Atlas anatômico
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Primeiro molar inferior permanente esquerdo
Left lower first secondary molar tooth · FMA55704
Também chamada de: Primeiro molar mandibular permanente · Dente 46 · Dente 36 (lado esquerdo) · Sexto ano molar inferior
Em 30 segundos
Alta relevânciaPrimeiro dente permanente a erupcionar na arcada inferior (por volta dos 6 anos), posterior aos dentes decíduos. É o maior dente da mandíbula, com duas raízes (mesial e distal) e geralmente cinco cúspides. Fundamental para estabelecer a oclusão e a dimensão vertical; sua perda precoce causa colapso oclusal e migração dentária.
Função
Trituração e moagem dos alimentos; estabelecimento da oclusão de Classe I de Angle; manutenção da dimensão vertical da face; suporte para a articulação temporomandibular.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria alveolar inferior (ramo da artéria maxilar), que penetra o forame mandibular e percorre o canal mandibular.
- Drenagem
- Veia alveolar inferior, tributária do plexo pterigóideo.
- Inervação
- Nervo alveolar inferior (ramo do nervo mandibular, V3), que fornece inervação sensitiva à polpa dentária e ao periodonto através dos ramos dentários.
No exame físico
- Palpação
- Não palpável externamente; acessível à inspeção intraoral na região posterior da mandíbula.
- Referência no exame
- Referência para avaliação da oclusão (Classe de Angle), contagem dentária e detecção de cáries em exame odontológico. Sua ausência ou má posição indica necessidade de avaliação ortodôntica.
Na clínica
- Cárie de primeiro molar: lesão mais comum em crianças e adolescentes; frequentemente acomete as fossetas e fissuras oclusais (anatomia favorece acúmulo de biofilme).
- Fratura de raiz durante extração: raízes divergentes e curvas (especialmente a distal) aumentam risco de fratura; proximidade com o canal mandibular exige cuidado para evitar lesão do nervo alveolar inferior (parestesia).
- Abscesso periapical: infecção da polpa pode drenar para vestíbulo ou assoalho bucal; se bilateral e grave, pode evoluir para angina de Ludwig.
- Perda precoce: causa migração mesial dos molares posteriores, inclinação do segundo molar, perda de espaço para pré-molares (se ocorrer antes da erupção destes), colapso da dimensão vertical e disfunção temporomandibular.
- Impactação alimentar: espaço interdentário entre primeiro e segundo molares é local comum de impactação, causando gengivite localizada.
Cai na prova
- Idade de erupção (6 anos) e sequência de erupção dos permanentes (primeiro molar é o primeiro a erupcionar, antes da troca dos incisivos).
- Número de raízes (duas: mesial e distal) e cúspides (cinco: três vestibulares e duas linguais, sendo a disto-vestibular menor).
- Relação com o nervo alveolar inferior: risco de parestesia em extrações ou fraturas de mandíbula na região.
- Oclusão de Classe I de Angle: cúspide mésio-vestibular do primeiro molar superior oclui no sulco mésio-vestibular do primeiro molar inferior.
- Consequências da perda precoce: migração dentária, perda de dimensão vertical, má oclusão.
Teste seu entendimento
Com quantos anos erupciona o primeiro molar inferior permanente e qual sua importância na oclusão?
Descreva a anatomia radicular do primeiro molar inferior e sua relação com estruturas neurovasculares.
Quais são as consequências da perda precoce do primeiro molar inferior permanente?
Qual a relação oclusal do primeiro molar inferior na Classe I de Angle?
Por que o primeiro molar inferior é o dente permanente mais acometido por cárie?
Não confunda
FMA55703
O segundo molar inferior erupciona aos 12 anos (vs. 6 anos do primeiro), tem tamanho menor, quatro cúspides (vs. cinco) e suas raízes costumam estar mais próximas do canal mandibular.
FMA55699
O primeiro molar superior tem três raízes (duas vestibulares e uma palatina) vs. duas raízes do inferior, e sua cúspide mésio-vestibular oclui no sulco do primeiro molar inferior (relação de Classe I).
BodyParts3D, CC BY 4.0