Atlas anatômico

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Falange média do dedo anular direito

Middle phalanx of right ring finger · FMA24457

Também chamada de: Segunda falange do quarto dedo · Falange média do quarto quirodáctilo · F2 do anular

Em 30 segundos

Osso longo localizado entre as falanges proximal e distal do dedo anular. É o segmento intermediário do esqueleto do quarto raio da mão, articulando-se proximalmente com a falange proximal através da articulação interfalângica proximal (IFP) e distalmente com a falange distal pela articulação interfalângica distal (IFD). Sua integridade é essencial para a função de preensão e pinça da mão.

Função

Serve como alavanca óssea para os movimentos de flexão e extensão do dedo anular, permitindo a adaptação da mão a objetos de diferentes tamanhos durante a preensão. Fornece inserção para tendões flexores e extensores, além de servir como origem para ligamentos colaterais das articulações interfalângicas.

Onde fica e relações

Localizada no quarto raio da mão direita, entre a falange proximal (proximalmente) e a falange distal (distalmente) do dedo anular. Situa-se medial ao dedo médio e lateral ao dedo mínimo.

  • Inserçãotendão do flexor superficial dos dedos (inserção na base da face palmar)
  • Inserçãoexpansão extensora do extensor dos dedos (inserção na base da face dorsal)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias digitais palmares próprias do dedo anular (medial e lateral), que se anastomosam na face dorsal formando arcadas periósticas.
Drenagem
Veias digitais palmares próprias do dedo anular, que drenam para o arco venoso palmar superficial e profundo.
Inervação
Periósteo inervado por ramos dos nervos digitais palmares próprios do dedo anular (provenientes do nervo mediano para o lado radial e do nervo ulnar para o lado ulnar).
No exame físico
Palpação
Palpável em toda sua extensão na face dorsal e lateral do dedo anular, entre as articulações IFP e IFD. A palpação permite identificar deformidades, crepitação em fraturas e pontos dolorosos.
Referência no exame
Referência para avaliar amplitude de movimento da IFP e IFD, testar integridade dos tendões flexores (flexor superficial especificamente) e extensores, e identificar deformidades como dedo em botoeira ou contratura em flexão.
Na clínica
  • Fratura da falange média: comum em traumas diretos (esmagamento, pancadas) ou torção do dedo; pode causar deformidade angular ou rotacional se mal consolidada, prejudicando a função de preensão.
  • Luxação da articulação IFP: lesão frequente em esportes (vôlei, basquete); a luxação dorsal é mais comum e pode lesar a placa volar, resultando em instabilidade crônica se não tratada adequadamente.
  • Dedo em botoeira (boutonnière deformity): ruptura da banda central do tendão extensor sobre a IFP leva à flexão da IFP e hiperextensão da IFD; pode ocorrer após trauma ou em artrite reumatoide.
  • Contratura de Dupuytren: pode envolver o dedo anular com frequência, causando contratura em flexão da articulação IFP por fibrose da fáscia palmar.
  • Fratura-luxação da base da falange média: lesão grave que pode comprometer a congruência articular da IFP, levando a artrose pós-traumática se não reduzida anatomicamente.
Cai na prova
  • Anatomia da articulação IFP: articulação em dobradiça (gínglimo) que permite apenas flexão e extensão; estabilizada por ligamentos colaterais e placa volar.
  • Inserção do flexor superficial dos dedos: insere-se na base da face palmar da falange média, sendo o único flexor que atua especificamente sobre a IFP (diferente do flexor profundo, que vai até a distal).
  • Deformidade em botoeira: flexão da IFP + hiperextensão da IFD por ruptura da banda central do extensor; diferente do dedo em martelo (flexão isolada da IFD).
  • Teste de integridade do flexor superficial: pedir ao paciente para flexionar a IFP enquanto mantém as outras articulações em extensão (bloqueio do flexor profundo).
  • Fratura com desvio rotacional: mesmo desvios angulares pequenos na falange média podem causar sobreposição dos dedos durante a flexão (sinal de rotação anormal); todas as unhas devem apontar para o escafoide ao fechar a mão.
  • Irrigação: as artérias digitais palmares próprias correm nas faces laterais de cada dedo, sendo vulneráveis em lacerações laterais dos dedos.
Teste seu entendimento
  • Quais são as articulações que a falange média do dedo anular forma e que tipo de movimento elas permitem?

  • Qual tendão se insere na base da face palmar da falange média e qual sua ação específica?

  • Descreva a deformidade em botoeira e explique qual estrutura está lesada sobre a falange média.

  • Qual a importância clínica de avaliar o alinhamento rotacional das falanges após uma fratura?

  • Quais estruturas neurovasculares correm nas faces laterais da falange média e qual sua relevância em lacerações digitais?

Não confunda

  • Falange proximal do dedo anular direito

    A falange proximal é mais longa, articula-se proximalmente com o metacarpo (articulação metacarpofalângica) e não recebe inserção do flexor superficial dos dedos.

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  • FMA24462

    A falange distal é mais curta, tem formato de tufo na extremidade (tuberosidade ungueal) e recebe inserção do flexor profundo dos dedos (não do superficial).

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  • Falange média do dedo médio direito

    A falange média do dedo médio localiza-se no terceiro raio (não no quarto) e geralmente é ligeiramente mais longa que a do anular.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0