Atlas anatômico

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Quiasma óptico

Optic chiasm · FMA62045

Também chamada de: Quiasma dos nervos ópticos

Em 30 segundos

Alta relevância

Estrutura em forma de X onde as fibras nasais dos nervos ópticos decussam (cruzam), enquanto as fibras temporais permanecem ipsilaterais. Localiza-se na base do crânio, acima da sela túrcica e abaixo do hipotálamo. Lesões causam padrões específicos de perda visual que são clássicos em provas.

Função

Permite a decussação parcial das fibras do nervo óptico, com cruzamento das fibras nasais da retina (que captam o campo visual temporal) e manutenção ipsilateral das fibras temporais da retina (que captam o campo visual nasal), organizando a via visual para processamento contralateral no córtex occipital

Onde fica e relações

Na linha média da base do crânio, superiormente à sela túrcica da hipófise, inferiormente ao hipotálamo e ao túber cinéreo, anteriormente ao infundíbulo hipofisário

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias carótidas internas, artérias comunicantes anteriores e artérias cerebrais anteriores
Drenagem
Veias hipofisárias e veias cerebrais basais
Na clínica
  • Hemianopsia bitemporal: lesão central do quiasma (ex.: adenoma hipofisário) comprime fibras nasais decussantes, causando perda dos campos visuais temporais bilateralmente
  • Síndrome quiasmática: tumores hipofisários (especialmente macroadenomas) são a causa mais comum de compressão do quiasma
  • Hemianopsia nasal unilateral: lesão lateral do quiasma afeta fibras temporais ipsilaterais não-cruzadas
  • Escotoma juncional: lesão na junção do nervo óptico com o quiasma causa escotoma central ipsilateral e defeito temporal superior contralateral
  • Craniofaringioma: tumor suprasselar que comprime o quiasma de cima, causando defeitos visuais inferiores primeiro
  • Apoplexia hipofisária: hemorragia súbita na hipófise pode causar compressão aguda do quiasma com perda visual aguda
Cai na prova
  • Padrão de perda visual na lesão central do quiasma: hemianopsia bitemporal (pegadinha: não confundir com hemianopsia homônima)
  • Anatomia da decussação: fibras NASAIS cruzam (captam campo TEMPORAL), fibras TEMPORAIS não cruzam (captam campo NASAL)
  • Causa mais comum de síndrome quiasmática: adenoma hipofisário (macroadenoma)
  • Relação anatômica com a hipófise: o quiasma está ACIMA da sela túrcica, por isso tumores hipofisários comprimem de baixo
  • Diferença entre lesão do quiasma e do trato óptico: quiasma causa hemianopsia bitemporal, trato causa hemianopsia homônima contralateral
  • Escotoma juncional de Traquair: lesão na junção nervo óptico-quiasma
Teste seu entendimento
  • Qual o padrão de decussação das fibras no quiasma óptico?

  • Por que adenoma hipofisário causa hemianopsia bitemporal?

  • Qual a diferença entre lesão do quiasma e lesão do trato óptico quanto ao padrão de perda visual?

  • Descreva a localização anatômica do quiasma óptico em relação à hipófise e ao hipotálamo.

  • O que é escotoma juncional e qual sua importância clínica?

Não confunda

  • FMA67936

    O trato óptico já contém fibras organizadas pós-decussação (nasal contralateral + temporal ipsilateral), sua lesão causa hemianopsia homônima contralateral, não bitemporal

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  • FMA50878

    O nervo óptico é pré-quiasmático e contém todas as fibras de um olho; sua lesão causa perda visual monocular completa, não hemianopsia

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0