Atlas anatômico
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Parte pré-comunicante da artéria cerebral posterior esquerda
Precommunicating part of left posterior cerebral artery · FMA50640
Também chamada de: Segmento P1 da artéria cerebral posterior · P1
Em 30 segundos
Alta relevânciaSegmento inicial da artéria cerebral posterior, entre sua origem no topo da artéria basilar e a junção com a artéria comunicante posterior. É o segmento que participa do polígono de Willis e dá origem aos ramos perfurantes talâmicos e mesencefálicos. Sua hipoplasia ou agenesia é variante anatômica comum que altera o padrão de circulação colateral cerebral.
Função
Irrigação do mesencéfalo, tálamo e estruturas diencefálicas profundas através de ramos perfurantes; participa da circulação colateral do polígono de Willis
Onde fica e relações
Na clínica
- Hipoplasia ou agenesia de P1 (variante em 10-20% da população): torna a circulação posterior dependente da carótida interna via comunicante posterior (configuração fetal); aumenta risco de infarto em oclusão da comunicante posterior
- Oclusão de P1: causa infarto talâmico paramediano (síndrome talâmica com hemiparesia contralateral, hemianestesia, movimentos coreoatetóticos) e/ou infarto mesencefálico (síndrome de Weber ou Benedikt)
- Aneurisma do topo da basilar: envolve a origem de P1 bilateralmente; pode comprimir nervo oculomotor (ptose e midríase) ou causar hemorragia subaracnóidea
- Síndrome de Percheron: oclusão da artéria de Percheron (ramo perfurante único de P1 que irriga ambos os tálamos paramedianos) causa infarto talâmico bilateral com rebaixamento do nível de consciência, amnésia e oftalmoplegia vertical
Cai na prova
- Variantes anatômicas do polígono de Willis: hipoplasia de P1 é a mais comum (junto com hipoplasia de A1 e comunicante posterior); saber que P1 hipoplásico torna o território posterior dependente da carótida
- Ramos perfurantes de P1: irrigam tálamo paramediano e mesencéfalo; oclusão causa síndromes talâmicas e mesencefálicas (Weber, Benedikt, Percheron)
- Relação com nervo oculomotor: passa entre P1 e artéria cerebelar superior; aneurisma de P1 ou do topo da basilar pode comprimir o III par
- Diferença entre P1 (pré-comunicante) e P2 (pós-comunicante): P1 dá ramos perfurantes profundos; P2 dá ramos corticais temporais e occipitais
- Circulação colateral: em oclusão de P1, o território pode ser suprido pela comunicante posterior (se patente) ou por anastomoses leptomeníngeas
Teste seu entendimento
Quais são os limites anatômicos do segmento P1 da artéria cerebral posterior?
Quais territórios são irrigados pelos ramos perfurantes de P1?
O que é a síndrome de Percheron e qual sua base anatômica?
Qual a importância clínica da hipoplasia de P1?
Qual a relação anatômica entre P1 e o nervo oculomotor?
Não confunda
FMA50642
P2 (pós-comunicante) fica APÓS a junção com a comunicante posterior e dá ramos corticais (temporal inferior, occipital); P1 fica ANTES e dá ramos perfurantes profundos (talâmicos, mesencefálicos).
FMA50086
A comunicante posterior conecta a carótida interna à cerebral posterior (entre P1 e P2); P1 é o segmento inicial da própria cerebral posterior, originado da basilar.
FMA50575
A cerebelar superior origina-se da basilar logo abaixo da origem de P1 e irriga cerebelo superior e ponte; P1 origina-se no topo da basilar e irriga tálamo e mesencéfalo.
BodyParts3D, CC BY 4.0