguda e distensão abdominal.
- Câncer colorretal: o cólon transverso é sede de cerca de 10% dos adenocarcinomas colorretais; a transição vascular embriológica influencia a drenagem linfática e o padrão de metástases.
- Colonoscopia: a flexura esplênica é o ponto de maior dificuldade técnica na progressão do colonoscópio, devido à angulação aguda e fixação retroperitoneal.
- Colectomia: ressecções do cólon transverso exigem ligadura da artéria cólica média e preservação da artéria marginal para manter a viabilidade dos cotos remanescentes.
Cai na prova
- A fronteira embriológica entre intestino médio e intestino posterior no cólon transverso (dois terços proximais vs. terço distal) e suas implicações vasculares (mesentérica superior vs. inferior).
- A flexura esplênica como ponto de watershed vascular, sustentado pela artéria marginal de Drummond, e sua vulnerabilidade à isquemia colônica.
- As três tênias do cólon (taenia libera, taenia mesocolica, taenia omentalis) e sua continuidade ao longo do cólon transverso.
- O mesocólon transverso e sua inserção na borda anterior do pâncreas, conferindo mobilidade ao cólon transverso.
- Drenagem linfática: linfonodos cólicos médios (dois terços proximais) drenam para linfonodos mesentéricos superiores; terço distal drena para linfonodos mesentéricos inferiores — importante para estadiamento de câncer.
Teste seu entendimento
Qual a importância embriológica e vascular da divisão do cólon transverso em dois terços proximais e um terço distal?
Por que a flexura esplênica é o local mais vulnerável à isquemia colônica?
Descreva a relação anatômica do cólon transverso com o pâncreas e o mesocólon transverso.
Qual a drenagem linfática do cólon transverso e sua importância no estadiamento de câncer colorretal?
Quais são as características anatômicas que conferem mobilidade ao cólon transverso e qual a implicação clínica dessa mobilidade?
Não confunda
FMA14545
O cólon ascendente é retroperitoneal e fixo, enquanto o cólon transverso é intraperitoneal e móvel, suspenso pelo mesocólon transverso.
FMA14547
O cólon descendente é retroperitoneal e fixo, derivado inteiramente do intestino posterior (irrigado pela mesentérica inferior), enquanto o cólon transverso é intraperitoneal e tem irrigação mista (mesentérica superior e inferior).
Mesocolo transverso
O mesocólon transverso é a prega peritoneal de duas camadas que suspende o cólon transverso e se insere na borda anterior do pâncreas; o cólon transverso é a víscera oca propriamente dita.
BodyParts3D, CC BY 4.0
The transverse colon, the 3rd part of the large intestine, is the longest and most mobile segment.
Omole AE, Mandiga P, Kahai P, Lobo S. Anatomy, Abdomen and Pelvis: Large Intestine. [Updated 2025 Apr 6]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.