Atlas anatômico

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Bexiga urinária

Urinary bladder · FMA15900

Também chamada de: Vesícula urinária · Vesica urinaria

Em 30 segundos

Alta relevância

Órgão muscular oco que armazena urina temporariamente antes da micção. Localiza-se na pelve menor, atrás da sínfise púbica, e sua capacidade normal é 300–500 mL. O trígono vesical, região triangular lisa na parede posterior entre os óstios ureterais e o óstio uretral interno, compartilha origem embriológica com o ureter e é ponto-chave em provas.

Função

Reservatório muscular contíguo aos ureteres acima e à uretra abaixo; o trígono, na parede posterior, compartilha origem embriológica com o ureter (ducto mesonéfrico e broto ureteral), o que explica por que o ureter atravessa a parede vesical obliquamente - a obliquidade É o mecanismo antirrefluxo, sem esfíncter muscular dedicado ali.

Onde fica e relações

Pelve menor, posterior à sínfise púbica e anterior ao reto (homem) ou útero e vagina (mulher). Quando vazia, fica inteiramente na pelve; quando cheia, pode ascender até a cavidade abdominal e tornar-se palpável acima da sínfise. Repousa sobre o assoalho pélvico (músculo levantador do ânus).

  • Vizinhasínfise púbica, anteriormente
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias ilíacas internas: artérias vesicais superiores (do ramo umbilical) irrigam o fundo e corpo; artérias vesicais inferiores (homem) ou vaginais (mulher) irrigam a base e colo. Em mulheres, ramos da artéria uterina também contribuem.
Drenagem
Plexo venoso vesical drena para as veias ilíacas internas. Drenagem linfática para linfonodos ilíacos internos e externos.
Inervação
Inervação autonômica: parassimpático (S2–S4, nervos esplâncnicos pélvicos) contrai o músculo detrusor e relaxa o esfíncter interno (micção); simpático (T11–L2, plexo hipogástrico superior) relaxa o detrusor e contrai o esfíncter interno (retenção). Esfíncter externo é voluntário (nervo pudendo, S2–S4). Dor referida: distensão vesical → hipogástrio; inflamação → região suprapúbica.
No exame físico
Palpação
Bexiga cheia (>500 mL) é palpável no hipogástrio como massa arredondada, lisa e dolorosa acima da sínfise púbica. Percussão revela macicez suprapúbica. Quando vazia, a bexiga não é palpável.
Referência no exame
Sínfise púbica é o ponto de referência: bexiga vazia fica atrás dela; bexiga cheia ascende acima dela. Palpação suprapúbica dolorosa sugere retenção urinária aguda ou cistite. Toque retal no homem permite palpar a próstata (parede anterior do reto) e, se bexiga muito distendida, sua base.
Na clínica
  • Cistite: inflamação da bexiga, mais comum em mulheres (uretra curta); dor suprapúbica, disúria, polaciúria e hematúria; E. coli é o agente mais frequente.
  • Retenção urinária aguda: incapacidade de esvaziar a bexiga; causas comuns incluem hiperplasia prostática benigna (homem), estenose uretral, medicamentos anticolinérgicos; bexiga palpável e dolorosa acima da sínfise.
  • Refluxo vesicoureteral: falha do mecanismo valvular na junção ureterovesical (trajeto oblíquo curto ou anormal); predispõe a pielonefrite ascendente e cicatrizes renais; mais comum em crianças.
  • Ruptura vesical: traumática (trauma pélvico fechado ou penetrante) ou iatrogênica (cistoscopia); ruptura intraperitoneal (cúpula) causa peritonite química por urina; ruptura extraperitoneal (base/colo) causa infiltração de urina no espaço pélvico.
  • Carcinoma urotelial de bexiga: tumor maligno mais comum da bexiga; hematúria indolor é o sintoma clássico; fatores de risco incluem tabagismo, exposição a aminas aromáticas (anilina), esquistossomose (carcinoma espinocelular).
  • Bexiga neurogênica: disfunção vesical por lesão neurológica (medula espinhal, nervos periféricos, SNC); pode ser hiperativa (lesão suprapontina) ou hipoativa (lesão de nervos sacrais ou cauda equina).
Cai na prova
  • Trígono vesical: região triangular lisa delimitada pelos dois óstios ureterais (superiormente) e óstio uretral interno (inferiormente); origem embriológica diferente (mesoderma do ducto mesonéfrico) do resto da bexiga (endoderma do seio urogenital); mucosa lisa sem pregas mesmo quando vazia.
  • Mecanismo antirrefluxo: entrada oblíqua do ureter na parede vesical cria válvula funcional; quando a bexiga se enche, a pressão intravesical comprime o segmento intramural do ureter, impedindo refluxo; NÃO há esfíncter muscular verdadeiro.
  • Peritônio: apenas a face superior (cúpula) da bexiga é coberta por peritônio quando vazia; quando cheia, a bexiga ascende e mais superfície fica coberta; ruptura da cúpula → peritonite; ruptura da base → extravasamento extraperitoneal.
  • Inervação autonômica: parassimpático (S2–S4) → contração do detrusor + relaxamento do esfíncter interno = micção; simpático (T11–L2) → relaxamento do detrusor + contração do esfíncter interno = retenção; lesão medular acima de S2–S4 → bexiga espástica (hiperreflexia); lesão de S2–S4 ou cauda equina → bexiga flácida (arreflexia).
  • Relações anatômicas no homem: próstata circunda o colo vesical e uretra proximal; ductos deferentes cruzam os ureteres posteriormente ("água passa por baixo da ponte"); vesículas seminais ficam póstero-superiores à base da bexiga.
  • Cistoscopia e cateterismo: uretra masculina tem duas curvaturas (pré-púbica e subpúbica); elevação do pênis retifica a uretra; na mulher, uretra é curta (3–4 cm) e reta, facilitando cateterismo mas predispondo a infecções ascendentes.
  • Capacidade vesical: 300–500 mL é a capacidade fisiológica; primeira sensação de plenitude ocorre com 150–200 mL; desejo miccional forte com 300–400 mL; acima de 500 mL há risco de lesão do detrusor por superdistensão.
Teste seu entendimento
  • Descreva o trígono vesical e explique sua importância clínica.

  • Explique o mecanismo antirrefluxo na junção ureterovesical.

  • Diferencie ruptura intraperitoneal de ruptura extraperitoneal da bexiga quanto a mecanismo, localização e apresentação clínica.

  • Descreva a inervação autonômica da bexiga e explique as consequências de lesões medulares em diferentes níveis.

  • Quais são as relações anatômicas posteriores da bexiga no homem e por que são importantes clinicamente?

Não confunda

  • FMA9600

    A próstata é uma glândula que circunda o colo vesical e uretra proximal no homem, enquanto a bexiga é o órgão de armazenamento acima; hiperplasia prostática obstrui o esvaziamento vesical.

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  • FMA19667

    A uretra é o ducto que drena a bexiga inferiormente; a bexiga armazena, a uretra conduz; o esfíncter uretral interno fica na junção vesicouretral.

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  • FMA14544

    O reto é posterior à bexiga no homem (separado pela fáscia retovesical de Denonvilliers) e armazena fezes, não urina; ao toque retal, a próstata é palpável anteriormente, não a bexiga (exceto se muito distendida).

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0

Revisado por IA · com fonte

Anatomically, the bladder is contiguous with the ureters above and the urethra below.

Shermadou ES, Rahman S, Leslie SW. Anatomy, Abdomen and Pelvis: Bladder. [Updated 2023 Jul 24]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.