Atlas anatômico
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Músculo reto superior esquerdo
Left superior rectus · FMA49045
Também chamada de: Reto superior do olho · Reto superior ocular
Em 30 segundos
Alta relevânciaMúsculo extraocular que se origina do anel tendíneo comum e se insere na esclera superior do bulbo do olho. Principal elevador do olho e responsável por intorção e adução secundárias. Inervado pelo ramo superior do nervo oculomotor (NC III).
Função
Elevação primária do olho; intorção e adução secundárias quando o olho está em abdução
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramo muscular da artéria oftálmica
- Drenagem
- Veias oftálmicas superior e inferior
- Inervação
- Ramo superior do nervo oculomotor (NC III)
Origem, inserção e ação
- Origem
- Anel tendíneo comum (anulus de Zinn) no ápice da órbita
- Inserção
- Esclera superior do bulbo do olho, aproximadamente 7,7 mm posterior ao limbo corneoescleral
- Ação
- Elevação primária do olho; intorção secundária (quando o olho está em abdução); adução secundária (quando o olho está em elevação)
- Inervação
- Ramo superior do nervo oculomotor (NC III)
No exame físico
- Palpação
- Não palpável diretamente por ser músculo intraorbitário profundo, protegido pela órbita óssea e tecidos periorbitários.
- Referência no exame
- Testado pela motilidade ocular extrínseca: solicita-se ao paciente olhar para cima (elevação do globo ocular) mantendo a cabeça fixa. A função é melhor avaliada com o olho em abdução (olhando lateralmente), pois nesta posição o músculo age quase puramente como elevador. Déficit causa diplopia vertical e limitação da elevação ocular. Inervado pelo nervo oculomotor (III par craniano) - ramo superior.
Na clínica
- Lesão do NC III causa ptose (por paralisia do levantador da pálpebra), desvio do olho para baixo e para fora (ação não-oposta do reto lateral e oblíquo superior), midríase e perda de acomodação
- Paralisia isolada do reto superior: diplopia vertical que piora ao olhar para cima e para o lado contralateral à lesão; paciente inclina a cabeça para trás para compensar
- Miosite orbitária e doença de Graves podem acometer o reto superior, causando restrição de movimento e diplopia
- Fratura de assoalho orbitário pode causar encarceramento do reto inferior, simulando paralisia do reto superior contralateral (teste de ducção forçada diferencia)
Cai na prova
- Ação primária (elevação) vs. ações secundárias (intorção e adução) — a banca pergunta qual ação predomina em diferentes posições do olho
- Inervação pelo ramo SUPERIOR do NC III (o ramo inferior inerva reto inferior, reto medial, oblíquo inferior e músculo ciliar)
- Diferença entre paralisia de reto superior (olho desvia para baixo) e paralisia de oblíquo superior (olho desvia para cima e extorção)
- Teste de ducção forçada para diferenciar paralisia muscular de restrição mecânica (encarceramento, fibrose)
- Diplopia vertical que piora ao olhar para cima sugere lesão de reto superior ou oblíquo inferior contralateral
Teste seu entendimento
Qual é a ação primária do reto superior e quais são suas ações secundárias?
Qual ramo do nervo oculomotor inerva o reto superior?
Como diferenciar clinicamente paralisia de reto superior de paralisia de oblíquo inferior contralateral?
Onde o reto superior se insere no bulbo do olho?
Qual a apresentação clínica típica de uma lesão completa do nervo oculomotor?
Não confunda
FMA49047
Reto inferior abaixa o olho (ação oposta) e é inervado pelo ramo inferior do NC III; insere-se inferiormente na esclera
FMA49053
Oblíquo superior abaixa o olho quando em adução (ação oposta à elevação do reto superior, que é máxima em abdução), faz intorção primária (não secundária) e é inervado pelo NC IV
FMA49049
Levantador da pálpebra eleva a pálpebra (não o bulbo do olho), está acima do reto superior e também é inervado pelo ramo superior do NC III
BodyParts3D, CC BY 4.0