Atlas anatômico

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Falange distal do dedo anular direito

Distal phalanx of right ring finger · FMA24462

Também chamada de: Falange distal do quarto dedo da mão · Terceira falange do dedo anular · F3 do anular

Em 30 segundos

Osso mais distal do dedo anular (quarto dedo), com formato achatado e expandido na extremidade distal (tuberosidade). Serve de inserção para o tendão do flexor profundo dos dedos na face palmar e do extensor dos dedos na face dorsal. Fraturas são comuns em traumas diretos e lesões esportivas.

Função

Sustenta o leito ungueal e a polpa digital; serve de alavanca para flexão e extensão terminal do dedo anular; participa da preensão fina e da força de pinça.

Onde fica e relações

Articula-se proximalmente com a falange média do dedo anular através da articulação interfalângica distal; localiza-se no quarto raio digital da mão.

  • Inserçãotendão do flexor profundo dos dedos na face palmar
  • Inserçãotendão do extensor dos dedos na face dorsal
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias digitais palmares próprias medial e lateral do dedo anular, que formam arcos ao redor da falange.
Drenagem
Veias digitais palmares próprias do dedo anular que drenam para o arco venoso palmar superficial.
Inervação
Ramos dos nervos digitais palmares próprios do dedo anular (derivados do nervo mediano para o lado radial e do nervo ulnar para o lado ulnar).
No exame físico
Palpação
Palpável em toda sua extensão na face dorsal sob a unha e na face palmar na polpa digital; a tuberosidade distal é facilmente palpável na ponta do dedo.
Referência no exame
Ponto de referência para testar flexão isolada da interfalângica distal (flexor profundo dos dedos) e extensão ativa (integridade do mecanismo extensor); avaliação de sensibilidade da polpa digital.
Na clínica
  • Fratura de falange distal (fratura de tuft): comum em trauma direto (esmagamento, martelada); pode associar-se a lesão do leito ungueal e hematoma subungueal que requer drenagem.
  • Dedo em martelo (mallet finger): avulsão do tendão extensor da base da falange distal, causando flexão permanente da interfalângica distal; pode ser por ruptura tendinosa ou fratura-avulsão óssea.
  • Lesão do leito ungueal: fraturas expostas da falange distal frequentemente envolvem o leito ungueal e requerem exploração e reparo para prevenir deformidade ungueal permanente.
  • Infecção de polpa digital (panarício): pode evoluir com osteomielite da falange distal se não tratada precocemente.
Cai na prova
  • Inserção do flexor profundo dos dedos na base da falange distal (face palmar) — diferencia de flexor superficial que insere na falange média.
  • Dedo em martelo: lesão do mecanismo extensor na inserção da falange distal, com incapacidade de extensão ativa da interfalângica distal.
  • Fratura de tuft (tuberosidade distal): associada a hematoma subungueal e lesão de leito ungueal; tratamento conservador na maioria dos casos.
  • Diferenciação entre lesão de flexor superficial (falange média) e profundo (falange distal) no exame físico: testar flexão isolada da interfalângica distal.
Teste seu entendimento
  • Qual tendão se insere na base da face palmar da falange distal do dedo anular e qual sua ação?

  • Como diferenciar clinicamente uma lesão do flexor superficial de uma lesão do flexor profundo dos dedos?

  • Qual a apresentação clínica típica do dedo em martelo e qual estrutura óssea está envolvida?

  • Por que fraturas da falange distal frequentemente requerem avaliação do leito ungueal?

  • Qual a inervação sensitiva da falange distal do dedo anular?

Não confunda

  • FMA24457

    A falange média articula-se com a proximal e a distal, recebe inserção do flexor superficial dos dedos (não o profundo) e não possui tuberosidade distal expandida.

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  • FMA24461

    Pertence ao terceiro dedo (médio), não ao quarto (anular); anatomia similar mas localização diferente no raio digital.

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  • FMA24463

    Pertence ao quinto dedo (mínimo), geralmente menor que a do anular; inervação predominantemente ulnar em ambas as faces.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0