Atlas anatômico

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Rafe faríngea

Pharyngeal raphe · FMA55077

Também chamada de: Rafe da faringe · Rafe mediana da faringe

Em 30 segundos

Linha fibrosa mediana na parede posterior da faringe, formada pela fusão das fibras dos músculos constritores faríngeos (superior, médio e inferior) dos lados direito e esquerdo. Estende-se do tubérculo faríngeo do osso occipital superiormente até a transição faringoesofágica inferiormente. Serve como ponto de inserção posterior para os músculos constritores da faringe, essencial para a deglutição.

Função

Ponto de ancoragem mediano para a inserção dos músculos constritores faríngeos bilateralmente, permitindo a contração coordenada desses músculos durante a deglutição e impedindo o colapso da parede posterior da faringe.

Onde fica e relações

Linha mediana da parede posterior da faringe, estendendo-se do tubérculo faríngeo do osso occipital (superiormente) até o início do esôfago (inferiormente).

  • Vizinhamúsculos pré-vertebrais anteriormente
  • Vizinhamucosa faríngea anteriormente
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos faríngeos da artéria faríngea ascendente e artéria tireóidea superior.
Drenagem
Plexo venoso faríngeo.
Inervação
Plexo faríngeo (nervos glossofaríngeo e vago).
Na clínica
  • Abscesso retrofaríngeo: coleção purulenta no espaço entre a rafe faríngea e a fáscia pré-vertebral, mais comum em crianças; pode comprometer via aérea.
  • Divertículo de Zenker: herniação da mucosa faríngea através do triângulo de Killian (área de fraqueza entre as fibras do constritor inferior), relacionado à disfunção da coordenação entre constritores e cricofaríngeo.
  • Disfagia orofaríngea: lesões dos nervos glossofaríngeo ou vago comprometem a função dos constritores que se inserem na rafe, prejudicando a propulsão do bolo alimentar.
  • Trauma penetrante cervical posterior: lesões da rafe podem levar a perfuração faríngea com mediastinite subsequente.
Cai na prova
  • Inserção dos três constritores faríngeos na rafe mediana (pegadinha: confundir com inserções anteriores variadas de cada constritor).
  • Relação anatômica com o espaço retrofaríngeo e sua importância em infecções cervicais profundas.
  • Diferença entre rafe faríngea (linha mediana posterior) e rafe pterigomandibular (linha lateral entre bucinador e constritor superior).
  • Triângulo de Killian como área de fraqueza relacionada à rafe e ao divertículo de Zenker.
  • Inervação pelo plexo faríngeo (IX e X pares) e correlação com disfagia em lesões de nervos cranianos.
Teste seu entendimento
  • Quais músculos se inserem na rafe faríngea?

  • Qual a extensão da rafe faríngea e seus pontos de fixação?

  • Qual a relação anatômica da rafe faríngea com o espaço retrofaríngeo?

  • Qual a importância clínica da rafe faríngea na formação do divertículo de Zenker?

  • Qual a inervação dos músculos que se inserem na rafe faríngea?

Não confunda

  • FMA55620

    A rafe pterigomandibular é lateral (entre bucinador e constritor superior), enquanto a rafe faríngea é mediana e posterior na faringe.

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  • FMA11336

    A linha alba é a rafe mediana da parede abdominal anterior (entre os músculos retos abdominais), enquanto a rafe faríngea é a linha mediana posterior da faringe.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0