Atlas anatômico

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Parte esternocostal do músculo peitoral maior direito

Sternocostal part of right pectoralis major · FMA79979

Também chamada de: Porção esternocostal do peitoral maior · Fascículo esternocostal do grande peitoral

Em 30 segundos

Alta relevância

Porção do músculo peitoral maior que se origina do esterno e das cartilagens costais (2ª a 6ª ou 7ª). É a parte mais volumosa do peitoral maior e a principal responsável pela adução horizontal e rotação medial do braço. Lesões isoladas são raras, mas a ruptura completa do peitoral maior (geralmente na inserção) é clássica em levantadores de peso durante o supino.

Função

Adução, rotação medial e flexão do braço; auxilia na inspiração forçada quando o membro superior está fixo

Onde fica e relações

Parede anterior do tórax, superficial aos músculos intercostais e ao esterno; suas fibras convergem lateralmente para o úmero

  • Inserçãolábio lateral do sulco intertubercular do úmero
  • Inervanervos peitorais lateral e medial (C5-T1, com predomínio de C7-C8 para a parte esternocostal)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria torácica lateral e artéria toracoacromial (ramo peitoral); artéria torácica interna contribui medialmente
Drenagem
Veias torácicas laterais e tributárias da veia axilar
Inervação
Nervos peitorais lateral e medial (plexo braquial, C5-T1)
Origem, inserção e ação
Origem
Face anterior do corpo do esterno e cartilagens costais da 2ª à 6ª ou 7ª costela
Inserção
Lábio lateral do sulco intertubercular do úmero (crista da tuberosidade maior)
Ação
Adução, rotação medial e flexão do braço; adução horizontal do braço; inspiração forçada quando o membro superior está fixo
Inervação
Nervos peitorais lateral (C5-C7) e medial (C8-T1), com predomínio de C7-C8 para a parte esternocostal
No exame físico
Palpação
Palpável na parede anterior do tórax, especialmente durante contração (adução do braço contra resistência); o relevo muscular é visível em indivíduos magros
Referência no exame
Contorno anterior da axila (prega axilar anterior); teste de força por adução horizontal do braço a 90° de flexão contra resistência; inspeção de simetria e volume muscular
Na clínica
  • Ruptura do peitoral maior: clássica em levantadores de peso durante supino com carga máxima; dor súbita, equimose e deformidade (perda do contorno anterior da axila); sinal do 'gap' palpável
  • Síndrome do desfiladeiro torácico: hipertrofia do peitoral menor (profundo à parte esternocostal) pode comprimir o plexo braquial e vasos subclávios
  • Teste de força: adução horizontal contra resistência (braço a 90° de flexão) avalia a integridade do peitoral maior; fraqueza sugere lesão do nervo peitoral ou ruptura muscular
  • Mama: a parte esternocostal forma o leito profundo da glândula mamária; dissecção cirúrgica da mama requer conhecimento desta relação
Cai na prova
  • Inervação: nervos peitorais lateral E medial (não apenas um); C5-T1, com C7-C8 predominando na parte esternocostal
  • Inserção: lábio LATERAL do sulco intertubercular (não medial); as fibras inferiores inserem-se mais superiormente (torção de 180°)
  • Ação: adução E rotação medial do braço; a parte esternocostal é mais eficaz na adução horizontal que a clavicular
  • Ruptura: mais comum na inserção umeral; teste clínico mostra fraqueza de adução horizontal e perda do contorno axilar anterior
  • Pegadinha: confundir com peitoral menor (este é profundo, origina-se de 3ª-5ª costelas e insere-se no processo coracoide, não no úmero)
Teste seu entendimento
  • Quais são a origem e a inserção da parte esternocostal do peitoral maior?

  • Qual é a inervação da parte esternocostal do peitoral maior e quais raízes nervosas predominam?

  • Quais são as principais ações da parte esternocostal do peitoral maior?

  • Descreva o quadro clínico clássico de ruptura do peitoral maior.

  • Como diferenciar clinicamente a parte esternocostal do peitoral maior do peitoral menor?

Não confunda

  • FMA13375

    O peitoral menor é profundo ao maior, origina-se de 3ª-5ª costelas e insere-se no processo coracoide da escápula (não no úmero); sua ação é protração e depressão da escápula, não movimento do braço.

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  • FMA34690

    A parte clavicular origina-se da metade medial da clavícula (não do esterno) e suas fibras inserem-se mais inferiormente no úmero; é mais eficaz na flexão do braço, enquanto a esternocostal predomina na adução horizontal.

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  • FMA13398

    O serrátil anterior origina-se das 8-9 primeiras costelas lateralmente e insere-se na borda medial da escápula; sua ação é protração da escápula (não adução do braço); lesão causa escápula alada medial.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0