Anatomy atlas

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Fêmur esquerdo

Left femur · FMA24475

Also called: Osso da coxa

In 30 seconds

High relevance

Osso longo mais forte do corpo, que articula proximalmente com o acetábulo (articulação coxofemoral) e distalmente com a tíbia e patela (articulação do joelho). Sua anatomia — especialmente o colo femoral com ângulo de inclinação de ~128° e o suprimento vascular quase terminal pela artéria circunflexa femoral medial — determina os padrões de fratura e o risco de necrose avascular da cabeça femoral.

Function

Sustenta o peso corporal, transmite forças da pelve para a tíbia, serve de alavanca para os músculos da coxa e quadril, e forma as articulações coxofemoral e do joelho.

Where it is and what it relates to

Estende-se da pelve (acetábulo) até o joelho. Cabeça femoral articula-se com o acetábulo; colo femoral liga a cabeça à diáfise num ângulo de ~128°; diáfise cilíndrica com linha áspera posterior; extremidade distal com côndilos medial e lateral que articulam com a tíbia.

Blood supply, drainage and innervation
Blood supply
Artérias circunflexas femorais medial e lateral (ramos da artéria femoral) formam anel anastomótico ao redor do colo femoral, de onde partem ramos que perfundem a cabeça femoral. A artéria circunflexa femoral medial é a fonte principal de suprimento da cabeça no adulto. Diáfise recebe ramos da artéria femoral profunda (perfurantes). Extremidade distal irrigada por ramos geniculares da artéria poplítea.
Drainage
Veias femorais (profunda e superficial), veias glúteas superior e inferior, e veias poplíteas drenam a região.
Innervation
Periósteo inervado por ramos do nervo femoral (anterior), nervo obturatório (medial) e nervo isquiático (posterior).
On physical exam
Palpation
Trocanter maior palpável lateralmente no quadril, cerca de 10 cm abaixo da crista ilíaca; serve de referência para injeções intramusculares no glúteo e para avaliar fraturas do colo femoral (encurtamento e rotação externa deslocam o trocanter superiormente). Côndilos femorais medial e lateral palpáveis no joelho fletido.
Exam reference
Trocanter maior: ponto de referência para medir o comprimento real do membro inferior (da espinha ilíaca ântero-superior ao maléolo medial passando pelo trocanter). Linha de Nelaton: linha imaginária da espinha ilíaca ântero-superior à tuberosidade isquiática; o trocanter maior deve estar sobre ou abaixo dessa linha — se estiver acima, sugere fratura do colo femoral com encurtamento ou luxação posterior do quadril.
In the clinic
  • Fratura do colo femoral (Garden I–IV): deslocamento rompe o suprimento da artéria circunflexa femoral medial → necrose avascular da cabeça femoral em até 30% dos casos deslocados. Comum em idosos com osteoporose após queda da própria altura.
  • Fratura intertrocantérica: linha de fratura entre os trocanteres maior e menor, preserva o suprimento vascular da cabeça (baixo risco de necrose avascular). Tratamento cirúrgico com haste intramedular ou parafuso dinâmico de quadril.
  • Fratura da diáfise femoral: trauma de alta energia (acidentes automobilísticos). Risco de lesão da artéria femoral superficial e nervo isquiático. Pode causar embolia gordurosa.
  • Fratura supracondiliana: comum em idosos com osteoporose ou trauma de alta energia em jovens. Risco de lesão da artéria poplítea (passa posteriormente ao fêmur distal) → isquemia do membro.
  • Ângulo de inclinação anormal: coxa vara (<125°) ou coxa valga (>135°) alteram a biomecânica do quadril e predispõem a osteoartrite precoce.
  • Deslizamento epifisário femoral proximal (SCFE): em adolescentes obesos, a epífise da cabeça femoral desliza posteriormente sobre o colo → dor no quadril/joelho, marcha antálgica, rotação externa do membro.
Shows up in exams
  • Classificação de Garden (I–IV) para fraturas do colo femoral e o risco de necrose avascular em cada tipo (deslocadas = Garden III–IV = alto risco).
  • Suprimento vascular da cabeça femoral: artéria circunflexa femoral medial é a principal fonte no adulto; fratura do colo rompe esse suprimento.
  • Ângulo de inclinação do colo femoral (~128° no adulto): coxa vara vs. coxa valga e suas consequências biomecânicas.
  • Fraturas intertrocantéricas preservam o suprimento vascular da cabeça (baixo risco de necrose avascular) — diferente das fraturas do colo.
  • Fratura supracondiliana do fêmur: risco de lesão da artéria poplítea (passa posteriormente ao fêmur distal) → sempre avaliar pulsos distais.
  • Linha áspera: crista posterior da diáfise femoral, inserção de músculos adutores e vasto lateral/medial — ponto de referência para abordagens cirúrgicas.
  • Deslizamento epifisário femoral proximal (SCFE): adolescente obeso com dor no quadril ou joelho, marcha antálgica, rotação externa do membro → RX mostra epífise deslocada posteriormente.
Test your understanding
  • Qual é o ângulo de inclinação do colo femoral no adulto e quais são as alterações patológicas desse ângulo?

  • Qual é a principal fonte de irrigação da cabeça femoral no adulto e por que fraturas do colo femoral deslocadas têm alto risco de necrose avascular?

  • Por que fraturas intertrocantéricas do fêmur têm baixo risco de necrose avascular da cabeça femoral, ao contrário das fraturas do colo?

  • Qual estrutura vascular está em risco em fraturas supracondilianas do fêmur e como isso se manifesta clinicamente?

  • Descreva a apresentação clínica clássica de uma fratura do colo femoral deslocada.

Don't mix these up

  • FMA24478

    A tíbia é o osso da perna (entre joelho e tornozelo), articula-se proximalmente com o fêmur e distalmente com o tálus; o fêmur é o osso da coxa (entre quadril e joelho), articula-se proximalmente com o acetábulo.

    Open structure
  • FMA16587

    O osso do quadril forma o acetábulo (cavidade articular); o fêmur possui a cabeça femoral (componente esférico) que se articula com o acetábulo — são ossos distintos que formam a articulação coxofemoral.

    Open structure
Ontology

BodyParts3D, CC BY 4.0

Reviewed by AI · sourced

At the proximal end, the pyramid-shaped neck attaches the spherical head at the apex and the cylindrical shaft at the base.

Chang A, Breeland G, Black AC, Hubbard JB. Anatomy, Bony Pelvis and Lower Limb: Femur. [Updated 2023 Nov 17]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.