Atlas anatômico

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Orelha externa

External ear · FMA52781

Também chamada de: Ouvido externo · Pavilhão auricular · Aurícula

Em 30 segundos

Alta relevância

A orelha externa é a porção visível do sistema auditivo, composta pelo pavilhão auricular (aurícula) e pelo meato acústico externo até a membrana timpânica. Funciona como captador e amplificador de ondas sonoras, direcionando-as para a orelha média. É estrutura de alta relevância em prova por suas correlações clínicas (otite externa, trauma, malformações) e por ser ponto de referência no exame físico.

Função

Captação e amplificação de ondas sonoras, direcionamento do som para o meato acústico externo e proteção da membrana timpânica. O pavilhão auricular auxilia na localização espacial do som.

Onde fica e relações

Situada lateralmente à cabeça, na região temporal. O pavilhão auricular projeta-se lateralmente ao osso temporal, e o meato acústico externo estende-se medialmente até a membrana timpânica.

  • Vizinhaglândula parótida (posteriormente)
  • Vizinhaarticulação temporomandibular (anteriormente)
Irrigação, drenagem e inervação
Irrigação
Ramos da artéria temporal superficial (ramo auricular anterior), artéria auricular posterior (ramo da carótida externa) e artéria occipital.
Drenagem
Veias auriculares anterior e posterior, que drenam para a veia temporal superficial e veia jugular externa.
Inervação
Inervação sensitiva complexa: nervo auriculotemporal (ramo do V3 do trigêmeo) na porção anterior; nervo auricular magno (plexo cervical C2-C3) na face lateral e lobo; ramo auricular do nervo vago (X) no meato acústico externo e concha; pequeno contribuição do nervo facial (VII) na concha.
No exame físico
Palpação
Pavilhão auricular totalmente palpável e visível. Tração suave do pavilhão para cima e para trás permite visualização do meato acústico externo.
Referência no exame
Ponto de referência para otoscopia (tração do pavilhão). Teste de dor à tração do pavilhão e pressão do tragus diferencia otite externa de média. Equimose retroauricular (sinal de Battle) sugere fratura de base de crânio.
Na clínica
  • Otite externa (infecção do meato acústico externo): dor à tração do pavilhão auricular e à pressão do tragus, comum em nadadores
  • Hematoma auricular (orelha em couve-flor): trauma repetido com acúmulo de sangue entre pericôndrio e cartilagem, comum em lutadores; requer drenagem precoce para evitar necrose cartilaginosa
  • Pericondrite: infecção do pericôndrio após trauma ou piercing, pode levar à destruição da cartilagem auricular
  • Microtia e anotia: malformações congênitas do pavilhão auricular, associadas a síndromes genéticas
  • Sinal de Battle: equimose retroauricular que sugere fratura de base de crânio
  • Zona de Ramsay Hunt: erupção vesicular no pavilhão auricular por reativação do vírus varicela-zóster no gânglio geniculado (paralisia facial periférica associada)
Cai na prova
  • Inervação sensitiva complexa da orelha externa: pegadinha clássica é confundir os territórios (auriculotemporal anterior, auricular magno lateral, vago no meato)
  • Diferença entre otite externa e otite média: na externa há dor à tração do pavilhão, na média não
  • Hematoma auricular: necessidade de drenagem precoce para evitar necrose cartilaginosa (orelha em couve-flor)
  • Sinal de Battle como indicador de fratura de base de crânio
  • Síndrome de Ramsay Hunt: vesículas no pavilhão + paralisia facial periférica + perda auditiva
Teste seu entendimento
  • Quais são os três principais nervos que fornecem inervação sensitiva à orelha externa e seus respectivos territórios?

  • Como diferenciar clinicamente otite externa de otite média ao exame físico?

  • Por que o hematoma auricular requer drenagem imediata e qual a complicação se não tratado?

  • Quais são os componentes da tríade clássica da síndrome de Ramsay Hunt?

  • Qual a irrigação arterial da orelha externa?

Ontologia

BodyParts3D, CC BY 4.0