Atlas anatômico
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Parte pós-comunicante da artéria cerebral posterior esquerda
Postcommunicating part of left posterior cerebral artery · FMA50642
Também chamada de: Segmento P2 da artéria cerebral posterior · ACP pós-comunicante · P2 da cerebral posterior
Em 30 segundos
Alta relevânciaSegmento da artéria cerebral posterior que se estende do ponto de junção com a artéria comunicante posterior até sua bifurcação terminal. Irriga estruturas do lobo temporal medial (incluindo hipocampo), lobo occipital, tálamo posterior e plexo coroide do ventrículo lateral. É o principal vaso acometido em infartos occipitais com hemianopsia homônima contralateral.
Função
Irrigação do córtex visual primário, lobo temporal medial (incluindo hipocampo e giro parahipocampal), tálamo posterior, corpo geniculado lateral, plexo coroide do ventrículo lateral e porção posterior da cápsula interna.
Onde fica e relações
Na clínica
- Infarto da ACP: hemianopsia homônima contralateral com preservação macular (anastomoses com ACM), principal sinal de oclusão do segmento P2
- Oclusão bilateral: cegueira cortical (síndrome de Anton) com anosognosia, paciente nega déficit visual
- Infarto do lobo temporal medial: amnésia anterógrada por lesão hipocampal, mais grave se bilateral
- Síndrome talâmica posterior (Dejerine-Roussy): dor neuropática contralateral intensa por infarto talâmico posterior
- Oclusão por herniação uncal: compressão da ACP contra tentório em hipertensão intracraniana, infarto occipital ipsilateral à lesão expansiva
- Aneurisma da bifurcação da ACP: raro, mas pode comprimir nervo oculomotor (ptose e midríase) ou causar hemorragia subaracnóidea
- Variação anatômica: ACP fetal (origem da carótida interna, não da basilar) em 15-20% da população, altera padrão de infarto em oclusão de basilar
Cai na prova
- Hemianopsia homônima contralateral com preservação macular é o déficit clássico de infarto da ACP (anastomoses com ACM na periferia do campo visual)
- Cegueira cortical bilateral com anosognosia (síndrome de Anton) indica oclusão bilateral da ACP
- Amnésia anterógrada por infarto do lobo temporal medial (território da ACP) é pegadinha: parece Alzheimer, mas é vascular
- ACP contorna o pedúnculo cerebral: herniação uncal comprime a ACP contra o tentório, causando infarto occipital ipsilateral
- Ramos perfurantes da P2 irrigam tálamo posterior: infarto causa síndrome talâmica (dor neuropática contralateral, hipoestesia, disestesia)
- Artéria coroidal posterior medial (ramo da P2) irriga plexo coroide: oclusão pode causar hidrocefalia por redução de absorção liquórica
- Diferença entre P1 (pré-comunicante) e P2 (pós-comunicante): P1 dá ramos perfurantes talâmicos e mesencefálicos; P2 dá ramos corticais
Teste seu entendimento
Qual o déficit visual clássico de infarto da parte pós-comunicante da ACP e por que há preservação macular?
Por que herniação uncal causa infarto occipital ipsilateral à lesão expansiva?
Quais estruturas do lobo temporal medial são irrigadas pela parte pós-comunicante da ACP e qual a consequência clínica de infarto bilateral?
Qual a diferença entre os territórios de irrigação da parte pré-comunicante (P1) e pós-comunicante (P2) da artéria cerebral posterior?
O que é ACP fetal e qual sua importância clínica?
Não confunda
FMA50640
A parte pré-comunicante (P1) vai da bifurcação da basilar até a comunicante posterior e dá ramos perfurantes para mesencéfalo e tálamo anterior; a pós-comunicante (P2) vai da comunicante posterior até a bifurcação terminal e dá ramos corticais para occipital e temporal medial.
FMA50086
A artéria comunicante posterior conecta a carótida interna à cerebral posterior (entre P1 e P2) e dá ramos para hipotálamo e quiasma óptico; a parte pós-comunicante da ACP é o segmento distal que irriga córtex occipital e temporal medial.
FMA50520
A artéria cerebelar posteroinferior (PICA) é ramo da vertebral, irriga cerebelo e bulbo (síndrome de Wallenberg na oclusão); a parte pós-comunicante da ACP irriga córtex occipital e temporal medial (hemianopsia na oclusão).
BodyParts3D, CC BY 4.0