All summaries

Metabolismo de aminoácidos e ciclo da ureia

In 30 seconds

O grupo amino de um aminoácido sai por transaminação e por desaminação oxidativa, e o nitrogênio é conduzido, como glutamina e alanina, até o carbamoil-fosfato e a ureia, enquanto o esqueleto de carbono segue para o ciclo de Krebs ou para a gliconeogênese.

Scope and method of this summary

O grupo amino de um aminoácido sai por transaminação e por desaminação oxidativa, e o nitrogênio é conduzido, como glutamina e alanina, até o carbamoil-fosfato e a ureia, enquanto o esqueleto de carbono segue para o ciclo de Krebs ou para a gliconeogênese. O ciclo da ureia atravessa a mitocôndria e o citosol e se liga ao ciclo de Krebs pelo fumarato e pelo aspartato. A unidade termina no que se vê quando uma enzima do ciclo falha: a hiperamonemia e o padrão bioquímico que localiza o defeito.

Checked by a blind audit with planted defects to measure the auditor.Updated 27/10/2026 · 7 cited sources

Educational material written with AI support and checked by automated review, without a named medical reviewer. It does not replace the textbook or clinical guidance.

Essential

  1. Na degradação da maioria dos aminoácidos, a retirada do grupo α-amino é a primeira etapa e ocorre por duas vias enzimáticas principais: transaminação e desaminação oxidativa.
  2. Na transaminação, uma aminotransferase transfere o grupo α-amino do aminoácido a um α-cetoácido aceptor, como o α-cetoglutarato: o aminoácido vira outro α-cetoácido e o aceptor vira um aminoácido, como o glutamato. A coenzima de todas as aminotransferases é o fosfato de piridoxal (vitamina B6).
  3. A transaminação é reversível: com aminoácidos em concentração alta, eles são degradados; com concentração baixa, podem ser formados a partir de outros aminoácidos e α-cetoácidos.
  4. O glutamato formado segue para a desaminação oxidativa: a glutamato desidrogenase, encontrada sobretudo no fígado e no rim, dentro da mitocôndria, remove o grupo amino, e a hidrólise do intermediário forma amônio (NH4+) e regenera o α-cetoglutarato.
  5. O nitrogênio α-amino removido é, no fim, excretado na urina como ureia, o que evita a toxicidade de uma grande quantidade de amônio circulante: o grupo amino entra no ciclo da ureia.
  6. O esqueleto de carbono do α-cetoácido segue para o ciclo de Krebs, para a obtenção de energia (ATP), e parte dele serve de substrato para a gliconeogênese.

Carbamoil-fosfato sintetase 1 (CPS1) e o seu ativador N-acetilglutamato (NAG).

Mitocôndria.

  1. Na mitocôndria, a CPS1 forma carbamoil-fosfato (CP) a partir de NH4+ e bicarbonato, com gasto de ATP; o NAG ativa a enzima.
  2. Ainda na mitocôndria, a ornitina transcarbamilase (OTC) catalisa a formação de citrulina a partir do CP e da ornitina.
  3. A citrulina é exportada da mitocôndria para o citosol, onde é processada pela ASS1 e pela ASL para produzir arginina.
  4. No citosol, a argininosuccinato sintase (ASS1) condensa a citrulina com o aspartato e gera argininosuccinato.
  5. A argininosuccinato liase (ASL) quebra o argininosuccinato em arginina e fumarato; o fumarato pode voltar à matriz mitocondrial e sustentar a anaplerose do ciclo de Krebs.
  6. A arginina citosólica é hidrolisada pela arginase 1 (ARG1) de volta a ornitina, e a ureia é liberada.
  1. A amônia do metabolismo dos aminoácidos é tóxica e não pode simplesmente ser transportada no sangue: ela é transformada, entre outras formas, em glutamina, composto não tóxico.
  2. No músculo esquelético, apesar da baixa atividade de glutamina sintetase, a grande massa muscular permite uma conversão significativa de amônia em glutamina.
  3. No músculo, o grupo amino também é transferido ao piruvato pela alanina aminotransferase, formando alanina, um dos principais aminoácidos liberados pelo músculo.
  4. A glutamina também pode seguir pelo sangue até o fígado, onde a glutaminase a converte de volta em glutamato e amônia.
  5. A alanina é captada pelo fígado e convertida em piruvato e, de volta, em glicose; o grupo amino liberado nessa conversão entra no ciclo da ureia.
  6. No fígado, os hepatócitos periportais têm as enzimas do ciclo da ureia e os perivenosos têm glutamina sintetase, que remove a amônia que escapou dos periportais; assim, a amônia do sangue é regulada de perto.

In the clinic

O α-cetoácido da leucina (KIC) leva a acetil-CoA e acetoacetato e é cetogênico, o da valina (KIV) leva a succinil-CoA e é glicogênico, e o da isoleucina (KMV) leva a acetil-CoA e succinil-CoA e é glicogênico e cetogênico.

Open the deeper layer

Going deeper

O glutamato, aminoácido formado na transaminação do α-cetoglutarato

N-acetilglutamato (NAG) → o glutamato é substrato, com o acetil-CoA, na produção do NAG, que ativa a CPS1; Aspartato → o glutamato é substrato anaplerótico do ciclo de Krebs para produzir aspartato; ornitina e aspartato são componentes-chave do ciclo da ureia; Glutamina → nos hepatócitos perivenosos, a glutamina é sintetizada a partir do glutamato pela glutamina sintetase; α-cetoglutarato e NH4+ → produtos da desaminação oxidativa do glutamato pela glutamato desidrogenase

Os distúrbios do ciclo da ureia são erros inatos da desintoxicação do nitrogênio e da síntese de arginina, por defeito nas enzimas do ciclo (CPS1, OTC, ASS, ASL e ARG1) ou, na deficiência de NAGS, pela falta do NAG, o ativador essencial da CPS1. Muitos pacientes apresentam hiperamonemia, e a duração e a gravidade da hiperamonemia se correlacionam fortemente com dano cerebral.

O que se observa, e que localiza o defeito: hiperamonemia com citrulina e arginina plasmáticas baixas é diagnóstica de deficiência de OTC quando o orotato urinário está aumentado, e sugere fortemente deficiência de CPS1 ou de NAGS quando o orotato urinário está baixo. Citrulina plasmática alta sem argininosuccinato sugere deficiência de ASS; argininosuccinato alto indica deficiência de ASL e arginina plasmática alta indica deficiência de ARG1. A deficiência de OTC é a mais prevalente dos distúrbios do ciclo da ureia e, por ser ligada ao X, afeta mais os homens.

Test yourself before moving on

Um aminoácido vai ser degradado. Antes de o esqueleto de carbono seguir adiante, o grupo α-amino precisa sair. Na transaminação, para onde esse grupo vai, o que o aminoácido vira depois de entregá-lo, e que coenzima participa da reação?

The answer stays in Assessment, with no spoiler here.

Answer in Assessment
Sources (7)
  1. Torres N, Tobón-Cornejo S, Velazquez-Villegas LA, et al. Amino Acid Catabolism: An Overlooked Area of Metabolism. Nutrients. 2023;15(15):3378.
    In the catabolism of most amino acids ( Figure 1 B), the removal of the α-amino group constitutes the first stage and occurs via two major enzymatic pathways: transamination and oxidative deamination.
  2. Judge A, Dodd MS. Metabolism. Essays Biochem. 2020;64(4):607-647.
    The first step of amino acid catabolism involves the transfer of an α-amino group from the original amino acid to a carrier molecule, an α-keto acid such as α-ketoglutarate. This transamination step forms another α-keto acid and amino acid such as glutamate.
  3. Fung TS, Ryu KW, Thompson CB. Arginine: at the crossroads of nitrogen metabolism. EMBO J. 2025;44(5):1275-1293.
    Carbamoyl phosphate synthase 1 (CPS1) carries out the ATP-dependent condensation of bicarbonate (HCO 3 - ) and NH 4 + to form carbamoyl phosphate (CP).
  4. Häberle J, Boddaert N, Burlina A, et al. Suggested guidelines for the diagnosis and management of urea cycle disorders. Orphanet J Rare Dis. 2012;7:32.
    associated with lack of the N-acetylglutamate (NAG) essential activator of CPS1
  5. Levitt DG, Levitt MD. A model of blood-ammonia homeostasis based on a quantitative analysis of nitrogen metabolism in the multiple organs involved in the production, catabolism, and excretion of ammonia in humans. Clin Exp Gastroenterol. 2018;11:193-215.
    In perivenous hepatocytes, glutamine is synthesized from glutamate and catalyzed by glutamine synthetase (GLS)
  6. Jindal A, Jagdish RK. Sarcopenia: Ammonia metabolism and hepatic encephalopathy. Clin Mol Hepatol. 2019;25(3):270-279.
    In skeletal muscle, despite low glutamine synthetase activity, the large whole-body skeletal muscle mass makes it possible to cause significant conversion of ammonia to glutamine.
  7. Holeček M. Branched-chain amino acids in health and disease: metabolism, alterations in blood plasma, and as supplements. Nutr Metab (Lond). 2018;15:33.
    KIC, α-ketoisocaproate (ketoleucine); KIV, α-ketoisovalerate (ketovaline); KMV, α-keto-β-methylvalerate (ketoisoleucine)

Where this shows up in practice

2 clinical cases in the library require this topic. See where it decides the management.

After reading, use what you learned

  • Atlas

    See the structures of the topic in 3D and move through the layers.

  • Clinical case

    Apply the content to an on-call decision.

  • Exam

    Read the result that closes the reasoning.

  • Assessment

    Answer the block questions and see where you stand.

  • AI tutor

    Ask about what the text did not settle.

Start free: create an account and try a sample of the 3D Atlas, the clinical case, the exam, the assessment and the AI tutor. No credit card.

Start free