Atlas anatômico
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Apêndice
Appendix · FMA14542
Também chamada de: Apêndice vermiforme · Apêndice cecal
Em 30 segundos
Alta relevânciaDivertículo verdadeiro cilíndrico de 6 a 10 cm que se origina da parede posteromedial do ceco, 1 a 2 cm abaixo da junção ileocecal. Deriva do intestino médio e sua inervação aferente visceral entra na medula em T10 (dermátomo umbilical), explicando por que a dor da apendicite começa periumbilical antes de migrar para a fossa ilíaca direita. Estrutura de alta relevância em provas por sua apresentação clínica clássica e variações anatômicas que confundem o diagnóstico.
Função
Órgão linfoide com função imunológica discreta, contendo tecido linfoide associado à mucosa (MALT). Clinicamente relevante principalmente por sua patologia (apendicite aguda).
Onde fica e relações
Origina-se da parede posteromedial do ceco, aproximadamente 1 a 2 cm abaixo da junção ileocecal, no ponto de convergência das três tênias do colo (taenia libera, taenia mesocolica, taenia omentalis). Sua ponta livre tem posição variável: retrocecal (mais comum, 65%), pélvica, subcecal, pré-ileal ou retro-ileal.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria apendicular, ramo da artéria ileocólica (ramo da artéria mesentérica superior). A artéria apendicular cursa no mesoapêndice até a ponta do apêndice, sendo artéria terminal sem anastomoses significativas.
- Drenagem
- Veia apendicular drena para a veia ileocólica, tributária da veia mesentérica superior, que forma a veia porta hepática.
- Inervação
- Inervação autonômica pelo plexo mesentérico superior. Fibras aferentes viscerais cursam com fibras simpáticas e entram na medula espinhal em T10, correspondendo ao dermátomo umbilical. Isso explica a dor visceral inicial periumbilical da apendicite, antes da irritação peritoneal localizada.
No exame físico
- Palpação
- Ponto de McBurney: junção do terço lateral com os dois terços mediais da linha traçada da espinha ilíaca ântero-superior direita até a cicatriz umbilical. Dor à palpação profunda neste ponto sugere apendicite.
- Referência no exame
- Sinal de Blumberg: descompressão brusca dolorosa na fossa ilíaca direita (peritonite localizada). Sinal de Rovsing: dor na FID ao palpar a FIE. Sinal do psoas: dor à extensão passiva do quadril direito (apêndice retrocecal). Sinal do obturador: dor à rotação interna do quadril fletido (apêndice pélvico).
Na clínica
- Apendicite aguda: dor visceral inicial periumbilical (T10) que migra para fossa ilíaca direita quando há irritação peritoneal (ponto de McBurney). Sinal de Blumberg (descompressão brusca dolorosa) indica peritonite localizada.
- Posição retrocecal (65% dos casos): pode causar dor lombar, sinal do psoas positivo (dor à extensão do quadril direito) e confundir com pielonefrite ou cólica ureteral direita.
- Posição pélvica: pode causar dor suprapúbica, disúria, tenesmo retal e toque retal doloroso, confundindo com cistite, salpingite ou diverticulite.
- Sinal de Rovsing: dor na fossa ilíaca direita ao palpar a fossa ilíaca esquerda (deslocamento de gases no colo).
- Gravidez: o apêndice é deslocado superiormente pelo útero gravídico, alterando a localização da dor (pode ser no flanco ou hipocôndrio direito no terceiro trimestre).
- Apendicite perfurada: pode formar abscesso periapendicular ou causar peritonite difusa. O mesoapêndice contém a artéria apendicular, cuja trombose pode precipitar necrose e perfuração.
Cai na prova
- Dermátomo T10 e dor periumbilical inicial da apendicite (origem embriológica do intestino médio).
- Ponto de McBurney: junção do terço lateral com os dois terços mediais da linha entre a espinha ilíaca ântero-superior direita e a cicatriz umbilical.
- Variações de posição do apêndice (retrocecal, pélvica) e suas apresentações clínicas atípicas.
- Convergência das três tênias do colo como ponto de referência cirúrgico para localizar a base do apêndice.
- Irrigação pela artéria apendicular (ramo da ileocólica) sem anastomoses significativas, explicando a necrose rápida na obstrução.
- Sinais clínicos: Blumberg, Rovsing, psoas, obturador.
- Diagnóstico diferencial: diverticulite de Meckel (íleo distal, 2% da população, 2 pés da válvula ileocecal), salpingite, torção ovariana, gravidez ectópica rota.
Teste seu entendimento
Por que a dor da apendicite aguda começa periumbilical e depois migra para a fossa ilíaca direita?
Qual a irrigação arterial do apêndice e por que isso é clinicamente relevante?
Descreva a localização anatômica precisa do apêndice e como encontrá-lo cirurgicamente.
Quais as variações de posição do apêndice e como cada uma altera a apresentação clínica da apendicite?
Cite três sinais clínicos específicos da apendicite aguda e explique a base anatômica de um deles.
Não confunda
FMA14966
O divertículo de Meckel origina-se do íleo distal (resquício do ducto vitelino), a cerca de 60 cm da válvula ileocecal, enquanto o apêndice origina-se do ceco posteromedial, 1-2 cm abaixo da junção ileocecal.
FMA11338
A junção ileocecal é o ponto onde o íleo desemboca no ceco (válvula ileocecal), enquanto o apêndice origina-se da parede do ceco 1-2 cm abaixo desta junção.
FMA14545
O ceco é a porção inicial dilatada do intestino grosso (abaixo da junção ileocecal), enquanto o colo ascendente é a continuação superior do ceco; o apêndice origina-se especificamente da parede posteromedial do ceco, não do colo ascendente.
BodyParts3D, CC BY 4.0
The appendix, a thin cylindrical structure measuring approximately 6 to 10 cm, is attached to the cecum at its posteromedial wall, about 1 to 2 cm below the ileocecal junction.
Omole AE, Mandiga P, Kahai P, Lobo S. Anatomy, Abdomen and Pelvis: Large Intestine. [Updated 2025 Apr 6]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.