Atlas anatômico

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Artéria basilar

Basilar artery · FMA50542

Também chamada de: Tronco basilar

Em 30 segundos

Alta relevância

Artéria ímpar formada pela união das duas artérias vertebrais na borda inferior da ponte, ascendendo pela face anterior do tronco encefálico até bifurcar-se nas artérias cerebrais posteriores. Principal vaso irrigador do tronco encefálico, cerebelo e lobos occipitais, sendo essencial para a circulação posterior do encéfalo.

Função

Irrigação do tronco encefálico (ponte e mesencéfalo), cerebelo, orelha interna e lobos occipitais do cérebro através de seus ramos terminais (artérias cerebrais posteriores).

Onde fica e relações

Trajeto ascendente na goteira basilar da face anterior da ponte, desde a junção bulbopontina até a fossa interpeduncular do mesencéfalo, onde se bifurca.

  • Origemunião das artérias vertebrais
  • Irrigalobos occipitais
Na clínica
  • Trombose da artéria basilar: emergência neurológica com quadro de locked-in syndrome (tetraplegia e mutismo com consciência preservada), oftalmoplegia, alteração pupilar e coma; mortalidade elevada mesmo com tratamento.
  • Síndrome do topo da basilar: oclusão da porção distal causa alteração visual (cegueira cortical), alucinações visuais, déficit de memória e alteração do nível de consciência por isquemia talâmica e occipital bilateral.
  • Aneurisma da bifurcação da basilar: localização mais comum de aneurismas da circulação posterior; pode comprimir nervo oculomotor causando ptose e midríase, ou romper causando hemorragia subaracnóidea.
  • Insuficiência vertebrobasilar: quadro de vertigem, ataxia, diplopia, disartria e drop attacks (quedas súbitas sem perda de consciência) por hipoperfusão transitória do território posterior.
  • Síndrome de Wallenberg (lateral do bulbo): embora classicamente por oclusão da artéria cerebelar posterior inferior, pode ocorrer por trombose de ramo da basilar; causa vertigem, disfagia, rouquidão, síndrome de Horner e perda de sensibilidade térmica e dolorosa contralateral no corpo.
Cai na prova
  • Formação pela união das duas artérias vertebrais na borda inferior da ponte (junção bulbopontina) — pegadinha: confundir com outra localização de união.
  • Bifurcação em artérias cerebrais posteriores na fossa interpeduncular — território occipital irrigado por essas terminais.
  • Ramos principais: artérias pontinas, cerebelares superiores e cerebelares ântero-inferiores — cada uma irriga território específico do tronco e cerebelo.
  • Locked-in syndrome na trombose da basilar: tetraplegia + anartria com consciência e movimentos oculares verticais preservados (lesão bilateral da ponte ventral).
  • Aneurisma da bifurcação da basilar comprimindo nervo oculomotor: ptose + midríase + estrabismo divergente (paralisia do III par).
  • Diferença entre síndrome do topo da basilar (occipital/talâmica: visual e cognitiva) e trombose do tronco (ponte/mesencéfalo: motora e consciência).
Teste seu entendimento
  • Como se forma a artéria basilar e onde ela termina?

  • Quais são os três principais ramos colaterais da artéria basilar?

  • Descreva o quadro clínico da síndrome de locked-in e sua causa vascular.

  • Qual a diferença entre síndrome do topo da basilar e trombose do tronco da basilar?

  • Por que aneurisma da bifurcação da basilar pode causar paralisia do nervo oculomotor?

Não confunda

  • FMA4066

    As artérias vertebrais são pares e ascendem pelos forames transversos cervicais até se unirem para formar a artéria basilar ímpar; a basilar já é o tronco único resultante dessa união.

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  • FMA50520

    A artéria cerebelar posterior inferior origina-se da artéria vertebral (antes da formação da basilar) e irriga a porção lateral do bulbo e face inferior do cerebelo; a basilar origina as cerebelares ântero-inferior e superior.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0