Atlas anatômico
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Osso temporal direito
Right temporal bone · FMA52738
Também chamada de: Temporal
Em 30 segundos
Alta relevânciaOsso par da base e lateral do crânio que aloja o aparelho auditivo e vestibular, articula-se com a mandíbula e contém o canal carotídeo. Forma a fossa média do crânio e parte da fossa posterior. Dividido em partes petrosa, escamosa, timpânica e processo mastoide.
Função
Protege estruturas do ouvido interno e médio, forma a articulação temporomandibular, dá passagem à artéria carótida interna e nervo facial, e fornece inserção para músculos da mastigação e do pescoço.
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos da artéria carótida externa (artéria temporal superficial, artéria auricular posterior) e artéria meníngea média.
- Drenagem
- Veias temporais superficiais e profundas, seio sigmóide na face posterior da parte petrosa.
- Inervação
- Ramos do nervo trigêmeo (V2 e V3) e nervos cervicais superiores para o periósteo e músculos adjacentes.
No exame físico
- Palpação
- Processo mastoide palpável atrás do pavilhão auricular, ponto de inserção do esternocleidomastóideo.
- Referência no exame
- Processo mastoide: referência para punção lombar (linha imaginária de Tuffier), acesso cirúrgico à mastoide e ponto de Erb para bloqueio do plexo cervical superficial. Equimose sobre o mastoide (sinal de Battle) indica fratura de base.
Na clínica
- Fratura da base do crânio com acometimento do temporal: sinal de Battle (equimose retroauricular), otorragia, paralisia facial periférica por lesão do nervo facial no canal facial.
- Otite média crônica pode erodir o tegmen tympani (teto da cavidade timpânica) causando abscesso epidural ou meningite.
- Fratura longitudinal do temporal (mais comum, 70-90%): paralisa nervo facial em 10-20% dos casos, causa perda auditiva condutiva.
- Fratura transversa do temporal (menos comum, mais grave): paralisia facial em 30-50%, perda auditiva neurossensorial, vertigem por lesão do labirinto.
- Processo mastoide: ponto de inserção do esternocleidomastóideo; mastoidite pode complicar com trombose do seio sigmóide.
Cai na prova
- Diferença entre fratura longitudinal (mais comum, paralisia facial menos frequente, perda condutiva) e transversa (mais grave, paralisia facial mais frequente, perda neurossensorial).
- Sinal de Battle indica fratura da base do crânio envolvendo o temporal.
- Canal carotídeo na parte petrosa dá passagem à artéria carótida interna — lesão causa hemorragia maciça.
- Processo mastoide: inserção do esternocleidomastóideo e ponto de referência para acesso cirúrgico.
- Parte petrosa contém o labirinto ósseo (cóclea e canais semicirculares) — fratura causa vertigem e perda auditiva.
- Fossa mandibular articula-se com o côndilo da mandíbula formando a ATM.
- Nervo facial atravessa o canal facial (aqueduto de Falópio) na parte petrosa — vulnerável em fraturas e cirurgias do ouvido médio.
Teste seu entendimento
Quais são as quatro partes do osso temporal?
Qual a diferença clínica entre fratura longitudinal e transversa do temporal?
Qual estrutura vascular atravessa o canal carotídeo do temporal?
Qual nervo craniano atravessa o canal facial no temporal e qual a consequência de sua lesão?
Qual o significado do sinal de Battle?
Não confunda
FMA52736
O esfenóide forma a fossa média anteriormente e contém a sela túrcica; o temporal forma a lateral da fossa média e contém o aparelho auditivo.
FMA52735
O occipital forma a fossa posterior e contém o forame magno; o temporal articula-se com ele póstero-lateralmente e contribui para a fossa posterior apenas com a face posterior da parte petrosa.
BodyParts3D, CC BY 4.0