Atlas anatômico
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Veia jugular interna direita
Right internal jugular vein · FMA4754
Também chamada de: Jugular interna · VJI
Em 30 segundos
Alta relevânciaPrincipal veia de drenagem da cabeça e pescoço, formada pela continuação do seio sigmoide no forame jugular. Desce no pescoço lateral à artéria carótida comum e interna, dentro da bainha carotídea, até unir-se à veia subclávia e formar a veia braquiocefálica. É via de acesso venoso central preferencial em emergências e UTI.
Função
Drena sangue venoso do encéfalo, face e pescoço para o sistema venoso central
Onde fica e relações
Desce no pescoço dentro da bainha carotídea, lateral à artéria carótida comum e ao nervo vago, profunda ao músculo esternocleidomastóideo. Estende-se do forame jugular até a articulação esternoclavicular, onde se une à veia subclávia.
Irrigação, drenagem e inervação
- Drenagem
- Drena para a veia braquiocefálica ipsilateral, que por sua vez drena para a veia cava superior
No exame físico
- Palpação
- Não é palpável diretamente, mas seu ingurgitamento pode ser visualizado no pescoço lateral ao músculo esternocleidomastóideo
- Referência no exame
- Avaliação da pressão venosa jugular (PVJ): paciente a 45 graus, observa-se pulsação venosa no pescoço; distância vertical do ângulo esternal ao topo da coluna venosa pulsátil estima pressão atrial direita. Ingurgitamento patológico indica hipertensão venosa central (ICC direita, tamponamento, TEP maciço).
Na clínica
- Acesso venoso central: via preferencial para cateter central (guiado por ultrassom para reduzir complicações), especialmente em choque e reanimação
- Trombose de jugular interna: pode ocorrer por cateterismo prolongado, infecção local (síndrome de Lemierre em tromboflebite séptica pós-faringite) ou estados de hipercoagulabilidade
- Lesão iatrogênica: punção acidental da artéria carótida durante tentativa de acesso venoso central (complicação grave); pneumotórax se agulha avançar demais
- Ingurgitamento jugular: sinal de insuficiência cardíaca direita, tamponamento cardíaco ou obstrução de veia cava superior; avaliado com paciente a 45 graus
- Relação com nervo vago: lesão do vago durante dissecção cervical (ex.: endarterectomia carotídea) pode ocorrer por proximidade na bainha carotídea
Cai na prova
- Relação anatômica com artéria carótida comum (medial) e nervo vago (posterior) dentro da bainha carotídea — essencial para acesso venoso seguro
- Tributárias principais: veias facial, lingual, tireóideas superior e média, faríngeas
- Formação da veia braquiocefálica pela união com veia subclávia posterior à articulação esternoclavicular
- Diferença de calibre: jugular interna direita geralmente mais calibrosa que a esquerda (preferência para cateterismo)
- Ingurgitamento jugular como sinal de hipertensão venosa central (ICC direita, tamponamento)
- Síndrome de Lemierre: tromboflebite séptica de jugular interna pós-infecção orofaríngea (Fusobacterium necrophorum)
Teste seu entendimento
Quais são as três estruturas principais dentro da bainha carotídea e suas posições relativas?
Onde se forma a veia jugular interna e onde termina?
Quais são as principais tributárias da veia jugular interna?
Como diferenciar veia jugular interna de artéria carótida comum ao ultrassom durante punção para acesso central?
O que é a síndrome de Lemierre e qual estrutura vascular está envolvida?
Não confunda
Veia subclávia direita
Veia subclávia é mais lateral e inferior, passa posterior à clavícula; jugular interna desce no pescoço e une-se à subclávia para formar a braquiocefálica.
FMA3941
Artéria carótida comum é pulsátil, medial à jugular interna, e tem parede mais espessa ao ultrassom; a jugular é compressível e não pulsátil (exceto em insuficiência tricúspide grave).
FMA4751
Veia braquiocefálica é formada pela união da jugular interna com a subclávia, localiza-se no mediastino superior; a jugular interna está no pescoço.
BodyParts3D, CC BY 4.0