Atlas anatômico

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Veia cefálica esquerda

Left cephalic vein · FMA13326

Também chamada de: Veia cefálica

Em 30 segundos

Alta relevância

Veia superficial do membro superior que se origina na rede venosa dorsal da mão, ascende pela face lateral do antebraço e braço, e drena na veia axilar. É a veia usada na fístula arteriovenosa radiocefálica e via frequente de acesso venoso periférico; para coleta de sangue, porém, a veia de escolha é a cubital mediana. Sua lesão é rara, mas pode ocorrer em fraturas de clavícula ou procedimentos cirúrgicos no ombro.

Função

Drena sangue venoso da face lateral do membro superior, incluindo parte da mão, antebraço e braço, retornando-o ao coração via veia axilar.

Onde fica e relações

Origina-se na extremidade radial da rede venosa dorsal da mão, ascende pela face lateral do antebraço (anterior ao rádio), cruza a fossa cubital lateralmente, sobe pela face lateral do braço ao longo da borda lateral do bíceps braquial, passa pelo sulco deltopeitoral entre o deltoide e o peitoral maior, perfura a fáscia clavipeitoral e drena na veia axilar abaixo da clavícula.

  • Vizinhanervo cutâneo lateral do antebraço (ramo do musculocutâneo)
  • Vizinhabíceps braquial
  • Vizinhadeltoide
  • Vizinhamúsculo peitoral maior
Irrigação, drenagem e inervação
Drenagem
Drena na veia axilar, que continua como veia subclávia, depois veia braquiocefálica e veia cava superior até o átrio direito.
No exame físico
Palpação
Visível e palpável na face lateral do antebraço e braço, especialmente após garroteamento ou exercício (ingurgitamento venoso). Na fossa cubital, fica lateral ao tendão do bíceps. No sulco deltopeitoral, pode ser visível em indivíduos magros.
Referência no exame
Referência para punção venosa na fossa cubital (lateral ao tendão do bíceps) e para acesso venoso central (sulco deltopeitoral, 2-3cm abaixo da clavícula). Ingurgitamento anormal pode indicar obstrução venosa central ou síndrome do desfiladeiro torácico.
Na clínica
  • Via de acesso preferencial para cateterismo venoso central (menor risco de pneumotórax que a subclávia), PICC (cateter central de inserção periférica) e fístula arteriovenosa para hemodiálise (anastomose com artéria radial ou braquial).
  • Lesão em fraturas de clavícula ou luxação acromioclavicular, especialmente quando há deslocamento ósseo significativo.
  • Tromboflebite superficial pode ocorrer após punções repetidas, uso de drogas intravenosas ou trauma local.
  • Variação anatômica comum: ausência ou hipoplasia da veia cefálica em até 5% da população, importante saber antes de procedimentos.
  • Síndrome do desfiladeiro torácico pode comprimir a veia cefálica próximo à sua drenagem, causando edema e circulação colateral visível.
Cai na prova
  • Trajeto completo: origem na rede dorsal da mão, ascensão lateral no antebraço e braço, passagem pelo sulco deltopeitoral e drenagem na veia axilar.
  • Diferença com veia basílica: cefálica é lateral e drena na axilar; basílica é medial e drena na braquial (que forma a axilar).
  • Relação com veia cubital mediana na fossa cubital: conecta cefálica (lateral) e basílica (medial), formando padrão em M ou H.
  • Via de acesso para cateterismo central e fístula arteriovenosa: questões sobre indicações, vantagens (menor risco de pneumotórax) e complicações.
  • Lesão em fratura de clavícula: especialmente no terço lateral, onde a veia perfura a fáscia próximo à articulação acromioclavicular.
Teste seu entendimento
  • Descreva o trajeto completo da veia cefálica desde sua origem até sua drenagem.

  • Qual a relação anatômica da veia cefálica com a veia basílica na fossa cubital?

  • Por que a veia cefálica é preferida para cateterismo venoso central em relação à veia subclávia?

  • Qual a importância clínica da veia cefálica na confecção de fístula arteriovenosa para hemodiálise?

  • Quais estruturas nervosas estão em risco durante dissecção ou punção da veia cefálica?

Não confunda

  • FMA22910

    A veia basílica ascende pela face medial do antebraço e braço, perfura a fáscia braquial no terço médio do braço e une-se às veias braquiais para formar a veia axilar; a cefálica é lateral e drena na axilar.

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  • Veia cubital mediana esquerda

    A veia cubital mediana é uma veia curta e oblíqua que conecta a cefálica à basílica na fossa cubital; não é uma veia longitudinal como a cefálica.

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  • FMA13331

    A veia axilar é uma veia profunda que acompanha a artéria axilar e recebe a drenagem da veia cefálica; a cefálica é superficial e tributária da axilar.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0