Atlas anatômico
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Mandíbula
Mandible · FMA52748
Também chamada de: Maxilar inferior · Osso mandibular
Em 30 segundos
Alta relevânciaÚnico osso móvel do crânio, forma a arcada dentária inferior e articula-se com o osso temporal nas articulações temporomandibulares (ATMs). É o osso mais forte da face e um dos mais fraturados, atrás apenas dos ossos nasais, com importância clínica em traumas, infecções odontogênicas e passagem do nervo alveolar inferior.
Função
Sustenta os dentes inferiores, permite movimentos de mastigação, fonação e deglutição através da ATM, e serve como inserção para músculos da mastigação e supra-hióideos.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria alveolar inferior (ramo da artéria maxilar) irriga o corpo e os dentes; artéria facial irriga a região do ângulo e corpo; artéria temporal superficial irriga o ramo e côndilo.
- Drenagem
- Veia alveolar inferior drena para o plexo pterigóideo; veia facial drena a região anterior; veia retromandibular drena a região posterior.
- Inervação
- Nervo alveolar inferior (ramo do nervo mandibular - V3) inerva os dentes inferiores e emerge como nervo mentoniano no forame mentoniano, inervando a pele do mento e lábio inferior.
No exame físico
- Palpação
- Corpo e ângulo da mandíbula são facilmente palpáveis na região inferior da face e submandibular. O côndilo é palpável anteriormente ao trago da orelha durante movimentos de abertura e fechamento da boca. A protuberância mentoniana é palpável no mento.
- Referência no exame
- Ângulo da mandíbula: referência para palpação de linfonodos submandibulares e para localização da artéria facial. Forame mentoniano: palpável como depressão no corpo, abaixo do 2º pré-molar, ponto de emergência do nervo mentoniano (teste de sensibilidade). Côndilo: palpação intra-auricular para avaliar ATM e detectar luxação ou disfunção.
Na clínica
- Fratura de mandíbula: mais comum no côndilo (36%), corpo (21%) e ângulo (20%); risco de lesão do nervo alveolar inferior com parestesia do lábio inferior e mento.
- Luxação da ATM: deslocamento anterior do côndilo mandibular além da eminência articular, com travamento em boca aberta; redução manual necessária.
- Osteomielite mandibular: infecção óssea geralmente secundária a infecção dentária (M3 inferior é foco comum), mais grave no corpo devido à vascularização terminal.
- Bloqueio do nervo alveolar inferior: anestesia odontológica no forame mandibular; risco de lesão da artéria alveolar inferior com hematoma.
- Síndrome de Costen (disfunção temporomandibular): dor na ATM, limitação de abertura bucal, estalidos; relacionada a bruxismo e má oclusão.
- Fratura parassinfisária: comum em trauma direto no mento; pode haver fratura contralateral no côndilo (fratura em guardachuva).
Cai na prova
- Forame mandibular: localiza-se na face medial do ramo, na língula mandibular; passagem do nervo e artéria alveolares inferiores (ponto de bloqueio anestésico).
- Forame mentoniano: localiza-se no corpo, abaixo do 2º pré-molar inferior; emergência do nervo mentoniano (ramo terminal do alveolar inferior).
- Canal mandibular: trajeto do nervo alveolar inferior do forame mandibular ao mentoniano; visível em radiografias panorâmicas.
- Ângulo da mandíbula: ponto de inserção do músculo masseter (face lateral) e pterigoideo medial (face medial); local comum de fratura.
- Linha milo-hióidea: crista óssea na face medial do corpo; origem do músculo milo-hióideo e divide o assoalho bucal em espaços sublingual (superior) e submandibular (inferior).
- Côndilo mandibular: articula-se com a fossa mandibular do osso temporal; fratura mais comum da mandíbula, pode causar disfunção da ATM.
- Processo coronoide: inserção do músculo temporal; não participa da articulação; pode ser confundido com côndilo em radiografias.
- Espinha mentoniana: proeminência na face interna da sínfise; inserção dos músculos genioglosso (superior) e genio-hióideo (inferior).
- Incisura mandibular: depressão entre côndilo e processo coronoide; passagem de vasos e nervos massetéricos.
- Protuberância mentoniana: elevação externa na sínfise; forma o mento; mais proeminente em homens.
Teste seu entendimento
Quais são os principais acidentes ósseos da mandíbula visíveis na face medial do ramo e qual a importância clínica de cada um?
Descreva o trajeto do nervo alveolar inferior na mandíbula e explique a correlação clínica com fraturas do corpo mandibular.
Quais são os locais mais comuns de fratura da mandíbula e qual a explicação biomecânica para essa distribuição?
Explique a anatomia da articulação temporomandibular e o mecanismo de luxação anterior.
Qual a diferença anatômica e funcional entre o processo coronoide e o côndilo da mandíbula?
Não confunda
FMA53650
A maxila é fixa (osso do crânio), forma a arcada dentária superior e contém o seio maxilar; a mandíbula é móvel, forma a arcada inferior e não contém seios paranasais.
FMA52749
O osso hioide é em forma de U, não articula com nenhum outro osso (suspenso por músculos e ligamentos) e localiza-se no pescoço; a mandíbula articula-se com o temporal e forma a arcada dentária inferior.
BodyParts3D, CC BY 4.0