Atlas anatômico
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Traqueia
Trachea · FMA7394
Também chamada de: Traqueobronquial · Via aérea central
Em 30 segundos
Alta relevânciaConduto cilíndrico fibrocartilaginoso que conduz o ar entre a laringe (nível C6) e a carina (T4-T5), onde se bifurca nos brônquios principais direito e esquerdo. Composta por 16-20 anéis cartilaginosos em forma de C abertos posteriormente, unidos por ligamentos anulares e músculo traqueal. Estrutura crítica em emergências de via aérea e alvo de procedimentos como intubação e traqueostomia.
Função
Condução do ar inspirado e expirado entre laringe e brônquios principais; manutenção de via aérea pérvia por meio dos anéis cartilaginosos; aquecimento, umidificação e filtração do ar; clearance mucociliar de partículas e patógenos
Onde fica e relações
Estende-se da borda inferior da cartilagem cricoide (C6) até a carina (T4-T5). Porção cervical anterior ao esôfago, posterior ao istmo da tireoide e veias tireóideas inferiores. Porção torácica no mediastino superior, anterior ao esôfago e posterior ao arco aórtico e tronco braquiocefálico
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Artérias tireóideas inferiores (ramos do tronco tireocervical) irrigam a porção cervical; artérias brônquicas (ramos da aorta torácica) irrigam a porção torácica
- Drenagem
- Veias tireóideas inferiores drenam para as veias braquiocefálicas; veias brônquicas drenam para o sistema ázigos
- Inervação
- Inervação parassimpática pelo nervo vago (ramos laríngeos recorrentes); inervação simpática pelos gânglios cervicais e torácicos superiores do tronco simpático; fibras aferentes viscerais conduzem reflexo de tosse
No exame físico
- Palpação
- Palpável na linha média do pescoço, especialmente na fúrcula esternal onde se pode avaliar desvio traqueal (pneumotórax hipertensivo, massas mediastinais). Cartilagem cricoide (início da traqueia) palpável em C6
- Referência no exame
- Desvio traqueal avaliado na fúrcula esternal: desvio contralateral em pneumotórax hipertensivo, desvio ipsilateral em atelectasia/fibrose. Ângulo esternal de Louis (T4-T5) marca o nível da carina. Ausculta cervical pode detectar estridor em estenose traqueal
Na clínica
- Intubação orotraqueal: tubo deve ultrapassar as cordas vocais mas ficar acima da carina (distância segura 2-4 cm); intubação seletiva do brônquio principal direito (mais vertical) é complicação comum
- Traqueostomia: realizada entre 2º e 3º anéis traqueais (abaixo do istmo da tireoide) para via aérea definitiva; cricotireoidostomia é procedimento de emergência mais superior
- Corpo estranho: mais comum em brônquio principal direito (mais vertical, mais largo, mais alinhado com traqueia); tosse, estridor e sibilância unilateral
- Estenose traqueal: complicação de intubação prolongada, traqueostomia ou trauma; dispneia progressiva e estridor inspiratório
- Traqueomalácia: colapso da traqueia por fraqueza dos anéis cartilaginosos; tosse em latido, estridor bifásico, infecções respiratórias recorrentes
- Desvio traqueal: sinal de pneumotórax hipertensivo (desvio contralateral), atelectasia/fibrose (desvio ipsilateral), massas mediastinais; palpável na fúrcula esternal
- Fístula traqueoesofágica: congênita (atresia de esôfago) ou adquirida (intubação prolongada, neoplasia); pneumonia aspirativa recorrente
- Compressão extrínseca: bócio mergulhante, aneurisma de aorta, tumores mediastinais; dispneia posicional e estridor
Cai na prova
- Nível vertebral da bifurcação: carina em T4-T5 (ângulo esternal de Louis, 2ª cartilagem costal)
- Diferenças entre brônquios principais: direito mais vertical (25°), mais curto, mais largo → corpo estranho mais comum à direita; esquerdo mais horizontal (45°), mais longo, mais estreito
- Relação com istmo da tireoide: cruza anteriormente os anéis 2-4; traqueostomia feita abaixo (anéis 2-3 ou 3-4)
- Anatomia dos anéis: 16-20 anéis em C abertos posteriormente; parede posterior membranosa com músculo traqueal (contração reduz calibre)
- Desvio traqueal: pneumotórax hipertensivo desvia para lado oposto; atelectasia/fibrose desvia para mesmo lado
- Intubação seletiva: brônquio direito mais comum por ser mais vertical e alinhado; ausculta de MV unilateral à direita
- Inervação: nervo vago (laríngeo recorrente) → lesão causa disfonia; reflexo de tosse mediado por aferentes vagais
- Projeção na superfície: início em C6 (cartilagem cricoide palpável); carina em T4-T5 (ângulo esternal)
Teste seu entendimento
Quais são os limites superior e inferior da traqueia e seus níveis vertebrais?
Por que corpo estranho aspirado impacta mais comumente no brônquio principal direito?
Qual a relação anatômica entre a traqueia e o istmo da tireoide e qual a importância para traqueostomia?
Como interpretar o desvio traqueal no pneumotórax hipertensivo versus atelectasia?
Qual a composição estrutural da parede traqueal e sua importância funcional?
Não confunda
FMA68418
Brônquio principal direito é continuação da traqueia após a carina (T4-T5), mais vertical e curto; traqueia é superior, estende-se de C6 até a bifurcação
FMA7396
Brônquio principal esquerdo é mais horizontal (45°), mais longo e mais estreito que o direito; traqueia é mediana e se bifurca em ambos os brônquios na carina
FMA55130
Epiglote é cartilagem elástica móvel da laringe que fecha o ádito laríngeo na deglutição; traqueia é conduto fibrocartilaginoso inferior à laringe (inicia em C6)
BodyParts3D, CC BY 4.0
terminates at the bifurcation into the primary bronchi at the carina at the level of the 4th to 5th thoracic vertebrae
Derricott H, Jimenez J, La Rose J. Anatomy, Head and Neck, Trachea. [Updated 2026 Jun 8]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-.