Atlas anatômico

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Falange distal do dedo indicador esquerdo

Distal phalanx of left index finger · FMA23953

Também chamada de: Falange distal do segundo dedo da mão · Terceira falange do indicador · F3 do indicador

Em 30 segundos

Osso mais distal do dedo indicador, articula-se proximalmente com a falange média através da articulação interfalângica distal. É o local de inserção do tendão do flexor profundo dos dedos na face palmar e do extensor dos dedos na face dorsal. Fraturas são comuns em traumas diretos e podem comprometer a função de pinça.

Função

Sustenta a polpa digital e a unha do indicador; serve como alavanca para movimentos finos de flexão e extensão; participa da preensão de precisão e pinça.

Onde fica e relações

Extremidade distal do segundo raio da mão, articulando-se proximalmente com a falange média do indicador através da articulação interfalângica distal.

  • Inserçãotendão do flexor profundo dos dedos na face palmar
  • Inserçãotendão do extensor dos dedos na face dorsal
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos das artérias digitais palmares próprias do indicador, que formam arcos anastomóticos ao redor da falange.
Drenagem
Veias digitais palmares próprias do indicador que drenam para o arco venoso palmar superficial.
Inervação
Inervação sensitiva pelos nervos digitais palmares próprios do indicador (ramos do nervo mediano na face radial e do nervo ulnar na face ulnar).
No exame físico
Palpação
Palpável em toda sua extensão na face dorsal, logo abaixo da unha; a polpa digital recobre a face palmar.
Referência no exame
Ponto de referência para avaliar integridade da extensão ativa da interfalângica distal (teste do dedo em martelo) e sensibilidade da polpa digital.
Na clínica
  • Fratura de falange distal (fratura de tufo): comum em esmagamento; pode lesar o leito ungueal e causar hematoma subungueal que requer drenagem.
  • Dedo em martelo (mallet finger): avulsão do tendão extensor da base da falange distal, causando flexão permanente da interfalângica distal; pode ser óssea ou tendinosa.
  • Lesão do leito ungueal: fraturas expostas da falange distal frequentemente envolvem o leito ungueal e requerem antibioticoterapia e reparo cirúrgico.
  • Osteomielite: infecções de polpa digital podem estender-se ao osso, especialmente em diabéticos ou imunossuprimidos.
Cai na prova
  • Inserção do flexor profundo dos dedos na base da falange distal (diferente do flexor superficial que insere na média).
  • Dedo em martelo: mecanismo de lesão (flexão forçada contra extensão ativa) e tratamento conservador com tala em hiperextensão.
  • Fratura de tufo: associação com hematoma subungueal e indicação de drenagem quando >50% da unha ou dor intensa.
  • Diferenciação entre falanges: distal (uma por dedo, exceto polegar que tem duas falanges totais), média (ausente no polegar) e proximal.
Teste seu entendimento
  • Quais tendões se inserem na falange distal do indicador e em que faces?

  • O que é dedo em martelo e qual sua relação com a falange distal?

  • Qual a conduta frente a hematoma subungueal extenso em fratura de falange distal?

  • Como diferenciar clinicamente lesão do flexor profundo de lesão do flexor superficial dos dedos?

  • Qual a importância clínica da fratura de tufo da falange distal?

Não confunda

  • FMA23938

    A falange média articula-se com a proximal e a distal, recebe inserção do flexor superficial dos dedos (não do profundo), e não sustenta a unha.

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  • FMA23951

    O polegar possui apenas duas falanges (proximal e distal, sem média), e sua falange distal é mais robusta e larga que a do indicador.

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  • FMA23955

    Anatomia similar, mas pertence ao terceiro raio; a diferenciação é pela posição no raio digital correspondente.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0