Atlas anatômico
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Levantador da pálpebra superior esquerdo
Left levator palpebrae superioris · FMA49049
Também chamada de: Elevador da pálpebra superior
Em 30 segundos
Alta relevânciaMúsculo extraocular que eleva a pálpebra superior, mantendo a fenda palpebral aberta. Inervado pelo nervo oculomotor (III par craniano), sua lesão causa ptose palpebral. Cai muito em prova: síndrome de Claude Bernard-Horner, lesão do III par, miastenia gravis.
Função
Elevação da pálpebra superior, mantendo a abertura da fenda palpebral
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artéria oftálmica e seus ramos
- Drenagem
- Veia oftálmica superior
- Inervação
- Ramo superior do nervo oculomotor (III par craniano)
Origem, inserção e ação
- Origem
- Asa menor do esfenoide, acima e anteriormente ao canal óptico, junto ao anel tendíneo comum
- Inserção
- Tarso superior e pele da pálpebra superior
- Ação
- Elevação da pálpebra superior, abertura da fenda palpebral
- Inervação
- Ramo superior do nervo oculomotor (III par craniano, NC III)
No exame físico
- Palpação
- Não é diretamente palpável por ser profundo à pele palpebral, mas sua função é avaliada observando-se a elevação da pálpebra superior durante a abertura ocular voluntária e a posição da margem palpebral superior em relação à córnea.
- Referência no exame
- Avalia-se a função deste músculo medindo a distância margem-reflexo (MRD1) - normalmente 4-5mm entre a margem palpebral superior e o reflexo corneano central com o olhar em posição primária. Ptose palpebral (queda da pálpebra) indica disfunção. Testa-se pedindo ao paciente para olhar para cima mantendo a cabeça fixa, observando a amplitude de elevação palpebral. Na síndrome de Horner (lesão simpática), há ptose leve (1-2mm) por comprometimento do músculo de Müller associado.
Na clínica
- Ptose palpebral por lesão do III par craniano (completa, com midríase e oftalmoplegia)
- Síndrome de Claude Bernard-Horner: ptose parcial por denervação simpática do músculo de Müller (fibras lisas associadas), com miose e anidrose
- Miastenia gravis: ptose flutuante, piora ao longo do dia, melhora com anticolinesterásicos
- Aneurisma de artéria comunicante posterior comprimindo III par: ptose + midríase (fibras parassimpáticas periféricas no nervo)
- Oftalmoplegia externa progressiva: ptose bilateral simétrica de evolução lenta
Cai na prova
- Diferença entre ptose por lesão do III par (completa, com midríase) e por Horner (parcial, com miose)
- Teste de elevação da pálpebra: pedir ao paciente para olhar para cima e observar se a pálpebra acompanha
- Miastenia gravis: ptose que piora com fadiga, teste do gelo melhora temporariamente
- Lesão nuclear do III par (mesencéfalo) causa ptose bilateral (núcleo central único para ambos os levantadores)
- Fibras simpáticas do músculo de Müller (músculo tarsal superior) complementam a elevação palpebral
Teste seu entendimento
Qual a diferença entre a ptose por lesão do III par e a ptose da síndrome de Horner?
Por que lesão nuclear do III par no mesencéfalo causa ptose bilateral?
Como testar clinicamente a função do levantador da pálpebra superior?
Qual a apresentação clássica de miastenia gravis envolvendo o levantador da pálpebra?
Quais estruturas o levantador da pálpebra cruza ou com quais se relaciona intimamente em seu trajeto?
Não confunda
FMA49045
O reto superior eleva o globo ocular (olhar para cima), enquanto o levantador da pálpebra eleva a pálpebra; ambos são inervados pelo ramo superior do oculomotor, mas têm funções distintas.
BodyParts3D, CC BY 4.0