Atlas anatômico
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Veia esplênica
Splenic vein · FMA14331
Também chamada de: Veia lienal
Em 30 segundos
Alta relevânciaA veia esplênica drena o baço, parte do pâncreas e o estômago, correndo posteriormente ao pâncreas da esquerda para a direita. Une-se à veia mesentérica superior para formar a veia porta hepática. É tributária chave do sistema porta e pode estar envolvida em hipertensão portal e trombose.
Função
Drena sangue venoso do baço, corpo e cauda do pâncreas, parte do estômago e omento maior, conduzindo-o ao sistema porta hepático
Onde fica e relações
Na clínica
- Trombose da veia esplênica: pode ocorrer em pancreatite crônica (inflamação local), trauma pancreático ou neoplasia pancreática; leva a hipertensão portal segmentar (esquerda) com varizes gástricas isoladas e esplenomegalia, sem varizes esofágicas
- Hipertensão portal: a veia esplênica dilata-se e pode desenvolver colaterais (varizes gástricas curtas); esplenomegalia congestiva e hiperesplenismo são comuns
- Pancreatectomia distal com esplenectomia: a veia esplênica é ligada junto ao baço; risco de trombose portal pós-operatória se houver lesão da veia mesentérica superior ou porta
- Varizes gástricas isoladas (fundo gástrico): sinal clássico de trombose isolada da veia esplênica, sem cirrose hepática; sangramento digestivo alto pode ocorrer
- Acesso cirúrgico: a veia esplênica é referência anatômica na pancreatectomia e esplenectomia; lesão inadvertida causa sangramento volumoso
Cai na prova
- Trombose da veia esplênica em pancreatite crônica causa hipertensão portal SEGMENTAR (esquerda) com varizes gástricas isoladas, sem varizes esofágicas — pegadinha: não confundir com cirrose (que causa hipertensão portal difusa)
- A veia esplênica une-se à veia mesentérica superior POSTERIOR ao colo do pâncreas para formar a veia porta — localização exata da confluência é cobrada
- Varizes de fundo gástrico isoladas (sem varizes esofágicas) sugerem trombose da veia esplênica, não cirrose — diferencial clássico de sangramento digestivo alto
- A veia esplênica corre POSTERIOR ao pâncreas (corpo e cauda), enquanto a artéria esplênica corre SUPERIOR (mais tortuosa) — relação anatômica frequente em questões de imagem
- Esplenomegalia + varizes gástricas + função hepática normal = pensar em trombose de veia esplênica (hipertensão portal esquerda)
Teste seu entendimento
Onde a veia esplênica se une à veia mesentérica superior e o que forma?
Qual a relação anatômica da veia esplênica com o pâncreas?
O que caracteriza a hipertensão portal segmentar por trombose da veia esplênica?
Quais são as principais causas de trombose da veia esplênica?
Quais territórios a veia esplênica drena?
Não confunda
FMA14332
A veia mesentérica superior drena intestino delgado e cólon direito, corre à direita da linha média e une-se à veia esplênica (não drena baço nem pâncreas esquerdo)
FMA50735
A veia porta hepática é formada PELA união da veia esplênica com a mesentérica superior (posterior ao colo do pâncreas), não é tributária da esplênica
FMA15399
A veia gástrica esquerda drena pequena curvatura do estômago e desemboca na veia porta (ou esplênica), mas não drena baço nem pâncreas; é menor e mais cranial
BodyParts3D, CC BY 4.0