Atlas anatômico

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Patela esquerda

Left patella · FMA24487

Também chamada de: Rótula direita · Osso sesamoide do joelho

Em 30 segundos

Alta relevância

Maior osso sesamoide do corpo humano, localizado no tendão do músculo quadríceps femoral. Articula-se com a face patelar do fêmur, formando a articulação patelofemoral. Fundamental para aumentar o braço de alavanca do quadríceps e proteger a articulação do joelho.

Função

Aumenta a eficiência mecânica do quadríceps femoral ao distanciar o tendão do eixo de rotação do joelho, incrementando o braço de alavanca em até 50%. Protege a articulação femorotibial anterior e distribui forças de compressão durante a flexão do joelho.

Onde fica e relações

Situada anteriormente ao joelho, dentro do tendão do quadríceps femoral, entre o tendão do quadríceps (superiormente) e o ligamento patelar (inferiormente). Articula-se com a tróclea femoral através de sua face articular posterior.

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Rede anastomótica periarticular do joelho, formada por ramos das artérias geniculares (superior lateral, superior medial, inferior lateral, inferior medial e média) e artéria recorrente tibial anterior. A vascularização intraóssea é predominantemente póstero-superior.
Drenagem
Plexo venoso periarticular do joelho, drenando para veias geniculares que seguem para veia poplítea
Inervação
Ramos articulares dos nervos femoral (através do nervo do vasto medial e vasto lateral) e fibular comum. A inervação segue a lei de Hilton.
No exame físico
Palpação
Facilmente palpável na região anterior do joelho com o membro estendido. Palpar bordas superior, inferior, medial e lateral. Com joelho fletido a 90°, a patela desliza inferiormente e suas facetas articulares tornam-se mais acessíveis.
Referência no exame
Ponto de referência para avaliação do derrame articular (sinal da tecla ou rechaço patelar), teste de apreensão patelar (instabilidade), sinal de Zohlen (condromalácia) e avaliação do alinhamento do mecanismo extensor (ângulo Q).
Na clínica
  • Fratura de patela: trauma direto (queda sobre joelho flexionado, impacto no painel do carro) causa fraturas transversas, cominutivas ou verticais; avaliar integridade do mecanismo extensor (capacidade de extensão ativa contra gravidade)
  • Luxação patelar: deslocamento lateral (mais comum) por trauma ou predisposição anatômica (displasia troclear, patela alta, geno valgo); redução espontânea frequente; lesão associada do ligamento patelofemoral medial
  • Condromalácia patelar: degeneração da cartilagem articular posterior, causa dor anterior de joelho que piora ao subir/descer escadas e após período sentado (sinal do cinema); crepitação à mobilização
  • Síndrome da dor patelofemoral: dor anterior difusa, multifatorial (desalinhamento, fraqueza de quadríceps/glúteo médio); diagnóstico clínico de exclusão
  • Tendinopatia patelar (joelho do saltador): dor no polo inferior da patela, comum em atletas de salto; pode evoluir para ruptura do ligamento patelar
  • Bipartite patella: variante anatômica (2-3% da população) com centro de ossificação acessório não fusionado, geralmente superolateral; bilateral em 50%; diferencial de fratura
Cai na prova
  • Fratura de patela com perda da extensão ativa indica ruptura do retináculo e necessita fixação cirúrgica
  • Luxação patelar lateral: mecanismo de torção com joelho em valgo e rotação externa da tíbia; redução com extensão do joelho; avaliar hemartrose e lesão osteocondral associada
  • Patela alta (índice de Insall-Salvati >1,2): predispõe à luxação e instabilidade patelofemoral
  • Vascularização intraóssea póstero-superior: fraturas do polo inferior têm maior risco de necrose avascular do fragmento proximal em fraturas com grande desvio
  • Sinal de Zohlen: dor à compressão da patela contra o fêmur com joelho estendido, positivo na condromalácia
  • Teste de apreensão patelar: dor/apreensão ao deslocamento lateral passivo da patela com joelho em 30° de flexão, indica instabilidade patelofemoral
  • Ângulo Q (quadricipital): linha da espinha ilíaca ântero-superior ao centro da patela e desta à tuberosidade da tíbia; normal <15° em homens e <20° em mulheres; aumento predispõe à luxação lateral
Teste seu entendimento
  • Qual a importância funcional da patela para o mecanismo extensor do joelho?

  • Como diferenciar clinicamente uma fratura de patela que necessita tratamento cirúrgico daquela que pode ser tratada conservadoramente?

  • Qual o mecanismo típico e a direção mais comum de luxação patelar traumática?

  • Descreva a vascularização da patela e sua implicação clínica em fraturas.

  • Quais são os achados clínicos característicos da condromalácia patelar?

Não confunda

  • Osso sesamoide do pé esquerdo

    Ossos sesamoides do pé são menores, localizados sob a primeira articulação metatarsofalângica, enquanto a patela é o maior sesamoide do corpo e está no joelho.

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  • FMA24478

    Tíbia é osso longo que forma o esqueleto da perna, não se articula com a patela — recebe o ligamento patelar na tuberosidade da tíbia — e não é osso sesamoide.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0