Atlas anatômico
2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.
Décima costela esquerda
Left tenth rib · FMA8472
Também chamada de: 10ª costela · X costela
Em 30 segundos
Costela flutuante (não se articula com o esterno), articula-se com T10 posteriormente. Marca a transição toracoabdominal; sua extremidade anterior livre termina na musculatura da parede abdominal. Importante referência para punção pleural e acesso cirúrgico.
Função
Proteção de órgãos abdominais superiores (baço, rim, fígado conforme o lado); inserção muscular da parede torácica e abdominal; expansão da caixa torácica na inspiração.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria intercostal posterior (ramo da aorta torácica descendente) no espaço intercostal entre a 9ª e a 10ª costela; artéria subcostal inferiormente.
- Drenagem
- Veias intercostais posteriores que drenam para o sistema ázigo (lado direito) ou hemiázigo (lado esquerdo); veia subcostal.
- Inervação
- Nervo intercostal (ramo ventral de T10) no espaço intercostal correspondente; nervo subcostal (T12) inferiormente.
No exame físico
- Palpação
- Palpável na parede torácica lateral e posterior, abaixo da 9ª costela; sua extremidade anterior pode ser palpada na transição toracoabdominal, mas é menos proeminente que as costelas superiores.
- Referência no exame
- Referência para delimitar o limite inferior da caixa torácica; ponto de referência para toracocentese (7º ou 8º espaço intercostal na linha axilar média, contando de cima para baixo).
Na clínica
- Fratura: comum em trauma torácico contuso; risco de lesão esplênica (lado direito) ou hepática (lado esquerdo) por proximidade.
- Ponto de referência para toracocentese: punção pleural realizada no 7º ou 8º espaço intercostal na linha axilar média evita lesão do feixe neurovascular (que corre no sulco costal inferior de cada costela).
- Costela flutuante: mobilidade aumentada facilita fraturas por trauma direto; dor referida no dermátomo T10 (região periumbilical) em lesões do nervo intercostal.
- Síndrome da costela deslizante: hipermobilidade da extremidade anterior livre pode causar dor torácica baixa crônica.
Cai na prova
- Classificação das costelas: 1ª a 7ª verdadeiras (articulam com esterno via cartilagem própria), 8ª a 10ª falsas (cartilagem se funde à 7ª), 11ª e 12ª flutuantes (sem conexão esternal).
- Relação neurovascular: feixe neurovascular (veia, artéria, nervo de superior para inferior) corre no sulco costal da face interna de cada costela; punções devem ser feitas na borda SUPERIOR da costela inferior para evitar lesão.
- Dermátomo T10: inerva a região periumbilical; dor referida nesta área pode indicar lesão do nervo intercostal correspondente.
- Fratura de costelas baixas (9ª a 12ª): sempre investigar lesão de órgãos abdominais sólidos (baço, fígado, rim) por proximidade.
- Ponto de McBurney: localizado entre umbigo e espinha ilíaca anterossuperior; a 10ª costela serve como referência superior para delimitar o abdome.
Teste seu entendimento
Classifique a 10ª costela quanto à sua conexão com o esterno e justifique.
Descreva a posição do feixe neurovascular intercostal em relação à costela e a implicação clínica para procedimentos invasivos.
Qual dermátomo corresponde ao nervo intercostal da 10ª costela e qual a relevância clínica desta informação?
Com quais vértebras a 10ª costela se articula posteriormente?
Não confunda
FMA8532
A 11ª costela é ainda mais curta, não se articula com o processo transverso da vértebra acima (articula-se apenas com T11), e sua extremidade anterior é mais livre e móvel.
FMA8391
A 9ª costela é costela falsa (cartilagem se funde à 7ª), mas ainda tem conexão indireta com o esterno, enquanto a 10ª costela tem extremidade anterior completamente livre na musculatura abdominal.
BodyParts3D, CC BY 4.0