Atlas anatômico

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Osso esfenoide

Sphenoid bone · FMA52736

Também chamada de: Esfenóide

Em 30 segundos

Alta relevância

Osso ímpar e mediano da base do crânio, em forma de morcego ou borboleta, situado na fossa craniana média. Articula-se com todos os outros ossos do crânio e forma paredes da órbita, fossa nasal e fossa pterigopalatina. Contém a sela túrcica (que aloja a hipófise) e diversos forames por onde passam nervos cranianos e vasos importantes.

Função

Forma a base central do crânio, articula-se com todos os ossos cranianos, aloja a hipófise na sela túrcica, e fornece passagem para estruturas neurovasculares através de seus forames (óptico, redondo, oval, espinhoso, lacerado).

Onde fica e relações

Base do crânio, fossa craniana média, anterior ao osso occipital e posterior ao etmoide. Corpo central com asas menores (superiores) e maiores (laterais), e processos pterigoides (inferiores).

Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria carótida interna, artéria maxilar (ramo da carótida externa) e artéria meníngea média.
Drenagem
Seios cavernosos (laterais à sela túrcica), seio esfenoparietal e plexo venoso pterigóideo.
Inervação
Ramos do nervo trigêmeo (V1, V2, V3) e nervos petrosos.
No exame físico
Palpação
Não é diretamente palpável por estar profundamente localizado na base do crânio, entre os ossos frontal, temporal e occipital. Suas asas maiores podem ser palpadas intraoralmente na fossa infratemporal, mas isso não é parte do exame físico de rotina.
Referência no exame
Suas asas maiores formam parte da parede lateral da órbita e podem ser identificadas no exame oftalmológico. O processo pterigóide serve como referência anatômica para bloqueios anestésicos do nervo maxilar e mandibular. A sela túrcica (parte central) é referência radiológica importante para localização da hipófise.
Na clínica
  • Fraturas da base do crânio podem envolver o esfenoide, causando rinorreia liquórica, lesão de nervos cranianos (II, III, IV, V1, V2, VI) e equimose periorbitária.
  • Adenomas hipofisários expandem a sela túrcica, causando erosão do dorso da sela e compressão do quiasma óptico (hemianopsia bitemporal).
  • Sinusite esfenoidal pode complicar com trombose do seio cavernoso, meningite ou lesão de nervos que passam pelo seio cavernoso (III, IV, V1, VI).
  • Acesso transesfenoidal (cirurgia endoscópica nasal) é via preferencial para ressecção de tumores hipofisários.
  • Mucocele do seio esfenoidal pode erodir o canal óptico e causar perda visual progressiva.
  • Fratura do canal óptico (asa menor) causa cegueira monocular traumática imediata.
Cai na prova
  • Limites e conteúdo da sela túrcica (fossa hipofisária no corpo do esfenoide).
  • Forames do esfenoide e estruturas que passam: canal óptico (nervo óptico e artéria oftálmica), fissura orbital superior (III, IV, V1, VI), forame redondo (V2), forame oval (V3 e artéria meníngea acessória), forame espinhoso (artéria meníngea média e ramo meníngeo de V3).
  • Relação do seio cavernoso com a face lateral do corpo do esfenoide.
  • Asa maior forma parte da parede lateral da órbita, fossa temporal e fossa craniana média.
  • Asa menor forma margem posterior do canal óptico e parte anterior da fossa craniana média.
  • Processos pterigoides (lâminas medial e lateral) dão inserção a músculos da mastigação e palato.
  • Sinusite esfenoidal e complicações (trombose de seio cavernoso, meningite).
  • Pegadinha: confundir qual forame passa qual ramo do trigêmeo (V1 na fissura orbital superior, V2 no redondo, V3 no oval).
  • Pegadinha: esquecer que a artéria oftálmica passa pelo canal óptico junto com o nervo óptico.
  • Acesso cirúrgico transesfenoidal para hipófise.
Teste seu entendimento
  • Quais estruturas passam pelo canal óptico?

  • Cite três forames do esfenoide e uma estrutura que passa por cada um.

  • Qual a relação anatômica entre o esfenoide e a hipófise?

  • Por que a sinusite esfenoidal pode causar trombose do seio cavernoso?

  • Qual a via de acesso cirúrgico transesfenoidal e por que é utilizada?

Não confunda

  • FMA52740

    O etmoide é anterior ao esfenoide, forma teto da cavidade nasal e lâmina cribriforme (não tem sela túrcica nem forames para V2/V3).

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  • FMA52735

    O occipital é posterior ao esfenoide, forma a fossa craniana posterior e contém o forame magno (não tem sela túrcica nem asas).

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  • FMA52739

    O temporal é lateral ao esfenoide, contém o ouvido interno e forame estilomastóideo (não tem sela túrcica nem fissura orbital superior).

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0