Atlas anatômico

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Trato iliotibial direito

Right iliotibial tract · FMA58776

Também chamada de: Banda iliotibial · Trato de Maissiat

Em 30 segundos

Alta relevância

Espessamento lateral da fáscia lata que se estende do ílio até a tíbia lateral. Recebe inserção do tensor da fáscia lata e parte do glúteo máximo. Estrutura crucial na estabilização lateral do joelho e na síndrome do corredor.

Função

Estabiliza lateralmente o joelho durante a marcha e corrida; transmite forças do quadril para a tíbia; auxilia na extensão do joelho quando este está em flexão menor que 30 graus e na flexão quando está em extensão maior que 30 graus.

Onde fica e relações

Face lateral da coxa, estendendo-se do tubérculo ilíaco (no lábio externo da crista ilíaca) até o côndilo lateral da tíbia (tubérculo de Gerdy).

  • Vizinhavasto lateral (face medial do trato)
  • Vizinhabíceps femoral (face lateral do trato)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria femoral profunda e artéria glútea superior na porção proximal; artéria genicular lateral superior na porção distal.
Drenagem
Veias que acompanham as artérias correspondentes, drenando para o sistema femoral profundo e glúteo superior.
Inervação
Não possui inervação própria (estrutura conjuntiva), mas recebe fibras proprioceptivas dos nervos que inervam os músculos adjacentes.
No exame físico
Palpação
Palpável como uma banda tensa na face lateral da coxa, especialmente quando o quadril está em extensão e leve abdução. Na região do joelho, pode ser palpado anteriormente ao côndilo lateral do fêmur.
Referência no exame
Teste de Ober: com paciente em decúbito lateral, quadril em extensão e abdução, observa-se se a coxa aduz passivamente (negativo) ou permanece abduzida (positivo para encurtamento). Sinal de Renne: dor à palpação do côndilo lateral do fêmur com joelho em 30 graus de flexão.
Na clínica
  • Síndrome da banda iliotibial (síndrome do corredor): dor lateral no joelho por fricção repetitiva do trato sobre o côndilo lateral do fêmur, comum em corredores de longa distância.
  • Contratura do trato iliotibial: pode causar deformidade em flexão e abdução do quadril, comum em pacientes acamados ou com espasticidade.
  • Teste de Ober: avalia encurtamento do trato iliotibial; paciente em decúbito lateral, quadril em extensão e abdução - se a coxa não aduz passivamente, o teste é positivo.
  • Sinal de Renne: dor à palpação do côndilo lateral do fêmur com joelho em 30 graus de flexão, patognomônico da síndrome da banda iliotibial.
  • Liberação cirúrgica do trato iliotibial: indicada em casos refratários de síndrome do corredor ou contraturas graves.
Cai na prova
  • Inserção distal no tubérculo de Gerdy (côndilo lateral da tíbia) - pegadinha: confundir com inserção no côndilo lateral do fêmur.
  • Recebe inserção de 3/4 do glúteo máximo e do tensor da fáscia lata - não é apenas continuação do tensor.
  • Função dupla no joelho: extensor quando joelho está fletido (<30°), flexor quando está estendido (>30°) - depende do ângulo articular.
  • Síndrome do corredor: dor lateral no joelho por atrito sobre o côndilo lateral do FÊMUR (não da tíbia), pior entre 20-30 graus de flexão.
  • Teste de Ober positivo indica encurtamento do trato - coxa não aduz quando quadril está em extensão.
  • Diferença do ligamento colateral lateral: o trato é anterior e superficial ao LCL, que é uma estrutura capsular profunda.
Teste seu entendimento
  • Quais são as inserções proximal e distal do trato iliotibial?

  • Explique a função dupla do trato iliotibial no joelho conforme o ângulo articular.

  • Descreva o mecanismo fisiopatológico da síndrome da banda iliotibial.

  • Como se realiza e interpreta o teste de Ober?

  • Qual a relação anatômica entre o trato iliotibial e o ligamento colateral lateral do joelho?

Não confunda

  • Tensor da fáscia lata direito

    O tensor é o músculo que se insere no trato iliotibial; o trato é a estrutura fibrosa distal (espessamento da fáscia lata), não é músculo.

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Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0