Atlas anatômico
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Veia epigástrica superficial direita
Right superficial epigastric vein · FMA44340
Também chamada de: Veia epigástrica superficial
Em 30 segundos
Veia superficial da parede abdominal anterior direita que drena a pele e tecido subcutâneo da região inguinal e hipogástrica. Tributária da veia femoral direita, anastomosa-se com tributárias da veia torácica lateral, formando circulação colateral importante em obstruções da veia cava inferior. Frequentemente visível em pacientes com hipertensão portal ou obstrução de veia cava.
Função
Drena sangue venoso da pele e tecido subcutâneo da região inguinal, hipogástrica e parte inferior da parede abdominal anterior direita
Onde fica e relações
Irrigação, drenagem e inervação
- Drenagem
- Drena na veia femoral direita, que drena na veia ilíaca externa direita, seguindo para veia ilíaca comum direita e veia cava inferior
No exame físico
- Palpação
- Geralmente não palpável em condições normais; torna-se visível e palpável quando dilatada em hipertensão portal ou obstrução de veia cava inferior
- Referência no exame
- Inspeção da parede abdominal anterior para identificar veias superficiais dilatadas (cabeça de medusa em hipertensão portal ou circulação colateral em obstrução de cava); trajeto ascendente lateral à linha média, da região inguinal em direção ao umbigo
Na clínica
- Circulação colateral em obstrução de veia cava inferior: anastomoses com tributárias da veia torácica lateral permitem desvio do fluxo venoso quando há obstrução da cava inferior
- Cabeça de medusa (caput medusae): dilatação e tortuosidade das veias epigástricas superficiais em hipertensão portal, formando padrão radiado ao redor do umbigo
- Via de acesso venoso periférico: pode ser utilizada para acesso venoso em emergências, especialmente em pacientes obesos ou com dificuldade de acesso em membros
- Sinal de Cruveilhier-Baumgarten: sopro venoso audível sobre veias epigástricas dilatadas em hipertensão portal com recanalização da veia umbilical
Cai na prova
- Circulação colateral: as veias epigástricas superficiais (tributárias da femoral/ilíaca externa) anastomosam-se com tributárias da veia torácica lateral (tributária da axilar/subclávia), formando via colateral entre sistemas de veia cava superior e inferior
- Diferença com veia epigástrica inferior: a superficial é subcutânea e drena na femoral; a inferior é profunda (entre peritônio e músculo) e drena na ilíaca externa
- Fluxo sanguíneo na hipertensão portal: em obstrução da veia porta, o fluxo nas veias paraumbilicais (que conectam porta ao sistema superficial) inverte, causando dilatação das epigástricas superficiais com fluxo AFASTANDO-SE do umbigo (cabeça de medusa)
- Pegadinha clássica: confundir o trajeto superficial (subcutâneo) desta veia com o trajeto profundo da veia epigástrica inferior, que corre entre peritônio e músculo transverso do abdome
Teste seu entendimento
Onde a veia epigástrica superficial direita drena e qual a importância desta drenagem?
Qual a via de circulação colateral formada pelas veias epigástricas superficiais em obstrução de veia cava inferior?
Como se forma a cabeça de medusa e qual o papel das veias epigástricas superficiais?
Qual a diferença entre as veias epigástricas superficial e inferior quanto ao trajeto e drenagem?
Qual território a veia epigástrica superficial direita drena?
Não confunda
FMA21163
A veia epigástrica inferior é profunda (entre peritônio e músculo transverso), ascende medialmente ao anel inguinal profundo e drena na veia ilíaca externa; a superficial é subcutânea, lateral ao anel e drena na femoral.
FMA4771
A veia epigástrica superior é profunda, desce atrás do músculo reto abdominal na bainha dos retos e drena na veia torácica interna; a superficial é subcutânea, ascende da região inguinal e drena na femoral.
FMA21379
A veia safena magna ascende na face medial da coxa e drena na veia femoral no hiato safeno; a epigástrica superficial origina-se próximo a este ponto mas ascende na parede abdominal anterior, não no membro inferior.
BodyParts3D, CC BY 4.0