Atlas anatômico
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Áxis
Axis · FMA12520
Também chamada de: Segunda vértebra cervical · C2 · Epistrofeu
Em 30 segundos
Alta relevânciaSegunda vértebra cervical, caracterizada pelo processo odontoide (dente do áxis) que se projeta superiormente e articula com o atlas, permitindo a rotação da cabeça. É a vértebra cervical mais frequentemente fraturada e suas fraturas podem comprometer a medula espinhal. Ponto de referência crucial para intubação e procedimentos cervicais.
Função
Permite a rotação axial da cabeça através da articulação atlantoaxial mediana (entre o dente do áxis e o arco anterior do atlas). Suporta o peso da cabeça transmitido pelo atlas e transfere para C3.
Onde fica e relações
Segunda vértebra da coluna cervical, imediatamente inferior ao atlas (C1) e superior à terceira vértebra cervical (C3). O processo odontoide projeta-se superiormente através do forame vertebral do atlas.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos das artérias vertebrais (ramos espinhais e musculares). Artéria espinhal anterior irriga a porção anterior do corpo vertebral.
- Drenagem
- Plexo venoso vertebral interno e externo, drenando para veias vertebrais.
- Inervação
- Ramo posterior do segundo nervo espinhal cervical (C2).
No exame físico
- Palpação
- O processo espinhoso de C2 é palpável na linha média posterior do pescoço, sendo o primeiro processo espinhoso proeminente abaixo do occipital (C1 não é palpável).
- Referência no exame
- Ponto de referência para contagem de vértebras cervicais na palpação; importante na avaliação de dor cervical alta e na identificação do nível para bloqueios anestésicos cervicais.
Na clínica
- Fratura do odontoide (tipos I, II e III de Anderson e D'Alonzo): tipo II é a mais comum e instável, com risco de não consolidação; pode comprometer medula espinhal cervical alta causando tetraplegia ou morte
- Fratura do enforcado (espondilolistese traumática de C2): fratura bilateral dos pedículos ou pars interarticularis, geralmente por hiperextensão; pode ser estável se ligamentos intactos
- Subluxação atlantoaxial: instabilidade da articulação C1-C2, comum em artrite reumatoide, síndrome de Down e trauma; risco de compressão medular
- Síndrome de Grisel: subluxação atlantoaxial não traumática após infecção faríngea, especialmente em crianças
- Mielopatia cervical alta: compressão medular ao nível de C2 causa tetraplegia, comprometimento respiratório (nervo frênico C3-C5) e pode ser fatal
Cai na prova
- Processo odontoide (dente do áxis): projeção superior única que articula com arco anterior do atlas; sua fratura tipo II é instável
- Classificação de Anderson e D'Alonzo para fraturas do odontoide: tipo I (ápice), tipo II (base/colo - mais comum e instável), tipo III (estende ao corpo de C2)
- Articulação atlantoaxial mediana: entre processo odontoide e arco anterior do atlas, permite rotação da cabeça; estabilizada pelo ligamento transverso do atlas
- Processo espinhoso bífido: característico de C2 (e outras cervicais), mas pode ser único; palpável na linha média posterior do pescoço
- Fratura do enforcado: bilateral dos pedículos/pars de C2, mecanismo de hiperextensão; nome histórico de enforcamento judicial
- Relação com artérias vertebrais: passam lateralmente nos forames transversos; risco de lesão vascular em fraturas cervicais altas
- Instabilidade atlantoaxial em artrite reumatoide: erosão do ligamento transverso e pannus sinovial causam subluxação anterior de C1 sobre C2
Teste seu entendimento
Qual é a característica anatômica única do áxis que o diferencia de todas as outras vértebras?
Descreva a classificação de Anderson e D'Alonzo para fraturas do odontoide e indique qual tipo é mais instável.
Qual é o mecanismo de lesão e a estrutura anatômica acometida na fratura do enforcado?
Por que a subluxação atlantoaxial na artrite reumatoide representa risco neurológico grave?
Qual articulação permite a rotação da cabeça e quais estruturas ósseas a compõem?
Não confunda
FMA12519
Atlas (C1) não possui corpo vertebral nem processo espinhoso, tem forma de anel e articula superiormente com os côndilos occipitais; áxis (C2) tem corpo vertebral e o processo odontoide característico que se projeta superiormente.
FMA12521
C3 é uma vértebra cervical típica sem processo odontoide; áxis (C2) é atípico pela presença do dente do áxis que permite rotação da cabeça.
BodyParts3D, CC BY 4.0