Atlas anatômico
2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.
artéria vertebral esquerda
Left vertebral artery · FMA4066
Também chamada de: vertebral
Em 30 segundos
Alta relevânciaRamo da primeira porção da artéria subclávia que ascende pelos forames transversos de C6 a C1, penetra o forame magno e se une à contralateral para formar a artéria basilar. Principal fonte de irrigação do tronco encefálico, cerebelo e território posterior do cérebro.
Função
Irrigação do tronco encefálico, cerebelo, medula cervical superior e território posterior do cérebro (via basilar e cerebrais posteriores).
Onde fica e relações
Origina-se da face superior da primeira porção da artéria subclávia, ascende pelos forames transversos de C6 a C1, contorna o arco posterior do atlas, perfura a dura-máter e aracnoide, penetra o forame magno e une-se à contralateral na junção bulbopontina para formar a basilar.
No exame físico
- Palpação
- Não palpável diretamente por sua localização profunda no pescoço, passando pelos forames transversos das vértebras cervicais e penetrando o crânio pelo forame magno.
- Referência no exame
- Ausculta cervical lateral pode detectar sopros em caso de estenose, posicionando o estetoscópio lateralmente ao pescoço, entre o músculo esternocleidomastóideo e a coluna cervical, especialmente ao nível de C2-C6. Manobras de rotação cervical extrema podem comprimir a artéria e reproduzir sintomas de insuficiência vertebrobasilar.
Na clínica
- Dissecção traumática (trauma cervical, manipulação quiroprática) → AVC de território posterior (Wallenberg, locked-in).
- Hipoplasia/agenesia de uma vertebral (variação anatômica comum) → dependência aumentada da contralateral; risco em procedimentos cervicais.
- Síndrome do roubo da subclávia: estenose proximal da subclávia → fluxo reverso na vertebral ipsilateral → isquemia vertebrobasilar aos esforços do membro.
- Compressão por osteófitos cervicais (espondilose) → insuficiência vertebrobasilar (vertigem, drop attacks).
- Origem da PICA (cerebelar posteroinferior) — ramo mais importante; oclusão → síndrome de Wallenberg (infarto bulbar lateral).
Cai na prova
- Trajeto pelos forames transversos de C6 a C1 (não C7!) — pegadinha clássica.
- União das duas vertebrais forma a basilar na junção bulbopontina.
- Ramo espinhal anterior (de cada vertebral) → artéria espinhal anterior (ímpar, mediana).
- PICA (posteroinferior cerebelar) origina-se da vertebral (não da basilar) — diferencia de AICA e SCA.
- Dissecção vertebral: dor cervical/occipital súbita + déficit de tronco/cerebelo; imagem (ARM, angioTC) mostra sinal do crescente ou duplo lúmen.
- Síndrome de Wallenberg: lesão bulbar lateral (território PICA) → Horner ipsilateral, ataxia ipsilateral, hipoestesia facial ipsilateral, hipoestesia corporal contralateral.
Teste seu entendimento
Por quais forames a artéria vertebral ascende no pescoço?
O que a união das duas artérias vertebrais forma e onde?
Qual o principal ramo da artéria vertebral e qual síndrome sua oclusão causa?
Qual a causa clássica de dissecção da artéria vertebral e como se apresenta?
O que é síndrome do roubo da subclávia e como a artéria vertebral está envolvida?
Não confunda
FMA4062
A carótida interna irriga território anterior (hemisférios via ACA e ACM); a vertebral irriga território posterior (tronco, cerebelo, occipital via basilar e cerebrais posteriores).
FMA50542
A basilar é formada pela união das duas vertebrais na junção bulbopontina (ímpar, mediana); a vertebral é par, ascende pelos forames transversos cervicais.
FMA50520
A PICA é ramo da vertebral (não da basilar); sua oclusão causa síndrome de Wallenberg (infarto bulbar lateral + cerebelo inferior).
BodyParts3D, CC BY 4.0