Atlas anatômico

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Tíbia esquerda

Left tibia · FMA24478

Também chamada de: Osso da canela · Osso tibial

Em 30 segundos

Alta relevância

Osso longo medial da perna, o mais robusto dos dois ossos da perna, que suporta a maior parte do peso corporal transmitido pelo fêmur. Articula-se superiormente com o fêmur (articulação do joelho) e recebe o ligamento patelar na tuberosidade da tíbia — não há articulação entre tíbia e patela e inferiormente com o tálus (articulação talocrural). É o segundo osso mais longo do corpo e apresenta acidentes ósseos importantes para inserções musculares e pontos de referência clínicos.

Função

Sustentação do peso corporal na perna, transmissão de forças entre joelho e tornozelo, fornecimento de superfícies de inserção para músculos da perna e ligamentos estabilizadores do joelho e tornozelo

Onde fica e relações

Face anteromedial da perna, estendendo-se do joelho ao tornozelo, medialmente à fíbula. A extremidade proximal é expandida formando os côndilos medial e lateral que articulam com o fêmur. A diáfise é triangular em corte transversal com face medial subcutânea. A extremidade distal forma o maléolo medial.

  • Origemmúsculo sóleo na linha do sóleo
  • Inserçãoligamento patelar na tuberosidade da tíbia
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Artéria tibial anterior irriga a face anterior e lateral através de ramos perfurantes. Artéria tibial posterior irriga a face posterior. Artéria nutrícia da tíbia (ramo da artéria tibial posterior) penetra o forame nutrício na face posterior da diáfise proximal.
Drenagem
Veias tibiais anteriores e posteriores acompanham as artérias homônimas, drenando para a veia poplítea
Inervação
Periósteo inervado por ramos dos nervos tibial (face posterior) e fibular profundo (face anterior e lateral)
No exame físico
Palpação
Face medial subcutânea palpável em toda extensão, da tuberosidade da tíbia (abaixo da patela) até o maléolo medial (proeminência medial do tornozelo). Borda anterior (crista da tíbia) também é palpável.
Referência no exame
Tuberosidade da tíbia: 2-3 cm abaixo da patela, ponto de inserção do ligamento patelar. Maléolo medial: proeminência óssea medial do tornozelo, referência para avaliar edema e deformidades. Crista da tíbia: borda anterior subcutânea, referência para medir comprimento do membro e avaliar deformidades angulares.
Na clínica
  • Fratura do platô tibial (côndilos): comum em trauma de alta energia ou queda de altura; pode lesar artéria poplítea e nervo fibular comum; classificação de Schatzker orienta tratamento
  • Fratura da diáfise tibial: fratura de osso longo mais comum; alto risco de síndrome compartimental aguda pela lesão de vasos perfurantes; consolidação lenta pela vascularização limitada do terço distal
  • Fratura do maléolo medial: componente da fratura bimaleolar ou trimaleolar (fratura de Pott); instabilidade do tornozelo requer fixação cirúrgica
  • Fratura do pilão tibial: fratura da extremidade distal com extensão intra-articular; mecanismo de compressão axial; prognóstico reservado para artrose pós-traumática
  • Síndrome do estresse tibial medial (canelite): periostite por tração repetitiva na borda medial; comum em corredores; pode evoluir para fratura de estresse
  • Fratura de estresse da tíbia: terço proximal ou distal; dor progressiva em atletas; imagem em 'linha negra' na ressonância magnética
  • Osteomielite tibial: após fratura exposta ou cirurgia; face subcutânea medial facilita contaminação; Staphylococcus aureus é o agente mais comum
  • Doença de Osgood-Schlatter: apofisíte de tração da tuberosidade da tíbia em adolescentes; dor e edema local; autolimitada
  • Doença de Blount: deformidade em varo do joelho por alteração da placa de crescimento do côndilo medial; mais comum em crianças obesas
Cai na prova
  • Tuberosidade da tíbia: inserção do ligamento patelar; avulsão na lesão do mecanismo extensor; apofisíte na doença de Osgood-Schlatter
  • Tubérculo de Gerdy (côndilo lateral): inserção do trato iliotibial; ponto de referência para acesso cirúrgico ao joelho
  • Linha do sóleo (linha oblíqua posterior): origem do músculo sóleo; divide a face posterior em áreas proximal e distal
  • Maléolo medial: forma a pinça maleolar com o maléolo lateral da fíbula; estabiliza o tálus; fratura compromete estabilidade do tornozelo
  • Platô tibial (superfície articular superior): côndilos medial (maior e mais côncavo) e lateral (menor e convexo); fratura pode causar instabilidade e artrose
  • Face medial subcutânea: palpável em toda extensão; fraturas expostas são comuns; via de acesso para fixação interna
  • Eminência intercondilar: inserção dos ligamentos cruzados anterior (tubérculo lateral) e posterior (tubérculo medial); avulsão em trauma do joelho
  • Sulco do músculo tibial posterior (face posterior distal): referência anatômica; tendão passa posteriormente ao maléolo medial
  • Forame nutrício: na face posterior da diáfise proximal, direcionado inferiormente; artéria nutrícia entra aqui
  • Incisura fibular (face lateral distal): articulação tibiofibular distal (sindesmose); lesão causa instabilidade do tornozelo
  • Consolidação óssea: terço distal tem vascularização mais pobre; fraturas consolidam mais lentamente; pseudoartrose é complicação
  • Síndrome compartimental: fratura da diáfise é causa clássica; 4 compartimentos na perna; dor desproporcional e dor à extensão passiva dos dedos são sinais precoces
Teste seu entendimento
  • Quais são os principais acidentes ósseos da extremidade proximal da tíbia e suas funções?

  • Por que fraturas do terço distal da diáfise tibial têm maior risco de complicações de consolidação?

  • Qual a importância clínica da face medial subcutânea da tíbia?

  • Quais estruturas neurovasculares estão em risco na fratura do platô tibial lateral?

  • Descreva a classificação e importância clínica das fraturas do tornozelo envolvendo a tíbia.

Não confunda

  • Fíbula esquerda

    A fíbula é lateral, mais delgada, não suporta peso significativo e não articula com o fêmur; a tíbia é medial, robusta, suporta a maior parte do peso e articula com o fêmur.

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  • FMA24475

    O fêmur é o osso da coxa (proximal ao joelho), articula-se com o acetábulo proximalmente; a tíbia é o osso da perna (distal ao joelho), articula-se com o tálus distalmente.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0