Atlas anatômico

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Atlas

FMA12519

Também chamada de: C1 · Primeira vértebra cervical · Vértebra C1

Em 30 segundos

Alta relevância

Primeira vértebra cervical (C1), em forma de anel, sem corpo vertebral nem processo espinhoso. Articula-se superiormente com os côndilos occipitais (articulação atlantoccipital) e inferiormente com o áxis, recebendo em seu arco anterior o dente do áxis, que se projeta superiormente para dentro do anel (articulação atlantoaxial mediana). Permite os movimentos de flexão-extensão da cabeça (sim) e, junto com o áxis, a rotação (não).

Função

Sustenta o crânio e permite os movimentos de flexão-extensão da cabeça na articulação atlantoccipital; participa da rotação cervical em conjunto com o áxis na articulação atlantoaxial.

Onde fica e relações

Primeira vértebra da coluna cervical, situada entre o osso occipital superiormente e o áxis (C2) inferiormente. Posiciona-se ao nível da transição craniocervical, posterior à orofaringe.

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Artérias vertebrais e ramos da artéria cervical ascendente.
Drenagem
Plexo venoso vertebral interno e externo.
Inervação
Nervo suboccipital (ramo dorsal de C1).
No exame físico
Palpação
O tubérculo anterior do atlas pode ser palpado na linha média da parede posterior da orofaringe (exame intraoral), abaixo do palato mole. O tubérculo posterior é rudimentar e não é palpável externamente devido à musculatura cervical posterior sobrejacente.
Referência no exame
Ponto de referência para avaliação de instabilidade cervical alta; a palpação do tubérculo anterior é usada em osteopatia. Radiografia transoral (open mouth) visualiza as massas laterais e sua relação com o dente do áxis.
Na clínica
  • Fratura de Jefferson: fratura por explosão do anel do atlas (trauma axial), com ruptura dos arcos anterior e posterior; pode lesar artéria vertebral.
  • Luxação atlantoccipital: trauma de alta energia (desaceleração brusca); frequentemente fatal por lesão de tronco encefálico e medula cervical alta.
  • Instabilidade atlantoaxial: por ruptura do ligamento transverso do atlas (trauma, artrite reumatoide, síndrome de Down); risco de compressão medular pelo dente do áxis.
  • Síndrome de Grisel: subluxação atlantoaxial não traumática em crianças após infecção faríngea; dor cervical e torcicolo.
  • Assimilação atlanto-occipital: fusão congênita do atlas com o occipital; pode causar instabilidade cervical e sintomas neurológicos.
Cai na prova
  • Ausência de corpo vertebral e de processo espinhoso verdadeiro no atlas (diferencia de todas as outras vértebras).
  • Articulação atlantoccipital permite flexão-extensão (movimento de 'sim'); articulação atlantoaxial permite rotação (movimento de 'não').
  • Fratura de Jefferson: mecanismo de carga axial (queda sobre a cabeça, mergulho em águas rasas); imagem mostra afastamento das massas laterais na radiografia transoral (open mouth).
  • Ligamento transverso do atlas: mantém o dente do áxis em posição; sua ruptura causa instabilidade atlantoaxial com risco de mielopatia.
  • Artéria vertebral passa pelo forame transverso do atlas e faz curva posterior ao arco posterior antes de entrar no crânio; vulnerável em fraturas do arco posterior.
  • Tuberculo anterior do atlas: palpável na linha média posterior à faringe (exame intraoral); tuberculo posterior: rudimentar, sem processo espinhoso verdadeiro.
  • Distância atlantodental (espaço entre dente do áxis e arco anterior do atlas): normal até 3 mm no adulto, até 5 mm na criança; aumento indica instabilidade.
Teste seu entendimento
  • Quais são as duas articulações principais que o atlas forma e qual movimento cada uma permite?

  • Qual é o mecanismo de trauma e o padrão de fratura típico do atlas?

  • Qual estrutura ligamentar estabiliza a articulação atlantoaxial e o que acontece quando ela se rompe?

  • Por que a artéria vertebral está em risco nas fraturas do arco posterior do atlas?

  • Qual é o valor normal da distância atlantodental e o que seu aumento indica?

Não confunda

  • FMA12520

    O áxis (C2) possui corpo vertebral com o processo odontoide (dente) projetando-se superiormente, além de processo espinhoso bífido; o atlas não tem corpo nem processo espinhoso verdadeiro, apenas um anel com massas laterais.

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  • FMA12521

    C3 e demais vértebras cervicais típicas possuem corpo vertebral, processo espinhoso bífido e forames transversos bilaterais; o atlas não tem corpo vertebral e seu processo espinhoso é apenas um tubérculo posterior rudimentar.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0