Atlas anatômico
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Sétima cartilagem costal direita
Right seventh costal cartilage · FMA8248
Também chamada de: Cartilagem da sétima costela · Cartilagem costal VII
Em 30 segundos
Cartilagem hialina que conecta a sétima costela ao esterno, articulando-se com o corpo esternal. É a última das cartilagens costais verdadeiras, formando a margem inferior do ângulo infraesternal. Marca a transição entre as costelas verdadeiras e falsas, sendo ponto de referência para procedimentos torácicos e abdominais.
Função
Conecta a sétima costela ao esterno, permitindo mobilidade durante a respiração. Forma parte da margem costal e do ângulo infraesternal. Serve como ponto de inserção para músculos da parede torácica e abdominal.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria torácica interna e ramos das artérias intercostais anteriores
- Drenagem
- Veias torácicas internas e veias intercostais anteriores
- Inervação
- Nervos intercostais (ramos anteriores dos nervos espinais torácicos)
No exame físico
- Palpação
- Palpável na margem costal inferior, abaixo do mamilo e lateral ao processo xifoide. Forma o limite inferior do gradil costal anterior.
- Referência no exame
- Ponto de referência para delimitar a margem costal no exame do abdome. Útil para localizar o ângulo infraesternal e avaliar a expansibilidade torácica inferior. Palpação dolorosa sugere costocondrite.
Na clínica
- Costocondrite: inflamação da junção costocondral da sétima costela, causa comum de dor torácica não cardíaca em jovens
- Síndrome de Tietze: tumefação dolorosa da articulação esternocostal, mais comum nas cartilagens superiores mas pode afetar a sétima
- Fratura de cartilagem costal: trauma direto pode causar fratura, com dor à palpação e crepitação; importante diferenciar de IAM em pacientes com dor torácica
- Ponto de referência cirúrgico: marca o limite superior do abdome para acesso subcostal e toracotomias
- Ângulo infraesternal (ângulo de Charpy): formado pela convergência das cartilagens costais inferiores; útil na avaliação do biótipo torácico
Cai na prova
- Diferenciação entre costelas verdadeiras (1-7), falsas (8-10) e flutuantes (11-12) — a sétima é a última verdadeira
- Relação anatômica com o processo xifoide e importância na delimitação do ângulo infraesternal
- Diagnóstico diferencial de dor torácica: costocondrite vs. IAM — dor reprodutível à palpação da cartilagem
- Ponto de referência para acesso cirúrgico subcostal (incisão de Kocher)
- Ossificação das cartilagens costais com a idade: processo que começa pela primeira costela e progride caudalmente
Teste seu entendimento
Por que a sétima cartilagem costal é considerada uma costela verdadeira?
Qual a importância clínica do ângulo infraesternal formado pelas cartilagens costais inferiores?
Como diferenciar clinicamente costocondrite da sétima cartilagem costal de infarto agudo do miocárdio?
Qual a relação da sétima cartilagem costal com o acesso cirúrgico subcostal?
Não confunda
FMA8194
A sexta cartilagem costal articula-se com o esterno acima da sétima e não forma o ângulo infraesternal.
FMA7488
O processo xifoide é a porção mais inferior do esterno, enquanto a sétima cartilagem costal articula-se lateralmente com o corpo esternal, próximo mas superior ao xifoide.
BodyParts3D, CC BY 4.0