Atlas anatômico

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artéria vertebral esquerda

Left vertebral artery · FMA4066

Também chamada de: vertebral

Em 30 segundos

Alta relevância

Ramo da primeira porção da artéria subclávia que ascende pelos forames transversos de C6 a C1, penetra o forame magno e se une à contralateral para formar a artéria basilar. Principal fonte de irrigação do tronco encefálico, cerebelo e território posterior do cérebro.

Função

Irrigação do tronco encefálico, cerebelo, medula cervical superior e território posterior do cérebro (via basilar e cerebrais posteriores).

Onde fica e relações

Origina-se da face superior da primeira porção da artéria subclávia, ascende pelos forames transversos de C6 a C1, contorna o arco posterior do atlas, perfura a dura-máter e aracnoide, penetra o forame magno e une-se à contralateral na junção bulbopontina para formar a basilar.

  • Vizinhaforames transversos de C6 a C1
  • Vizinhaforame magno
  • Irrigamedula cervical superior
No exame físico
Palpação
Não palpável diretamente por sua localização profunda no pescoço, passando pelos forames transversos das vértebras cervicais e penetrando o crânio pelo forame magno.
Referência no exame
Ausculta cervical lateral pode detectar sopros em caso de estenose, posicionando o estetoscópio lateralmente ao pescoço, entre o músculo esternocleidomastóideo e a coluna cervical, especialmente ao nível de C2-C6. Manobras de rotação cervical extrema podem comprimir a artéria e reproduzir sintomas de insuficiência vertebrobasilar.
Na clínica
  • Dissecção traumática (trauma cervical, manipulação quiroprática) → AVC de território posterior (Wallenberg, locked-in).
  • Hipoplasia/agenesia de uma vertebral (variação anatômica comum) → dependência aumentada da contralateral; risco em procedimentos cervicais.
  • Síndrome do roubo da subclávia: estenose proximal da subclávia → fluxo reverso na vertebral ipsilateral → isquemia vertebrobasilar aos esforços do membro.
  • Compressão por osteófitos cervicais (espondilose) → insuficiência vertebrobasilar (vertigem, drop attacks).
  • Origem da PICA (cerebelar posteroinferior) — ramo mais importante; oclusão → síndrome de Wallenberg (infarto bulbar lateral).
Cai na prova
  • Trajeto pelos forames transversos de C6 a C1 (não C7!) — pegadinha clássica.
  • União das duas vertebrais forma a basilar na junção bulbopontina.
  • Ramo espinhal anterior (de cada vertebral) → artéria espinhal anterior (ímpar, mediana).
  • PICA (posteroinferior cerebelar) origina-se da vertebral (não da basilar) — diferencia de AICA e SCA.
  • Dissecção vertebral: dor cervical/occipital súbita + déficit de tronco/cerebelo; imagem (ARM, angioTC) mostra sinal do crescente ou duplo lúmen.
  • Síndrome de Wallenberg: lesão bulbar lateral (território PICA) → Horner ipsilateral, ataxia ipsilateral, hipoestesia facial ipsilateral, hipoestesia corporal contralateral.
Teste seu entendimento
  • Por quais forames a artéria vertebral ascende no pescoço?

  • O que a união das duas artérias vertebrais forma e onde?

  • Qual o principal ramo da artéria vertebral e qual síndrome sua oclusão causa?

  • Qual a causa clássica de dissecção da artéria vertebral e como se apresenta?

  • O que é síndrome do roubo da subclávia e como a artéria vertebral está envolvida?

Não confunda

  • FMA4062

    A carótida interna irriga território anterior (hemisférios via ACA e ACM); a vertebral irriga território posterior (tronco, cerebelo, occipital via basilar e cerebrais posteriores).

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  • FMA50542

    A basilar é formada pela união das duas vertebrais na junção bulbopontina (ímpar, mediana); a vertebral é par, ascende pelos forames transversos cervicais.

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  • FMA50520

    A PICA é ramo da vertebral (não da basilar); sua oclusão causa síndrome de Wallenberg (infarto bulbar lateral + cerebelo inferior).

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0