Atlas anatômico
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Terceira vértebra lombar (L3)
Third lumbar vertebra · FMA13074
Também chamada de: L3 · Vértebra L3
Em 30 segundos
Alta relevânciaL3 é a vértebra lombar central, situada um nível ACIMA do par L4-L5 que concentra a maioria das hérnias discais lombares. Como todas as lombares, seu corpo vertebral é robusto e aumenta de tamanho no sentido caudal para suportar cargas compressivas crescentes. É referência anatômica importante: o cone medular termina geralmente em L1-L2, e a punção lombar é feita abaixo de L3 (L3-L4 ou L4-L5) para evitar lesão medular.
Função
Sustentação de carga axial e distribuição de forças compressivas da coluna vertebral; proteção da cauda equina (que já substituiu o cone medular neste nível); ponto de ancoragem para músculos paravertebrais e ligamentos espinhais.
Onde fica e relações
Terceira vértebra da coluna lombar, situada entre L2 (superiormente) e L4 (inferiormente). O processo espinhoso de L3 projeta-se aproximadamente no nível da crista ilíaca (linha de Tuffier), embora haja variação individual. Anteriormente relaciona-se com a aorta abdominal e veia cava inferior; posteriormente com músculos eretores da espinha.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos das artérias lombares (originadas da aorta abdominal), que emitem ramos espinhais para o corpo vertebral e arco neural.
- Drenagem
- Veias lombares, tributárias da veia cava inferior e do sistema venoso vertebral (plexo venoso vertebral interno e externo).
- Inervação
- Ramos posteriores (dorsais) dos nervos espinhais L2, L3 e L4 inervam as estruturas ósseas, ligamentares e musculares adjacentes.
No exame físico
- Palpação
- O processo espinhoso de L3 pode ser palpado na linha média da região lombar, aproximadamente no nível da linha de Tuffier (que une as cristas ilíacas). Com o paciente em flexão da coluna, os processos espinhosos lombares tornam-se mais proeminentes e palpáveis.
- Referência no exame
- Linha de Tuffier: linha imaginária que une as cristas ilíacas (pontos mais altos dos ossos do quadril, facilmente palpáveis); passa pelo processo espinhoso de L3 ou pelo espaço L3-L4 (variação individual). Usada para localizar o nível adequado para punção lombar (L3-L4 ou L4-L5).
Na clínica
- Punção lombar: realizada nos espaços L3-L4 ou L4-L5 (abaixo do cone medular, que termina em L1-L2) para coleta de líquor ou anestesia raquídea; a linha de Tuffier (que une as cristas ilíacas) passa aproximadamente pelo processo espinhoso de L3 ou L3-L4, servindo de referência.
- Hérnia de disco: embora L3-L4 possa herniar, a maioria das hérnias lombares ocorre em L4-L5 e L5-S1 (níveis abaixo de L3); hérnia L3-L4 comprime raiz L4, causando dor irradiada para coxa anterior e medial, fraqueza de quadríceps e hipoestesia de joelho/perna medial.
- Estenose de canal lombar: estreitamento degenerativo pode comprometer cauda equina em múltiplos níveis, incluindo L3; claudicação neurogênica (dor/parestesia em membros inferiores ao caminhar, aliviada com flexão da coluna).
- Fratura por compressão: osteoporose ou trauma de alta energia; L3 pode fraturar isoladamente ou em conjunto com outras lombares; risco de lesão de cauda equina se fragmentos invadirem canal (raro em fraturas por compressão simples, mais comum em fraturas-luxações).
- Espondilólise e espondilolistese: defeito no pars interarticularis (mais comum em L5, mas pode ocorrer em L3); espondilolistese = deslizamento anterior de uma vértebra sobre a inferior.
Cai na prova
- Linha de Tuffier como referência para punção lombar: passa pelo processo espinhoso de L3 ou espaço L3-L4 (variação individual); punção feita em L3-L4 ou L4-L5 para evitar cone medular.
- Cone medular termina em L1-L2 (adulto); abaixo disso (incluindo L3) só há cauda equina — por isso punção lombar é segura nesses níveis.
- Hérnia de disco L3-L4 comprime raiz L4: dor em coxa anterior/medial, fraqueza de quadríceps (extensão de joelho), reflexo patelar diminuído, hipoestesia em face medial da perna.
- Corpo vertebral de L3 é maior que L2 e menor que L4: aumento progressivo de tamanho no sentido caudal reflete aumento de carga compressiva.
- Fraturas de L3 em trauma de alta energia: investigar lesão de cauda equina (síndrome da cauda equina = dor lombar, déficit motor/sensitivo bilateral em membros inferiores, disfunção vesical/intestinal, anestesia em sela).
Teste seu entendimento
Qual a importância clínica da linha de Tuffier em relação a L3?
Qual estrutura neural ocupa o canal vertebral no nível de L3 e por quê?
Quais os achados clínicos de uma hérnia de disco L3-L4 que comprime a raiz L4?
Por que o corpo vertebral de L3 é maior que o de L2?
Qual a diferença entre síndrome de cone medular e síndrome da cauda equina em relação ao nível de L3?
Não confunda
FMA13075
L4 está um nível abaixo de L3 e participa do espaço L4-L5, o mais comum para hérnia de disco lombar; L3 está um nível acima desse par crítico.
FMA13073
L2 está um nível acima de L3 e é o nível aproximado do término do cone medular (L1-L2); L3 já está totalmente no território da cauda equina.
Primeira vértebra lombar
L1 é a primeira vértebra lombar (logo abaixo de T12) e marca o nível aproximado do término do cone medular junto com L2; L3 é a vértebra central da coluna lombar.
BodyParts3D, CC BY 4.0
Lumbar vertebral bodies are the primary load-bearing structures and enlarge caudally in response to increasing compressive demands.
Waxenbaum JA, Reddy V, Williams C, et al. Anatomy, Back, Lumbar Vertebrae. [Updated 2026 Jan 31]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.