Atlas anatômico

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Cúspide posterior da valva pulmonar

Posterior cusp of pulmonary valve · FMA7250

Também chamada de: Cúspide não coronariana da valva pulmonar · Válvula semilunar posterior da pulmonar

Em 30 segundos

Uma das três cúspides semilunares da valva pulmonar, posicionada posteriormente no anel valvar. Impede o refluxo de sangue do tronco pulmonar para o ventrículo direito durante a diástole. Sua anatomia é crucial para o diagnóstico de insuficiência pulmonar e para procedimentos de valvoplastia.

Função

Fecha-se durante a diástole ventricular para impedir regurgitação de sangue do tronco pulmonar de volta ao ventrículo direito, mantendo o fluxo unidirecional do sangue desoxigenado em direção aos pulmões

Onde fica e relações

Situada na via de saída do ventrículo direito, no óstio do tronco pulmonar, em posição posterior em relação às outras duas cúspides (anterior direita e anterior esquerda). Projeta-se aproximadamente ao nível da terceira cartilagem costal esquerda

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria coronária direita e esquerda que suprem o anel valvar e a via de saída do ventrículo direito
Drenagem
Drenagem venosa para o seio coronário e veias cardíacas anteriores
Inervação
Inervação autonômica do plexo cardíaco, com fibras simpáticas e parassimpáticas; a valva em si possui inervação sensitiva limitada
No exame físico
Palpação
Não palpável (estrutura valvar intracardíaca profunda)
Referência no exame
Foco pulmonar de ausculta: 2º espaço intercostal esquerdo, junto à borda esternal esquerda. Melhor audível com paciente em decúbito dorsal ou sentado inclinado para frente, durante expiração forçada
Na clínica
  • Insuficiência pulmonar: refluxo diastólico audível como sopro diastólico no foco pulmonar, comum em hipertensão pulmonar e dilatação do anel valvar
  • Estenose pulmonar congênita: fusão comissural das cúspides, causando obstrução à ejeção do VD; sopro sistólico ejetivo no foco pulmonar
  • Endocardite infecciosa: rara na valva pulmonar, mas pode ocorrer em usuários de drogas injetáveis e cardiopatias congênitas
  • Síndrome carcinoide: espessamento e retração valvar por depósito de substâncias vasoativas, causando estenose e/ou insuficiência
  • Ecocardiografia: avaliação da morfologia valvar, gradiente transvalvar e grau de regurgitação; janela paraesternal eixo curto é ideal
Cai na prova
  • Posição anatômica das três cúspides da valva pulmonar (posterior, anterior direita e anterior esquerda)
  • Diferenciação entre valvas atrioventriculares (tricúspide e mitral) e semilunares (aórtica e pulmonar) quanto ao número de cúspides
  • Ausência de cordas tendíneas nas valvas semilunares, ao contrário das atrioventriculares
  • Foco de ausculta da valva pulmonar: segundo espaço intercostal esquerdo, borda esternal
  • Sopro de insuficiência pulmonar (Graham Steell): diastólico, decrescente, melhor audível em decúbito lateral esquerdo
  • Relação anatômica entre valva pulmonar e átrio esquerdo (a cúspide posterior está próxima ao AE)
Teste seu entendimento
  • Qual a diferença estrutural fundamental entre a cúspide posterior da valva pulmonar e os folhetos da valva tricúspide?

  • Descreva o mecanismo fisiopatológico da insuficiência pulmonar secundária à hipertensão pulmonar

  • Qual a localização anatômica precisa do foco de ausculta da valva pulmonar e qual tipo de sopro é característico de insuficiência pulmonar?

  • Quantas cúspides possui a valva pulmonar e quais suas posições anatômicas?

  • Por que a endocardite da valva pulmonar é menos comum que a de outras valvas cardíacas?

Não confunda

  • FMA7249

    Posiciona-se anteriormente e à direita, enquanto a posterior está em posição posterior no anel valvar

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  • FMA7252

    Pertence à valva aórtica (via de saída do VE), não à pulmonar; a aórtica está posterior e à direita em relação à pulmonar

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  • FMA7239

    É uma válvula atrioventricular com cordas tendíneas e músculos papilares, enquanto a cúspide pulmonar é semilunar sem cordas

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0