Atlas anatômico

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Músculo coccígeo esquerdo

Left coccygeus · FMA46444

Também chamada de: Coccígeo · Isquiococcígeo

Em 30 segundos

Músculo triangular do assoalho pélvico que forma a porção posterior do diafragma pélvico, estendendo-se da espinha isquiática ao cóccix e sacro inferior. NÃO faz parte do levantador do ânus: é o outro músculo do diafragma pélvico, que ele compõe junto com o levantador, contribuindo para o suporte visceral e tracionando o cóccix anteriormente após a defecação e o parto.

Função

Suporte do assoalho pélvico, auxilia na flexão e estabilização do cóccix, contribui para a continência fecal e suporte das vísceras pélvicas

Onde fica e relações

Porção posterolateral do assoalho pélvico, posterior ao músculo levantador do ânus, formando a parte mais posterior do diafragma pélvico

  • Inervaramos do plexo sacral (S4-S5)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria glútea inferior e artéria pudenda interna
Drenagem
Veias glúteas inferiores e veias pudendas internas
Inervação
Ramos anteriores dos nervos espinais S4 e S5 (plexo sacral)
Origem, inserção e ação
Origem
Espinha isquiática e ligamento sacroespinal
Inserção
Borda lateral do cóccix e segmentos inferiores do sacro (S4-S5)
Ação
Suporte do assoalho pélvico, flexão e estabilização do cóccix, auxilia na continência fecal
Inervação
Ramos anteriores dos nervos espinais S4-S5
No exame físico
Palpação
Não é palpável por via externa devido à sua localização profunda na pelve, posterior ao músculo levantador do ânus. Pode ser palpado por toque retal ou vaginal como uma banda muscular tensa que se estende do cóccix à espinha isquiática, especialmente quando o paciente contrai o assoalho pélvico.
Referência no exame
Serve como referência anatômica no exame ginecológico e proctológico para avaliar o tônus do assoalho pélvico e identificar pontos dolorosos em casos de coccigodinia ou disfunção do assoalho pélvico. A palpação da espinha isquiática, onde o músculo se insere, é um marco importante para bloqueios anestésicos do nervo pudendo.
Na clínica
  • Lesão durante parto pode causar disfunção do assoalho pélvico com incontinência fecal e prolapso de órgãos pélvicos
  • Espasmo do coccígeo é causa de coccigodinia (dor no cóccix) e pode ser tratado com infiltração ou fisioterapia
  • Avaliação em casos de síndrome do elevador do ânus e dor pélvica crônica
  • Fratura ou luxação do cóccix pode comprometer a função muscular e causar dor persistente
Cai na prova
  • Inervação por S4-S5 (diferente do restante do levantador do ânus que recebe também S3)
  • Forma a porção POSTERIOR do diafragma pélvico junto com o levantador do ânus
  • Origem na espinha isquiática (ponto de referência para bloqueio do nervo pudendo)
  • Inserção no cóccix e sacro inferior (S4-S5), não no corpo anococcígeo como o pubococcígeo
  • Menor e mais posterior que o iliococcígeo
Teste seu entendimento
  • Quais são a origem e inserção do músculo coccígeo?

  • Qual a inervação do músculo coccígeo e como ela difere do restante do levantador do ânus?

  • Qual a posição do coccígeo em relação aos outros componentes do diafragma pélvico?

  • Qual a principal manifestação clínica de espasmo do músculo coccígeo?

  • Por que a espinha isquiática é um ponto de referência importante relacionado ao coccígeo?

Não confunda

  • Iliococcígeo esquerdo

    O iliococcígeo é anterior e mais extenso, originando-se do arco tendíneo e inserindo-se no corpo anococcígeo (rafe mediana), enquanto o coccígeo é posterior, menor, origina-se da espinha isquiática e insere-se diretamente no cóccix

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  • Piriforme esquerdo

    O piriforme é superior ao coccígeo, origina-se do sacro anterior e insere-se no trocânter maior do fêmur (rotador externo do quadril), enquanto o coccígeo é parte do assoalho pélvico e insere-se no cóccix

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0