Atlas anatômico

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Processo xifoide

Xiphoid process · FMA7488

Também chamada de: Apêndice xifoide · Xifóide

Em 30 segundos

Alta relevância

Menor e mais inferior das três partes do esterno, cartilaginoso na infância e ossificado após os 40 anos. Ponto de referência anatômico crucial para RCP, punção pericárdica e delimitação do epigástrio. Sua fratura ou luxação durante manobras de ressuscitação pode causar lesão hepática.

Função

Serve de inserção para músculos abdominais (reto abdominal, oblíquos externos, transverso do abdome) e para a linha alba; ancora o ligamento falciforme do fígado e o diafragma em sua face posterior.

Onde fica e relações

Extremidade inferior do esterno, articulando-se superiormente com o corpo do esterno ao nível de T9-T10. Situa-se anteriormente ao epigástrio, logo acima do ângulo infra-esternal.

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos terminais das artérias torácicas internas (mamárias internas) direita e esquerda.
Drenagem
Veias torácicas internas e tributárias da veia cava superior.
Inervação
Ramos anteriores dos nervos intercostais inferiores (T7-T9).
No exame físico
Palpação
Palpável na linha média, inferiormente ao corpo do esterno, formando a extremidade inferior da fúrcula esternal. Pode ser proeminente em indivíduos magros.
Referência no exame
Delimita o ângulo infra-esternal (ângulo de Charpy) e o limite superior do epigástrio; ponto de referência para pericardiocentese subxifoidiana e para evitar durante compressões torácicas na RCP.
Na clínica
  • Fratura ou luxação do processo xifoide durante RCP inadequada (compressões muito baixas) pode perfurar o fígado ou estômago.
  • Pericardiocentese subxifoidiana: agulha inserida no ângulo entre xifoide e rebordo costal esquerdo, direcionada para o ombro esquerdo.
  • Síndrome do xifoide: dor epigástrica crônica por processo xifoide proeminente ou móvel, confundida com dor cardíaca ou dispepsia.
  • Ossificação completa ocorre geralmente após os 40 anos; antes disso é cartilaginoso e mais flexível.
  • Ponto de referência para delimitar o limite superior do epigástrio e o ângulo infra-esternal (ângulo de Charpy).
Cai na prova
  • Nível vertebral da junção xifoesternal (T9-T10) — pegadinha: confundir com ângulo esternal (T4-T5).
  • Estruturas em risco na pericardiocentese subxifoidiana: fígado (se agulha muito lateral ou profunda), artéria torácica interna.
  • Inserções musculares: reto abdominal, oblíquos externos, transverso do abdome — todas convergem para a linha alba que se fixa no xifoide.
  • Ossificação tardia: cartilaginoso até a vida adulta, pode ser confundido com massa em exames de imagem em jovens.
  • Compressões torácicas na RCP devem ser no terço inferior do corpo do esterno, NÃO no xifoide (risco de fratura e lesão visceral).
Teste seu entendimento
  • Qual o nível vertebral da junção xifoesternal e por que isso importa na prática clínica?

  • Quais músculos abdominais se inserem no processo xifoide?

  • Por que o processo xifoide é um ponto de risco durante a RCP?

  • Descreva o ponto de inserção e a direção da agulha na pericardiocentese subxifoidiana.

  • Qual a diferença entre o processo xifoide em crianças e em adultos acima de 40 anos?

Não confunda

  • FMA7487

    O corpo do esterno é maior, articula-se com as cartilagens costais 3-7 e situa-se superiormente ao xifoide; o xifoide é menor, não se articula com costelas e é o ponto mais inferior do esterno.

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  • FMA7486

    O manúbrio é a porção superior do esterno, articula-se com as clavículas e primeira cartilagem costal, e forma o ângulo esternal (Louis) ao nível de T4-T5; o xifoide é a porção inferior, sem articulações claviculares ou costais, ao nível de T9-T10.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0