Atlas anatômico
2.234 peças, 1.658 estruturas, 15 sistemas. Procure pelo nome ou estude um sistema inteiro.
Primeiro osso metacarpal direito
Right first metacarpal bone · FMA24464
Também chamada de: Metacarpo do polegar · Metacarpal I · Primeiro metacarpiano
Em 30 segundos
Alta relevânciaOsso longo que forma o esqueleto da região metacarpal do polegar, articulando-se proximalmente com o trapézio e distalmente com a falange proximal do polegar. É o mais curto e robusto dos metacarpais, com características únicas que permitem a oposição do polegar. Sua fratura (fratura de Bennett ou Rolando) é comum e clinicamente relevante.
Função
Sustenta o polegar e serve de alavanca para os movimentos de oposição, flexão, extensão, abdução e adução do polegar; suas inserções musculares permitem a preensão e a pinça.
Onde fica e relações
Localiza-se na base da mão, entre o trapézio (proximal) e a falange proximal do polegar (distal), lateral aos demais metacarpais; forma a eminência tenar junto com os músculos dessa região.
Irrigação, drenagem e inervação
- Irrigação
- Ramos da artéria radial e dos ramos metacarpais palmares
- Drenagem
- Veias metacarpais dorsais e palmares que drenam para o arco venoso dorsal da mão
- Inervação
- Periósteo inervado por ramos do nervo radial (superficial) e mediano
No exame físico
- Palpação
- Palpável em toda sua extensão na face lateral da mão, desde a base do polegar até a articulação carpometacarpal; a base é palpável no fundo da tabaqueira anatômica
- Referência no exame
- A base do primeiro metacarpal é referência para avaliar dor na rizartrose (teste de compressão axial do polegar) e para identificar fraturas de Bennett; a diáfise é referência para avaliar a eminência tenar
Na clínica
- Fratura de Bennett: fratura-luxação intra-articular da base do primeiro metacarpal, com fragmento triangular ulnar que permanece articulado ao trapézio enquanto o restante do osso é tracionado proximalmente pelo abdutor longo do polegar; requer redução cirúrgica
- Fratura de Rolando: fratura cominutiva em Y ou T da base do primeiro metacarpal, mais grave que Bennett e com pior prognóstico
- Artrose da articulação carpometacarpal do polegar (rizartrose): degeneração comum em idosos, causa dor na base do polegar e limitação da oposição
- Fratura do colo ou diáfise do primeiro metacarpal: geralmente por trauma direto, pode causar encurtamento e rotação se não tratada adequadamente
Cai na prova
- Diferença entre fratura de Bennett (fragmento único triangular ulnar) e Rolando (cominutiva)
- Músculo que traciona o fragmento proximal na fratura de Bennett: abdutor longo do polegar
- Articulação carpometacarpal do polegar é em sela (selar), permitindo ampla mobilidade
- Primeiro metacarpal é o mais curto e robusto dos cinco metacarpais
- Ossificação: centro primário na diáfise (8ª-9ª semana intrauterina) e centro secundário na BASE (não na cabeça, diferente dos demais metacarpais) aos 2-3 anos
Teste seu entendimento
Qual é a diferença entre a fratura de Bennett e a fratura de Rolando?
Onde se localiza o centro de ossificação secundário do primeiro metacarpal e como isso difere dos demais metacarpais?
Qual músculo traciona o fragmento principal na fratura de Bennett e em que direção?
Que tipo de articulação o primeiro metacarpal forma com o trapézio e qual a importância funcional?
Quais músculos da eminência tenar se inserem no primeiro metacarpal?
Não confunda
FMA24450
A falange proximal do polegar articula-se distalmente ao primeiro metacarpal; ambos têm o centro de ossificação secundário (epífise) na BASE — o primeiro metacarpal é o único metacarpal com epífise basal, porque nos metacarpais II a V a epífise fica na CABEÇA.
FMA24466
O segundo metacarpal é mais longo, tem centro de ossificação secundário na cabeça (não na base) e articula-se com trapézio, trapezoide e capitato, enquanto o primeiro metacarpal articula-se apenas com o trapézio.
BodyParts3D, CC BY 4.0