Atlas anatômico
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Cartilagem costal direita da quinta costela
Right fifth costal cartilage · FMA8070
Também chamada de: Quinta cartilagem costal · Cartilagem da quinta costela
Em 30 segundos
Prolongamento cartilaginoso anterior da quinta costela que se articula com o esterno no corpo esternal. Marca a transição entre costelas verdadeiras (1ª-7ª) e falsas (8ª-10ª), sendo a última costela verdadeira a se articular diretamente com o esterno. Ponto de referência importante para procedimentos torácicos e para localização do ângulo de Louis.
Função
Conecta a quinta costela ao esterno, permitindo expansão torácica durante a respiração enquanto mantém a estabilidade da caixa torácica. Sua flexibilidade cartilaginosa absorve impactos e permite movimentos respiratórios.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos perfurantes da artéria torácica interna e artérias intercostais anteriores do quinto espaço intercostal.
- Drenagem
- Veias intercostais anteriores que drenam para a veia torácica interna.
- Inervação
- Ramos do quinto nervo intercostal.
No exame físico
- Palpação
- Palpável na parede torácica anterior, seguindo a quinta costela desde sua origem posterior até sua articulação com o esterno. A junção costocondral pode ser palpada lateralmente.
- Referência no exame
- Ponto de referência para contagem de costelas e espaços intercostais. Útil para localização de procedimentos como toracocentese e drenagem torácica. A dor à palpação da junção costocondral sugere costocondrite.
Na clínica
- Costocondrite (síndrome de Tietze) frequentemente acomete as cartilagens costais superiores (2ª-5ª), causando dor torácica anterior que mimetiza angina.
- Fraturas de costelas inferiores (5ª-9ª) podem estar associadas a lesões de vísceras abdominais superiores (baço, fígado).
- A ossificação progressiva das cartilagens costais com o envelhecimento reduz a complacência torácica e pode ser vista em radiografias.
- Ponto de referência para toracocentese e drenagem torácica — procedimentos devem ser realizados na borda superior da costela para evitar o feixe neurovascular que corre na borda inferior.
Cai na prova
- Diferenciação entre costelas verdadeiras (1ª-7ª, articulação direta com esterno via cartilagem própria) e falsas (8ª-10ª, articulação indireta).
- A quinta costela é a última costela verdadeira antes da transição para as falsas — pegadinha clássica em questões sobre classificação das costelas.
- Relação anatômica com o ângulo de Louis (ângulo esternal) — a segunda cartilagem costal se articula neste nível, não a quinta.
- Ossificação das cartilagens costais como achado radiológico de envelhecimento e sua importância na redução da complacência torácica.
- Risco de lesão do feixe neurovascular intercostal em procedimentos — o feixe corre na borda INFERIOR da costela, não na superior.
Teste seu entendimento
A quinta cartilagem costal é classificada como costela verdadeira ou falsa? Por quê?
Qual a importância clínica da ossificação progressiva das cartilagens costais com o envelhecimento?
Por que procedimentos invasivos no espaço intercostal devem ser realizados na borda superior da costela inferior e não na borda inferior da costela superior?
Qual a relação anatômica entre a quinta cartilagem costal e o músculo transverso do tórax?
Não confunda
FMA8248
A sétima cartilagem costal é a última costela verdadeira, enquanto a quinta é uma costela verdadeira intermediária; ambas se articulam diretamente com o esterno, mas em níveis diferentes.
FMA7886
A segunda cartilagem costal se articula com o esterno ao nível do ângulo de Louis (ângulo esternal), sendo ponto de referência clássico; a quinta se articula mais inferiormente no corpo do esterno.
BodyParts3D, CC BY 4.0